Uma exposição com peças que representam a Rota Marítima da Seda, com porcelana, relógios e instrumentos científicos, entre outras, é inaugurada na segunda-feira, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa

 

Intitulada “A Rota Marítima da Seda – Museu da Cidade Proibida”, a exposição apresenta uma imagem da interacção e comunicação das cortes Ming e Qing, na China, com o mundo exterior, de acordo com um a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), responsável pela organização. Para a exposição, segundo a DGPC, foram seleccionados, de uma colecção composta por mais de 1,8 milhões de peças, artefactos que incluem porcelana, peças de jade, utensílios de vidro, utensílios de esmalte, relógios e instrumentos científicos.

As peças “apresentam uma imagem da interacção e comunicação das cortes Ming e Qing com o mundo exterior, demonstrando que essa ‘estrada’ não era apenas uma florescente rota comercial, mas também o vínculo entre a China imperial e a civilização mundial”, explica a nota.

O Palácio-Museu, construído no local do palácio imperial da dinastia Ming e Qing, é o maior museu generalista da China, refere a organização. O seu enorme acervo – de onde provêm as peças para a exposição – é oriundo principalmente das colecções das cortes imperiais.

Esses itens incluíam presentes tributários de emissários da corte imperial e dos estados com os quais possuía relações tributárias, presentes de missionários estrangeiros, tributos pagos por súbditos do império, itens adquiridos ou encomendados pela corte e produtos de oficinas imperiais ou locais, inspirados ou imitando produtos estrangeiros.

A exposição mostra como esta rota marítima abriu a China imperial ao mundo exterior e especialidades como a porcelana, o chá e a seda que foram enviadas dos portos do leste e do sul do império para todo o mundo, fortalecendo as trocas do país com o leste, sudeste e oeste da Ásia e norte da África.

“Os produtos chineses enviados para o exterior ganharam o favor e a admiração dos povos de outros países e os produtos foram desenvolvidos para atender às exigências estrangeiras ou às amostras de artesanato”, recorda o texto sobre a exposição.

Durante todo esse período, a ciência e a tecnologia avançadas, bem como os artigos para uso diário, como as especiarias, as pedras preciosas e os medicamentos, também se espalharam pelos mares para a China. Algumas delas entraram no palácio imperial através de vários canais, tornando-se parte da política da corte e da vida quotidiana.

A inauguração da exposição está prevista para segunda-feira, às 18:30 (hora local), no Palácio Nacional da Ajuda.

 

JTM com Lusa