“Diferentes partidos têm posições distintas, e distintos pontos de vista, mas há um grande consenso que nos une no objectivo de aprofundar o relacionamento com a China. O ano de 2018 ficará na história do relacionamento bilateral luso-chinês”, disse o presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues aos jornalistas após a visita do Presidente Xi Jinping,

 

Em São Bento, o séquito chinês chegou pelas 10:52 e foi recebido por Ferro Rodrigues, na escadaria exterior, seguindo para os denominados “Passos Perdidos” do Parlamento, onde cumprimentou os vice-presidentes da Assembleia da República, os presidentes dos grupos parlamentares – à excepção de representantes bloquistas e do PAN -, os membros da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, os secretários da Mesa da Assembleia da República e a presidente do grupo parlamentar de Amizade Portugal-China.

Já no salão nobre do Parlamento, Xi Jinping e Ferro Rodrigues mantiveram as conversações à porta fechada, seguindo-se a recolha de imagens de conjunto, em jeito de fotografia oficial, na sala das reuniões plenárias, cujos ecrãs electrónicos exibiam as bandeiras portuguesa e da China.

“Diferentes partidos têm posições distintas, e distintos pontos de vista, mas há um grande consenso que nos une no objectivo de aprofundar o relacionamento com a China. O ano de 2018 ficará na história do relacionamento bilateral luso-chinês”, disse Ferro Rodrigues, nos breves momentos em que a comunicação social pôde acompanhar a reunião.

O Presidente da Assembleia da República lembrou ter efectuado há duas semanas uma visita oficial à China, a convite do homólogo Li Zhanshu, para retribuir a presença do seu antecessor, Zhang Dejiang, que se deslocara a Portugal em Julho de 2017.

“A República Popular da China é um dos nossos maiores parceiros comerciais, e os seus empresários são dos que mais apostam na nossa economia. Aqui investem e criam riqueza. Fazem-no agora, mas fizeram-no também em circunstâncias adversas”, continuou Ferro Rodrigues.

 

“Um país marítimo um país de pontes”

O segundo magistrado da nação portuguesa realçou a “condição de país marítimo, de país de pontes” para declarar que Portugal se posiciona, “na comunidade internacional, enquanto “membro pleno e empenhado na União Europeia”, a favor de “cooperação” e “abertura”, em vez de “confrontação” e “isolamento”.

“É neste espírito que acompanhamos, com grande interesse, a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, ou não fosse Portugal um cruzamento entre a rota da seda terrestre e a roda da seda marítima. Muitas oportunidades podem surgir com esta iniciativa. Em particular, o crescimento do porto de Sines, com o enorme potencial de se tornar uma plataforma intercontinental e de acesso da China aos mercados europeus”, disse ainda Ferro Rodrigues.

 

JTM com Lusa