MAFALDA XAVIER (Canadá)
“Deixei Macau há 45 anos e emigrei para Toronto, no Canadá, primeiro foram as minhas irmãs, depois fui eu, porque a minha mãe morreu muito cedo (…) Venho aos Encontros desde o princípio, só faltei a um. É muito bom para rever as amigas que cá deixei e aqueles que foram para o Brasil, Estados Unidos ou Portugal, mas também para rever a família. Ainda tenho cá uma cunhada e uma sobrinha. Espero este ano rever muitas destas pessoas (…) Gostava mais da Macau antiga, tinha uma paisagem muito mais bonita. Agora é só edifícios e há muitos casinos, isso deixa-me um pouco triste”
ANN YEH (EUA)
Ann Yeh
“Vivi 21 anos em Macau, perto da Sé Catedral e saí de cá a pensar num futuro melhor. Fui para Hong Kong, durante 18 anos, para estudar e achei que podia ter muito sucesso lá, mas depois fui para São Francisco, Estados Unidos (…) O Encontro é importante porque posso ver os meus amigos. Tenho cá muitos amigos e por isso encontro-os aqui, são macaenses que estão noutros países, vêm de todo o mundo. É uma boa oportunidade para estar com eles (…) Há muitas diferenças, quando nasci aqui, tinha 10 irmãos, os meus pais tinham 11 filhos, eu sou a sexta, agora os meus sobrinhos e sobrinhas têm apenas um filho. Depois na cidade há imensos edifícios enormes, não era assim antigamente. Ao pé da casa onde vivia construíram um novo edifício…”
MARIA HELENA DE CARVALHO (Canadá)
Maria Helena de Carvalho
“Naquele tempo, quando era nova, não havia emprego aqui, como agora acontece em Portugal. Tinha 18 ou 19 anos e fui para Hong Kong trabalhar, estive lá 10 anos e havia muita saudade de Macau, da nossa gente. Aqui saíamos à rua e conhecíamos este e aquele, mas a pensar no futuro dos filhos emigrei para o Canadá e já lá estou há 50 anos (…) Tenho vindo sempre aos Encontros e é importante porque tenho ainda aqui irmãos e sobrinhos, mas também amigos (…) Há diferenças muito grandes, há muitas pessoas agora e prédios muito altos. Antigamente não havia tanta poeira, tanta poluição no ar, mas agora também está muito melhor a nível económico”.
ALBERTINO DA ROSA (EUA)
Albertino da Rosa
“Saí em 1982 por causa dos meus filhos, tenho cinco filhos. Quis dar-lhes um futuro melhor (…) Venho todos os anos a Macau, mas este Encontro é importante para rever todas pessoas conhecidas e relembrar memórias. A comida também é muito especial, há muito tempo que uma pessoa já não comia estas coisas (…) Gostava mais da Macau antiga porque agora é muito, muito movimentado para andar na rua – como já estou com uma idade avançada tenho alguns problemas em andar com muitas pessoas na rua. Antigamente era tão sossegado que as pessoas podiam andar como queriam. Os prédios também são uma estupenda diferença…e os preços então são muito mais caros. Antigamente comprávamos uma casa com 80 mil, mas agora nem com 800 mil”



