O Executivo da RAEHK considerou legítimo que as autoridades chinesas exerçam a sua jurisdição na Ponte do Delta, referindo-se ao caso da detenção de um homem de Hong Kong aquando de uma deslocação a Macau. Mattew Cheung atentou que as pessoas não devem confundir o conceito de jurisdição territorial na ponte

 

Na qualidade de Chefe do Executivo interino de Hong Kong, Matthew Cheung saiu ontem em defesa das autoridades chinesas após a detenção, na Ilha Artificial da Ponte do Delta, de um cidadão da RAEHK que se deslocava para Macau. De acordo com a imprensa da região vizinha, Matthew Cheung indicou ser razoável o exercício de jurisdição por parte da China na Ponte do Delta.

Ao falar sobre o assunto o dirigente, que lidera a tutela da Administração no Executivo de Hong Kong, alertou que não se deve confundir o conceito de jurisdição territorial com o modelo de gestão dos postos fronteiriços na Ponte do Delta.

Indicando que as autoridades do Interior da China, Hong Kong e Macau fazem inspecções aos documentos separadamente nas fronteiras frisou que “isso se trata apenas de um modelo de trabalho”. A jurisdição territorial significa “exercer os seus direitos dentro do âmbito da sua jurisdição territorial”, nesse sentido, não há problema no tratamento dado pelas autoridades de Guangdong no caso que envolveu o cidadão de Hong Kong, sublinhou.

Recorde-se que um cidadão de Hong Kong foi detido, na sexta-feira, no leste da Ilha Artificial quando se deslocava da RAEHK para Macau. O Departamento de Segurança Pública de Guangdong confirmou a detenção três dias depois, indicando que o homem, de 53 anos, era procurado na China devido a alegado envolvimento num caso de contrabando de telemóveis. O indivíduo encontra-se sob custódia da polícia de Zhuhai.

As autoridades de Guangdong indicaram ainda que foram detidos outros suspeitos de crimes nas inspecções de segurança, que foram intensificadas antes da visita do Presidente chinês a Macau.

 

V.C.