Atendendo ao interesse e à qualidade patenteada, o Jornal TRIBUNA DE MACAU publica hoje na íntegra os trabalhos vencedores da edição de 2018 dos Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia, da autoria de António Aresta e Catarina Brites Soares, respectivamente, intitulados “Miguel Torga: um poeta português em Macau” e “Ler sem limites”.

 

António Aresta*

 

Docente e investigador. Ex residente em Macau.

António Aresta *

Miguel Torga, que é o pseudónimo literário do médico Adolfo Correia da Rocha1, visitou Macau2 em 1987, a convite3 do Governador Joaquim Pinto Machado4, cumprindo finalmente “um desejo velho, constantemente frustrado, de conhecer ao natural terras e mares por onde em tempos temerariamente me aventurei na pessoa inventada do Senhor Ventura. Tudo está em saber se o atrevimento ficcionado se vai reconhecer no confronto com a realidade” 5. No livro “Senhor Ventura”, publicado inicialmente em 1943, o estouvado Ventura dizia “dinheiro, temos; passaporte, arranjamos também… Lá por um homem não aguentar aquela estopada de Macau, não se segue que lhe cortem as pernas” 6, tomando por isso o aventuroso caminho de Pequim. Miguel Torga era um vulto cimeiro da literatura portuguesa, várias vezes premiado e em cuja extensa obra, publicada sempre em edição de autor, se destacam os seguintes títulos, “Contos da Montanha”(1941), “Um Reino Maravilhoso” (1941), “Orfeu Rebelde”(1954), ou o “Diário”, iniciado em 1941 e que soma 16 volumes. E é no “Diário”, o seu espaço auto-biográfico por excelência, que regista a sua meditada errância por Macau oferecendo-nos a reiterada fidelidade aos seus valores de sempre: “homem mais sensível a uma ética do que a uma ideologia, mais espontaneamente fraterno do que disciplinarmente correligionário, mais atento ao imperativo dinâmico de vozes remotas do que ao momentâneo encantamento dos ecos doutrinários” 7. E é no seu “Diário” que regista no dia 13 de Abril de 1987, esta melancólica constatação: “Assinatura da transmissão a curto prazo da soberania de Macau. O povo nem deu conta do que se passava. De que perdia, pela firma de alguns nomes, o último testemunho de uma epopeia de que foi o herói anónimo” 8. Era tudo tão longínquo e aparentemente indiferente porque os interesses nacionais estavam direccionados para as questões europeias, alicerçadas em generosos subsídios. E Miguel Torga parece que se ressentia dessa falta de brio patriótico.

Quando chega a Macau, esse “extremo oriente da inquietação”9, Miguel Torga passa naturalmente ao lado de alguma turbulência política de matriz lusa que ciclicamente assolava o Território, cogitando de si para si, “o que eu tenho aprendido de Portugal longe das suas fronteiras! Sobra, fora delas, muito do civismo de que carecemos. Mas não há sombras da humanidade de que somos pródigos” 10. Era o cabeça de cartaz das icónicas cerimónias patrióticas do 10 de Junho11, iniciadas pelo Governador Rodrigo  Rodrigues12, nos idos de 1924. Folheando a imprensa portuguesa, terá olhado de soslaio para a notícia que dizia que o secretário adjunto Nuno Delerue tinha sido exonerado pelo Presidente Mário Soares13, sem perceber que aí estava o princípio do fim da liderança governativa de Joaquim Pinto Machado. A angústia e a crispação que pairavam no ar tinham outra fonte e eram omnipresentes. O Governador tinha acompanhado o Primeiro Ministro Aníbal Cavaco Silva a Pequim para a assinatura solene da Declaração Conjunta Luso-Chinesa que traçaria o destino de Macau. Para além do Primeiro Ministro Zhao Ziyang, assistiram à cerimónia Deng Xiao Ping e o Presidente Li Xiannian. Outras notícias eram provavelmente de leitura bem mais estimulante, por exemplo, aquela que relatava que um conjunto de personalidades que tanto fizeram pelo Território (Joaquim Morais Alves, Padre Mário Aquistapace, Padre Joaquim Guerra SJ, Padre Luiz Ruiz SJ, Padre Hércules Tiberi, Padre Benjamim Videira Pires SJ, Dr. Jorge Neto Valente e Coronel Mesquita Borges) tinham sido justamente distinguidas com a Medalha de Valor. Ou que o Governador cria a “Comissão para a Generalização do Bilinguismo na Administração”. Ou, ainda, que a Imprensa Oficial de Macau publicita a reedição dos seis fascículos do “Método de Português para uso nas Escolas Chinesas”, de Monsenhor António André Ngan, um sábio linguista e pedagogo cujo legado está injustamente esquecido. Saltava à vista o inevitável Padre Manuel Teixeira14 cuja opinião vigilante era talvez o melhor naco de prosa que a “Gazeta Macaense” 15 oferecia aos seus descoroçoados leitores.

Fica fascinado com a dimensão espiritual e com as imperfeições do ser humano: “num templo budista – é sempre pelas igrejas que eu começo o inventário das terras onde chego – a ver a multidão rezar, acender velas e queimar incenso. Os deuses mudam no espaço e no tempo. A fé que os venera é sempre a mesma. E sempre absurda” 16.

Miguel Torga diz ao que vem: “Vou a Macau falar de Camões\Em nome dele, e por eles\Obreiros dum império de ilusões\Vou, como novo andarilho\Garantir ao futuro que Portugal\Terá sempre o tamanho universal\Da infinda inquietação de cada filho” 17. Mas, prudentemente realça que “evocar Camões em Macau tem, pelo menos, um perigo: o de parecer que se dá como certa a lenda de que ele pisou este chão. Era ponto assente na minha selecta da 4ª classe que aqui teria sido provedor-mor dos defuntos e ausentes, e até uma gravura celebrava a gruta, com um busto à entrada, onde o épico se refugiaria para dar largas à inspiração” 18. A conferência proferida no salão nobre do Leal Senado, no dia 9 de Junho, com a sala a abarrotar de ouvintes, é assim rematada filosoficamente: “O difícil para cada português não é sê-lo; é compreender-se. Nunca soubemos olhar-nos a frio no espelho da vida. A paixão tolda-nos a vista. Daí a espécie de obscura inocência com que actuamos na História. A poder e a valer, nem sempre temos consciência do que podemos e valemos” 19. Em Novembro de 1987 essa conferência foi publicada em separata, com o título singelo “Camões”, na Gráfica de Coimbra, em edição de autor e com uma tiragem de cinco mil exemplares. É indesmentível que muito preza o espírito camoniano porque “aqui chegou o espírito de todo um povo que, como ninguém, consubstancia na vida e na obra, a legitimar-nos o impulso errático, a curiosidade, a ousadia, a tenacidade, a sabedoria e as ambições na América, na África, na Ásia e na Oceania” 20. De resto, “é Camões que nos guia. No Ultimatum, cobrimos a sua estátua de crepes; no tempo dos Filipes, eram Os Lusíadas o livro da resistência. Agora, que atravessamos um período crucial da História, é ainda com ele no pensamento que poderemos encontrar ânimo para enfrentar o futuro. Um futuro que não será de ocupação, mas de comunhão” 21. Esta fibra patriótica é sempre frontalmente assumida por Miguel Torga.

O melhor ainda está para vir, porque parte com o espírito de um explorador aberto ao desconhecido: “Cruzo a cidade em todas as direcções, visito fortes, igrejas e casinos, meto-me numa lancha e espreito o porto interior, desembarco nas ilhas, percorro-as e regresso estonteado ao hotel. Nunca tinha tido uma experiência assim de caminhar tantas horas em levitação. Tudo nesta terra é simultaneamente natural e mágico, concreto e abstracto, imóvel e fugidio” 22. Os olhos do viajante recortam estes pormenores: “E lá vi a dança do dragão e o vira do Minho de mãos dadas no mesmo palco, a conciliação insólita da profundidade mítica com a superficialidade coreográfica” 23, produzindo uma das melhores sínteses fenomenológicas sobre o Território, “até o ar que aqui se respira tem qualquer coisa de perturbante, de opiado. Não estimula, enlanguesce. Miragem tangível, desafio à nossa razão, à nossa sensibilidade e ao nosso senso comum, Macau não é uma realidade que se apreenda com nitidez. É como que um sonho confuso de Portugal” 24. Nem mais. Só um escritor como Torga era capaz de um adjectivo inesperado dentro de uma forma marcialmente descritiva e numa hermenêutica assumidamente literária.

O seu pensamento contempla a verdade e a liberdade, ajudando a pensar Macau no quadro de uma ousada interioridade: “Faço o que posso para entender esta terra, mas não consigo. É tudo tão enigmático, tão movediço, tão ambíguo, tão labiríntico, que o tino perde-se a cada passo. Procura-se Portugal angustiadamente e não se encontra, apesar de as ruas terem nomes de figuras nacionais e de a estátua de Vasco da Gama se erguer a dois passos do hotel. Ninguém fala português, a população é chinesa, nos templos reza-se a deuses que não vêm no catecismo. Um espírito que nos é alheio comanda todos os gestos e motiva todos os sorrisos. Os exóticos, no meio da uniformidade amarela somos nós” 25. Torga consegue contemplar um outro Macau para além da cortina de exotismo e da sensaboria orientalista. Reconheceremos nós esta imagem\miragem de Macau?

Não resiste à sedução da China, pelo que faz uma pequena viagem a Cantão, e rapidamente chega à conclusão que a sua informação está mesmo muito desactualizada, parada no tempo,  “A China entorpecida e céptica que eu trazia na ideia, e a China desenvolta e confiada com que vim deparar. Uma, intemporal, a sonhar no sono da História ; outra, temporal, acordada, de olhos postos na vida (…) até onde poderá ir esta força em movimento? Mil milhões de sábios indiferentes, transformados do pé para a mão num frenético e alucinante formigueiro de inquietações” 26. Hong Kong merece-lhe um comentário ríspido e enigmático ao mesmo tempo, “Enquanto que Hong-Kong é um desaforo capitalista, uma afronta colonial, que ofende o céu e a terra, Macau não passa de um discreto padrão aventureiro. E talvez não fizesse nenhum mal ao colosso chinês consentir que uma presença lusíada, ancorada à sua ilharga, continuasse a dar-lhe notícias líricas do Ocidente” 27.

Antes de retornar a Portugal, pára inevitavelmente em Goa. O “velho Índico quebra a meus pés e respinga-me, a bramir não sei com que raiva antiga. Num misto de orgulho e desânimo, enfrento a solidão. E confesso-me às ondas. Sim, sou o descendente infeliz de uma raça heroica e absurda, que senhoreou o mundo, e anda agora por ele a cabo a matar saudades” 28. Goa era um velho  fascínio herdado da história e da literatura: “Goa! Pelos séculos dos séculos, os anais hão-de referir que foi nas margens do Mandovi que o Ocidente teve o seu êxtase oriental” 29.

Em 1989 Miguel Torga recebe o Prémio Camões. Nesse mesmo ano o Instituto Cultural de Macau publica a edição chinesa de “O Senhor Ventura”, com a tradução de Cui Wei Xiao. No ano seguinte, a mesma instituição edita na língua chinesa “Portugal”, originalmente publicado em 1950, com a tradução de Wu Zhi Liang e Lu Ping Yi. Também a ‘Revista Macau’30, em 1990, do Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau, então dirigida por Miguel Lemos, publicou os excertos do “Diário” referentes a Macau. Entretanto, novas traduções e antologias da sua obra fizeram com que os leitores chineses pudessem apreciar melhor este grande escritor português. Em 1992 o Instituto Cultural de Macau publica a Antologia “Vinte Poetas de Portugal”, integralmente na língua chinesa, com a tradução de Yao Jing Ming, onde para além de Miguel Torga, encontramos Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, António Botto, Florbela Espanca, Afonso Duarte, José Régio, Carlos Queirós, Adolfo Casais Monteiro, Vitorino Nemésio, Carlos de Oliveira, José Gomes Ferreira, Armindo Rodrigues, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ruy Cinatti, Raúl de Carvalho, Francisco Amaro e Eugénio de Andrade. Era a imagem literária de um Portugal moderno apresentada na pujança de alguns dos seus melhores representantes e dentro de um sofisticado pluralismo estético.

Na Biblioteca de Sir Robert Ho Tung, em Macau, no ano de 1993, foi apresentada a versão chinesa dos “Novos Contos da Montanha”, de Miguel Torga, por Fran Wei Xin, conceituado intelectual e tradutor chinês. Ele mesmo recorda, “relembro um caso raro nos círculos editoriais da China, ocorrido com textos de Miguel Torga. Em 1988 publiquei vários contos e uma entrevista do escritor na revista ‘Literatura Mundial’, da Academia das Ciências Sociais da China. Meses depois, um desses contos, ou seja, ‘Miúra’, extraído da obra ‘Bichos’, foi reeditado numa outra revista literária chinesa, ‘Vento Primaveril’, do Nordeste do país. E no ano seguinte, isto é, em 1989, outro conto, ‘Fronteira’, de ‘Novos Contos da Montanha’, juntamente com a entrevista, apareceram na revista ‘Literatura Unida’, de Taiwan. Foi a custo que a revista de Taiwan localizou o tradutor que se encontrava em Pequim, através do agente da revista nos Estados Unidos” 31. E, ainda, um outro pormenor sobre a probidade intelectual de Miguel Torga: “Como escritor, ele devia ver com bons olhos a publicação de suas obras num outro país, numa outra língua. Mas, mesmo durante o almoço, ele abriu os dois livros e perguntou-me como traduzira isso e aquilo. Pareceu estar satisfeito com as minhas respostas. Porém, quando eu disse que o título do conto ‘O Alma-Grande’, por problema linguístico, fora traduzido como ‘O Grande Santo’, o escritor hesitou:

– O Grande Santo? Não encontra em chinês um termo como ‘benfeitor’? É mais próximo do Alma-Grande.

– Sim, encontro. – respondi.

Contei o caso a amigos meus, tradutores, e admiramos muito a seriedade do velho escritor para com a sua obra.

Miguel Torga manifestou, ainda durante o referido almoço, grande interesse pela China, dizendo:

– Sempre admirei a China e a civilização oriental. Foi pena que, em 1987, quando estive em Macau, só tenha visitado Cantão e não tenha tido tempo para subir ao Norte e ver a Grande Muralha com os meus próprios olhos. A história da China e a sua cultura são encantadoras, e os seus provérbios são tão belos, ricos e filosóficos” 32. Guarda nas reminiscências da sua viagem a Macau , este apontamento: “Ainda a pensar na viagem. Foi pena não poder ir mais além, e ter de regressar com Timor atravessado no pensamento, sem esperança de um dia lhe sentir bater de encontro ao meu o coração português. Mas os deuses lá sabem. Não quiseram que coubesse a um poeta a ingrata missão de encarnar entre irmãos de fala e cidadania abandonados os remorsos da pátria que os abandonou” 33.

Com total simplicidade e transparência faz este comentário, “Cá estou. Português até aos últimos confins de Portugal” 34. Sem crispações ideológicas, passando em revista o passado para melhor compreender o futuro. Por isso, diz, “nós próprios, neste momento, estamos aqui a dizer adeus ao último reduto dessa extensão passada. Esta visita de amor é uma despedida. Em breve outra bandeira flutuará na frontaria deste Leal Senado. Mas felizmente que podemos fazê-lo cordial e simbolicamente à sombra tutelar de Camões. Não por ser hoje véspera do dia oficial das suas comemorações, mas por um imperativo que nada tem de convencional. É que ele é sempre e em todas as circunstâncias a credencial idónea e suficiente para cada português assinar convénios de paz e concórdia em nome da pátria” 35.

Não obstante a sua breve estadia em Macau, Miguel Torga produziu um conjunto de reflexões originais e criativas, cruzando a história dos povos com a vivacidade do olhar de um poeta que soube ser fraterno, crítico e sempre fiel aos seus valores.

 

NOTAS:

1- Natural de São Martinho de Anta, Vila Real, onde nasceu a 12 de Agosto de 1907. Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra. Médico otorrinolaringologista. Faleceu no dia 17 de Janeiro de 1995. Autor de uma obra muito extensa que se reparte pela poesia, pela prosa, pelo teatro e pelo ensaio. Foi várias vezes proposto para o Prémio Nobel da Literatura.

2- António Aresta, “Miguel Torga”, Jornal Tribuna de Macau, 14.12.2016 .

3- No volume “Miguel Torga: Fotobiografia”, de Clara Rocha, Publicações Dom Quixote, 2000, o depoimento de António de Almeida Santos publicita esta confidência: “No ano da graça de 1987, sendo Governador de Macau o professor doutor Pinto Machado, meu ilustre Amigo, o meu velho Orfeão Académico de Coimbra, e eu próprio, fomos por ele convidados a visitar Macau a quando das cerimónias do Dia de Portugal. Respondi a aceitar e a sugerir que, para a oração oficial, fosse convidado o grande Miguel Torga. De imediato concordou e me pediu que em seu nome o convidasse”, p. 201.

4- De seu nome completo, Joaquim Germano Pinto Machado Correia da Silva (1930-2011), Governador de Macau (1986-1987), era médico e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Entre outros cargos políticos, foi Secretário de Estado do Ensino Superior, em 1984-1985. Doutor Honoris Causa pela Universidade da Ásia Oriental, Macau, 1987 e Doutor Honoris Causa  pela Universidade do Minho, em 2002. Uma análise superficial sobre a acção governativa de Joaquim Pinto Machado em Macau poderá ser vista em Vários, “Governadores de Macau”, Livros do Oriente, 2013, pp. 466-470.

5- “Diário XV”, edição do Autor, Coimbra, 1995, p. 1478. Doravante citarei apenas “Diário XV” e a respectiva página.

6- Miguel Torga, “O Senhor Ventura”, edição bilingue (português-chinês) do Instituto Cultural de Macau, tradução de Cui Wei Xiao, 1989 , p. 28.

7- “Duas Intervenções”, Publicação do Secretariado da Zona Centro do Partido Socialista, Coimbra, 1974, p. 7.

8- “Diário XV” , pp. 1475-1476.

9- “Diário XV”, p. 1478.

10- “Diário XV”, p. 1479.

11- As cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de Junho de 1987, tiveram um programa extenso, de 3 a 28 de Junho, e dele extraio os seguintes eventos: 8 de Junho – Exposição Fotobibliográfica comemorativa dos 80 anos de Miguel Torga – Livraria Portuguesa, 18.00 horas; 9 de Junho – Conferência “Camões”, pelo Poeta Miguel Torga – Salão Nobre do Leal Senado, 17.30 horas; 12 de Junho – Conferência “Presença do Oriente na Literatura Portuguesa”, pela doutora Andrée Rocha – Centro Cultural Sir Robert Ho Tung, 21.00 horas; 13 de Junho – Teatro “O Mar”, de Miguel Torga – Cine-Teatro D. Pedro V, 20.30 horas.

12- Rodrigo José Rodrigues (1879-1963), Governador de Macau (1922-1924), médico militar que prestou serviço em Cabo Verde e em Goa. Ministro do Interior (1913-1914) e deputado entre 1918 e 1922. Foi ele quem iniciou a romagem cívica e cultural anual à Gruta de Camões, mobilizando as escolas e os representantes da comunidade portuguesa e chinesa.

13- O Presidente Mário Soares recordará esses episódios em Maria João Avillez, “Soares, O Presidente”, Edição Público, Vol. III, 1997, pp. 153-158.

14- O Padre Manuel Teixeira (1912-2003) laureado historiador português de Macau, autor de uma centena de livros dedicados á história dos portugueses em Macau e no Extremo Oriente.

15- Jornal português fundado em 30 de Setembro de 1963 e cuja publicação terminará em 1995.

16- “Diário XV” , p. 1480.

17- “Diário XV”, p. 1479.

18- “Diário XV”, p. 1481.

19- “Diário XV”, p. 1488.

20- “Diário XV” , p. 1481.

21- “Diário XV” , p. 1488.

22- “Diário XV” , p. 1480.

23- “Diário XV”, p. 1480.

24- “Diário XV”, p. 1480.

25- “Diário XV” , p. 1490.

26- “Diário XV” , pp. 1490-1491.

27- “Diário XV” , p. 1491.

28- “Diário XV” , p. 1492.

29- “Diário XV” , p. 1492.

30- Nº 23, Maio de 1990, pp. 3-6.

31- Fran Wei Xin, “Mais Uma Obra de Miguel Torga Em Chinês”, in, Vários, “Aqui, Neste Lugar e Nesta Hora. Actas do Primeiro Congresso Internacional sobre Miguel Torga”, edição da Universidade Fernando Pessoa, Porto, 1994, pp. 506.

32- Fran Wei Xin, idem, p. 507.

33- “Diário XV”, p. 1494.

34- “Diário XV”, p. 1480.

35- “Diário XV”, pp. 1484-1485.

 

* Professor e Investigador. Autor de diversas obras sobre a História e a Cultura de Macau.