A ameaça de chuva para a manhã de ontem não se concretizou e a segunda prova qualificativa de motos decorreu como o previsto, com Peter Hickman a tornar definitiva a sua liderança na corrida de hoje. Michael Rutter e Martin Jessopp partem nas segunda e terceira posições, respectivamente
Salomé Fernandes
A segunda prova qualificativa do Grande Prémio de Motos de Macau confirmou a posição de liderança de Peter Hickman, da Aspire-Ho by Bathams Racing, na final de hoje. O seu colega de equipa, Michael Rutter, arranca em segundo, já que a sua melhor volta durou mais 1.14 segundos. Martin Jessopp, tem a terceira posição.
O piloto britânico que arranca na frente mostrou-se feliz com os resultados, já que é a primeira vez que consegue partir na final com a posição de liderança, ou a “pole position”. “É muito bom. A mota tem funcionado muito bem desde o primeiro treino livre de ontem (anteontem), embora tenha sido preciso trabalhar muito. Estou a pilotar a mesma mota que no ano passado, o que me está a facilitar a vida”, disse Peter Hickman na conferência de imprensa que se seguiu à prova de qualificação.
As condições deste ano também ajudam. “Normalmente cá em Macau a pista está suja logo desde o início, mas ontem (anteontem) senti que estava provavelmente no seu melhor estado desde os últimos quatro ou cinco anos”, indicou o piloto.
Relativamente à prova de hoje, aposta que será mais renhida do que na sessão qualificativa, mas mostrou-se ansioso pela disputa. “Michael [Rutter] e Martin [Jessopp] seriam sempre fortes adversários e tenho a certeza de que, na corrida, será muito mais competitivo que na qualificação de hoje, mas estou ansioso por poder vencer”, disse.
Por outro lado, Michael Rutter, que lhe está no encalço, admitiu estar desapontado com o seu desempenho. “Não creio que fosse tão rápido como o ‘Pete’ [Hickman], mas acredito que poderia ser mais rápido. Não me concentrei na volta de qualificação e errei”, reconheceu. “A equipa realizou um trabalho fantástico, dado que temos uma moto completamente nova e competimos com ela por apenas duas vezes. Aprendemos sempre que saímos para a pista – vamos um pouco mais depressa, e encontramos uma nova solução. Penso que temos ainda mais 10% de potencial na moto. Sempre que realizamos uma curva experimentamos algo diferente, aprendemos um pouco mais”, descreveu ainda.
Apenas Xavier Denis não conseguiu atingir o tempo mínimo para se qualificar, e o português André Pires desceu um lugar relativamente à primeira qualificativa, partindo na 21ª posição com um tempo de 2:33.841.
Pilotos de motos “estáveis” no hospital
Os pilotos Raul Torras e Andrew Dudgeon, encontram-se ainda sob observação no Hospital São Januário, depois de terem sido diagnosticados com um traumatismo craniano com hemorragia e uma fractura lombar, respectivamente. A única actualização dada pela organização até ao momento é de que ambos se encontram estáveis.



