Maria Alexandra Grilo Belo Amaro, candidata do Reagir Incluir Reciclar (RIR) pelo Círculo Fora da Europa, vê o Conselho das Comunidades Portuguesas como um “canal importante de diálogo” entre os portugueses no exterior e as autoridades portuguesas. Segundo disse, está comprometida em contribuir para uma maior conexão e cooperação entre Portugal e as suas diásporas, promovendo uma relação de respeito e benefício mútuo. E sublinhou que as relações entre Portugal e Macau “são marcadas por uma história rica e complexa”, considerando que “é essencial manter uma abordagem de respeito mútuo e cooperação, reconhecendo os laços históricos e culturais que unem ambos”

 

-Quais as principais linhas programáticas desta candidatura para o Círculo Fora da Europa?

-A nossa candidatura para o Círculo Fora da Europa se baseia em princípios sólidos de representação e defesa dos interesses dos portugueses que residem além-fronteiras. Nossa plataforma prioriza:

Fortalecimento dos laços entre Portugal e as comunidades portuguesas no exterior, através de políticas que promovam a integração e protecção dos direitos dos emigrantes e lusodescendentes.

Implementação de medidas que facilitem a participação cívica e política dos portugueses no estrangeiro, garantindo que a sua voz seja ouvida e considerada nas decisões que afectam Portugal.

Promoção de programas de apoio e assistência para os portugueses expatriados, incluindo acesso facilitado a serviços consulares de qualidade e apoio em questões legais e administrativas.

Estímulo ao investimento e colaboração económica entre Portugal e os países onde se encontram as comunidades portuguesas, visando oportunidades de negócio e desenvolvimento mútuo.

 

-Por que razão se candidata pelo Círculo Fora da Europa?

-Decidi candidatar-me pelo Círculo Fora da Europa porque reconheço a importância crucial das comunidades portuguesas além-fronteiras. Como representante de um partido centrista, entendo que é fundamental assegurar uma voz forte no parlamento para defender os interesses e preocupações dos portugueses expatriados. Além disso, estou comprometida em contribuir para uma maior conexão e cooperação entre Portugal e as suas diásporas, promovendo uma relação de respeito e benefício mútuo.

 

-Quais as principais preocupações que tem recebido por parte dos emigrantes portugueses na Ásia, e em particular em Macau?

-Tenho recebido algumas preocupações por parte dos emigrantes portugueses na Ásia, mas tenho a certeza que receberia mais, se conhecessem o meu interesse pelas dificuldades que enfrentam os portugueses espalhados pelo mundo e da forma como eu e o meu partido gostaríamos de ajudá-los. Mas mesmo assim, algumas das principais questões levantadas incluem:

Acesso a serviços consulares eficientes e acessíveis.

Reconhecimento e protecção dos direitos laborais e sociais dos portugueses expatriados.

Garantia de apoio adequado em situações de emergência e crise.

Promoção da língua portuguesa e da cultura portuguesa na região, especialmente para as gerações mais jovens.

Questões relacionadas com a segurança e bem-estar das comunidades portuguesas, incluindo protecção contra discriminação e xenofobia.

 

-Como vê o papel do Conselho das Comunidades Portuguesas fora da Europa, e em particular na Ásia?

-O Conselho das Comunidades Portuguesas desempenha um papel crucial como órgão consultivo na representação dos interesses das comunidades portuguesas fora da Europa. Na Ásia, sua função é ainda mais relevante dada a presença significativa de portugueses em regiões como Macau. Vejo o Conselho como um canal importante de diálogo entre os portugueses no exterior e as autoridades portuguesas, promovendo a colaboração e o intercâmbio cultural, económico e social.

 

-Como olha para as relações entre Portugal e Macau tendo em conta o actual contexto político?

-As relações entre Portugal e Macau são marcadas por uma história rica e complexa, que se reflecte no actual contexto político. É essencial manter uma abordagem de respeito mútuo e cooperação, reconhecendo os laços históricos e culturais que unem ambos. No contexto político actual, é fundamental garantir uma relação de parceria equilibrada, baseada em princípios de reciprocidade e benefício mútuo, promovendo o desenvolvimento sustentável e a prosperidade para ambas as partes.

 

-Quais as suas expectativas em termos de resultado das eleições?

-Nossas expectativas em relação aos resultados das eleições são de representar de forma efectiva e significativa os interesses das comunidades portuguesas no exterior. Almejamos um voto de confiança para que nos permita ter uma voz forte no parlamento, advogando por políticas e medidas que beneficiem os portugueses expatriados. Estamos confiantes de que, com o apoio das comunidades e um compromisso firme com a representação inclusiva, poderemos alcançar resultados positivos que promovam o bem-estar e a prosperidade de todos os portugueses, independentemente da sua localização geográfica.

 

 

 

N.D.

O JTM nas eleições

legislativas em Portugal

Tendo em consideração a inegável importância das eleições legislativas em Portugal, agendadas para 10 de Março, o Jornal TRIBUNA DE MACAU contactou todas as candidaturas do Círculo de Fora da Europa, remetendo as mesmas questões aos respectivos cabeças de lista, para que a comunidade portuguesa residente na RAEM e os nossos leitores espalhados pelo mundo possam ter um conhecimento mais profundo sobre as ideias e visões dos partidos, designadamente sobre matérias relevantes na Ásia. Em nome da neutralidade e imparcialidade, reservámos o mesmo espaço para todos, fixando apenas um limite máximo, pelo que a responsabilidade do seu preenchimento cabe aos candidatos. A ordem de publicação das respostas recebidas segue os resultados gerais das eleições legislativas de 2022. Os títulos e as entradas dos textos são da responsabilidade do JTM