Mais um ano de corridas para o carismático piloto local, Rui Valente. Apesar dos seus 63 anos, o gosto pelas corridas “fala mais alto”, por isso, ainda não é tempo para abandonar. O veterano volta a integrar a grelha da “Roadsport Challenge”, para o qual conseguiu a qualificação no Circuito de Guangdong. Vai tripular um Subaru e o seu objectivo é chegar ao pódio

 

Rui Valente é um dos mais velhos pilotos de Macau que ainda corre no Grande Prémio (GPM) e esta será a sua 35ª participação, integrando a grelha da “Roadsport Challenge”, categoria de carros de turismo que este ano tem apenas uma prova, ao contrário das duas de 2024. Por falta de espaço no programa no GPM, face à necessidade de introduzir a Fórmula 4, ficou de fora a Taça Aniversário da RAEM, que se disputou na edição anterior, igualmente com vários pilotos locais.

Por isso, as qualificações realizadas no Circuito Internacional de Guangdong, “foram muito mais difíceis e afastaram vários candidatos de Macau e de Hong Kong”, revelou ao Jornal TRIBUNA DE MACAU o piloto macaense, que se classificou no 14º lugar, ou seja, a meio da tabela, quando este ano se inscreveram mais de 60 carros, para 32 vagas. “As dificuldades começaram logo aí, mas eu consegui mais uma vez qualificar-me e aqui estou para dar o meu melhor”, salientou o veterano de Macau, actualmente com 63 anos de idade.

Tal como aconteceu no ano passado, o piloto vai correr na “Roadsport Challenge”, tripulando um Subaru RC, com o qual foi sétimo em 2024. “Agora vou tentar fazer melhor e se possível ir ao pódio, que é sempre o meu primeiro objectivo”, expressa, adiantando que o carro “tem estado a andar bem”.

Rui Valente já passou há muito o limite de 35 anos de idade para ter acesso ao patrocínio do Governo destinado aos pilotos locais, não recebendo por isso a verba de 300.000 patacas. “Esse valor dá para um piloto correr no GPM neste tipo de provas de carros de turismo local, mas no meu caso tenho de ser eu a procurar”, sublinha. “As despesas já não são grandes como acontecia no passado, mas a questão da qualificação é o maior problema actualmente para muitos pilotos, por isso é que vários foram eliminados, como por exemplo um outro macaense, Célio Alves Dias”, prossegue.

Sobre a sua “ainda vontade de correr”, o piloto explicou que tem necessidade de se manter activo. “Continuo a fazer isto por prazer e porque o gosto pelas corridas fala mais alto”, confessa, considerando ainda que “quando chegamos a uma certa idade precisamos de algo para nos manter activos, por isso, estas participações no GPM ajudam bastante”. “Daí ainda não pensar em abandonar, porque quero ir correndo até poder”, enfatiza.

A equipa de Rui Valente é a “Premium Racing Team” e 16 é o número do seu Subaru, o mesmo ostentou na corrida do “Roadsport Challenge” do ano passado. A prova vai reunir os pilotos que em 2024 participaram na Taça Aniversário da RAEM, pelo que se prevê uma corrida bastante equilibrada entre os representantes de Macau e Hong Kong.

 

V.R.