Ocupar um dos primeiros três lugares é a meta principal de Jerónimo Badaraco para a corrida “Roadsport Challenge”, mas não descarta a possibilidade de lutar pelo título, depois de ter sido segundo classificado em 2024. O macaense disse ao Jornal TRIBUNA DE MACAU que a prova deste ano voltará a ser “muito equilibrada”
Jerónimo Badaraco é um dos dois pilotos macaenses que integrará a grelha da corrida “Roadsport Challenge”, juntamente com Rui Valente, e em quem a “armada” local deposita mais esperança para chegar ao título.
Depois do segundo lugar alcançado em 2024, a fasquia está agora mais alta para o representante da RAEM, que, mesmo assim, estabelece como meta principal atingir o pódio. “Não vai ser uma corrida fácil, porque há sempre muito equilíbrio entre os pilotos de Macau e de Hong Kong e tudo pode mudar de um momento para o outro”, salienta.
O piloto tripulará a mesma máquina do ano passado, um Toyota GR 86, e será o único elemento da equipa Son Veng. “Praticamente sou eu a fazer quase tudo, com a ajuda de menos mecânicos do que anteriormente, por isso, estou na expectativa de saber como vão correr as coisas”, assume.
Embora reconhecendo que o carro tem estado bem nos “poucos testes” que realizou em Guangdong, Badaraco frisa que os adversários de Hong Kong têm “mais experiência em testar, uma vez que possuem maior disponibilidade do que os pilotos de Macau”. No entanto, “nós estamos mais habituados ao Circuito da Guia, e isso poderá ser a nossa principal vantagem, uma mais-valia”.
Como temos 30 minutos nos treinos livres e o mesmo período de tempo na qualificação, “temos de nos adaptar rapidamente ao carro, isso será o mais importante”, sublinha. De resto, prossegue, “a inspecção ao carro já foi feita e desde que tudo esteja em ordem vamos para a pista para tentar obter o melhor resultado possível”.
Tendo em conta que no ano passado foi segundo posicionado, atrás de Lei Kit Meng, que trocou a “Roadsport” pelos GT4 da Grande Baía, é natural que o sonho do piloto seja desta feita o lugar mais alto do pódio. “Claro que vou tentar ganhar, mas o facto do vencedor de 2024 não participar não tornará a tarefa dos restantes mais facilitada, antes pelo contrário, porque há outros candidatos”, assinala.
Esta corrida vai ser novamente “muito equilibrada”, antevê o piloto de 50 anos, para quem o factor sorte é muito importante, “porque as mudanças acontecem muito rapidamente neste Circuito da Guia”.
A “Roadsport Challenge” contará com nove pilotos de Macau e 19 de Hong Kong, a que se juntam dois da República Popular da China e outros dois de Taiwan.
O “duelo” no asfalto da Guia é considerado como um verdadeiro “Interport” entre concorrentes das duas RAE, resultando numa velha rivalidade. Em termos de resultados de 2024, os pilotos de Macau superiorizaram-se aos adversários e ocuparam os três lugares do pódio, com Jerónimo Badaraco a terminar a somente 77 centésimos do vencedor.
V.R.



