A estreia em Macau de uma Taça do Mundo de Fórmula 4, reunindo jovens de vários campeonatos continentais, correspondeu em pleno, com o francês Jules Roussel a chamar a si o triunfo na corrida principal. A prova terminou com o “safety car” em pista. Marcus Cheong Hei foi o melhor de Macau, no nono posto, dois lugares à frente de Tiago Rodrigues

A Fórmula 4, que se estreou no Grande Prémio de Macau (GPM) como Taça do Mundo da Federação Internacional do Automóvel (FIA), o que dá um maior prestígio à categoria, resultou num bom despique entre muitos jovens que pretendem dar o salto para outros níveis de monologares. O único senão foi o facto de a corrida ter terminado com o

“safety car” em pista, em virtude de um acidente ocorrido a duas voltas e meia do fim, que acabou por determinar a classificação.

O italiano Emanuele Olivieri largou na frente da grelha, depois de ter vencido a Corrida Qualificativa de sábado, mas seria ultrapassado pouco depois do arranque pelos seus mais directos adversários, o francês Jules Roussel e outro transalpino, Rayan Caretti.

Logo a seguir, dois acidentes em simultâneo, nas curvas do Mandarim e do Lisboa, obrigaram à primeira entrada do “safety car” (tripulado pelo antigo piloto português Pedro Couceiro). No reatamento, ainda com oito voltas por percorrer, Roussel tentou segurar os ataques de Caretti, mas cederia a primeira posição antes da curva do Hotel Lisboa.

A corrida estava ao rubro e, a três voltas do final, o gaulês voltou à liderança, tirando partido de um acidente do rival na zona sinuosa do circuito, que motivou uma nova entrada do “safety car”. O veículo de segurança manteve-se e só saiu, como é costume, antes da meta, com Jules Roussel a ver então a bandeira de xadrez, tornando-se o primeiro vencedor da Taça do Mundo de F4.

Antes de se dirigir ao pódio para receber os louros e o troféu (sem champanhe, em virtude da idade dos concorrentes), o campeão disse que foi a melhor corrida da sua carreira. “Quando o Caretti bateu, eu percebi que tinha a tarefa mais facilitada e a vitória estava perto”, expressou o jovem de 19 anos, que participou esta temporada no campeonato de F4 do seu país, no qual foi terceiro classificado.

Na segunda posição na corrida de Macau posicionou-se Olivieri, seguido pelo japonês Rintaro Sato. Mais atrás ficaram os pilotos rotulados de favoritos, como o norte-americano Sebastian Wheldon (4º), o irlandês Fionn McLaughlin (6º), o britânico Nakamura-Berta e o francês Alexandre Muñoz, tendo estes dois terminado fora da classificação oficial.

Quanto aos dois representantes da RAEM, Marcus Cheong Man Hei fechou em 9º, enquanto Tiago Rodrigues foi 11º. O português, de 18 anos, que foi quinto no treino de qualificação, prometendo uma boa corrida, teve um acidente na prova classificativa que o atirou para o penúltimo lugar da grelha da corrida principal.

 

V.R.