O “TCR World Tour”, campeonato do mundo de carros de turismo, decidiu mais uma vez em Macau o título da temporada, que acabou por ser assegurado, no sábado, na primeira das duas corridas do programa, pelo francês Yann Ehrlacher.

O piloto da Lynk & Co, escuderia que se sagrou igualmente campeã do mundo, terminou a manga na terceira posição, passando a somar mais 40 pontos do que o rival Ted Bjork, sueco da mesma equipa, que poderia ainda chegar ao primeiro lugar. O sueco foi quinto posicionado, numa manga ganha pelo argentino Nestor Girolami, à frente do espanhol Mikel Azcona, ambos em Hyundai.

Ontem, já sem qualquer pressão no que diz respeito à questão do título, Ehrlacher, de 29 anos, fez a restante prova de forma mais relaxada, tendo batido na curva do Hotel Lisboa na última volta, quando seguia fora dos primeiros lugares.

Na luta pelo triunfo nesta segunda corrida em Macau e derradeira (vigésima) em termos de campeonato, o australiano Joshua Buchan, em Hyundai Elantra, largou da “pole” numa grelha invertida em relação às posições da corrida do dia anterior, conforme estabelecem os regulamentos da “Kumbo  FIA TCR World Tour”.

Buchan resistiu a todos os ataques, em especial do uruguaio Santiago Urrutia, conseguindo o principal triunfo da sua carreira, como afirmou no final.

Alguns toques a meio da prova não impediram que a ronda terminasse sem uma única interrupção. O chinês Ma Qinghua, em Link & Co, foi segundo e Bjork terceiro.

 

Fuoco “passeia” Ferrari na Taça GT FIA

Na corrida de GT 3, Taça do Mundo FIA, o italiano Antonio Fuoco andou na frente do princípio ao fim, depois de também ser sido o mais rápido na prova classificativa. O Ferrari do piloto transalpino teve um andamento muito superior às restantes máquinas desta categoria e a sua vantagem esteve sempre controlado, muito embora o

O interesse da prova resumiu-se aos lugares secundários, principalmente depois do acidente, logo na volta inaugural, protagonizado pelo italiano Alessio Picariello, em Porsche 911, na curva do Mandarim, que obrigou à entrada do “safety car”.

A partir do reinício, a corrida não teve mais história no que diz respeito aos cinco primeiros lugares da tabela, com Fuoco a limitar-se a levar o seu Ferrari até à meta, à frente de Marciello, do alemão Laurin Heinrich (Porsche), do sueco Joel Eriksson (Audi) e do chinês Ye Hefei (Ferrari).

Fuoco referiu no final que este fim-de-semana “foi um sonho tornado realidade, praticamente perfeito, com dois triunfos”. O italiano, de 29 anos, fez a sua segunda deslocação ao território, tendo alcançado no ano passado a nona posição. Também em 2024, venceu os Hypercarros das 24 horas de Le Mans.

 

Leung Tsz Wa ganha “Roadsport” na secretaria

A Taça “Macau Roadsport Challenge”, habitual prova de rivalidade entre pilotos de Macau e Hong Kong, foi decidida na secretaria, ou seja, por decisão da direcção de corrida.

O resultado oficial, que atribuía o triunfo a Leung Tsz Wa, da RAEHK, foi divulgado horas depois de concluída a prova, informando que os pilotos que haviam cortado a meta nos três primeiros lugares, Lou Cheok In (Toyota), Jerónimo Badaraco (Toyota) e Leong Keng Hei (Subaru), assim como mais quatro concorrentes, sofreram uma penalização de 30 segundos. A justificação da decisão prende-se com o facto de os pilotos  envolvidos terem feito ultrapassagens quando o “safety car” se encontrava ainda em pista.

Leung Tsz Wa, que tinha sido quarto a ver a bandeira de xadrez, foi assim declarado vencedor, à frente do compatriota Adrian Chung e de Tsang Pak Yin de Macau, todos em Toyota.

A corrida foi muito atribulada, com vários acidentes, o primeiro dos quais com carambola que envolveu alguns carros, na curva do Hotel Lisboa, logo na volta inaugural, obrigando à entrada do “safety car” no circuito por três vezes.

Com a divulgação oficial da classificação final, os pilotos que haviam ocupado o pódio passaram para as posições 14, 15 e 16.

O veterano macaense Rui Valente, em Subaru, não se classificou, tendo dado apenas quatro voltas ao circuito. Dos 32 carros da grelha inicial, 13 não concluíram a prova.

Finalmente, na corrida GT Grande Baía, de carros categoria GT 4, houve domínio dos chineses Lu Wenlong, em Lotus Emira, e Han Lichao, em Toyota, que ocuparam os dois primeiros lugares. O terceiro foi Liu Kai Shun, de Hong Kong, ao volante de um Lotus.

Esta prova contou com sete pilotos de Macau, tendo Leong Ian Veng, em BMW, sido o melhor classificado, no quarto posto.

 

V.R.