A prova das duas rodas não teve história, dada a superioridade do inglês Davey Todd. O piloto da BMW, que ficou a quatro décimos de segundo de bater o recorde da pista, deixou o compatriota Peter Hickman e o finlandês Erno Kostamo nos lugares imediatos

 

VÍTOR REBELO

 

Ao contrário do que acontecera na edição anterior, por causa da chuva, os pilotos inscritos no Grande Prémio de Motos puderem desta feita desfrutar da pista de Macau, numa corrida realizada no sábado com piso seco e disputada sem qualquer interrupção ao longo das 12 voltas.

Confirmando o bom andamento na qualificação, que teve lugar cerca de uma hora antes da corrida, o inglês Davey Todd, em BMW, bateu toda a concorrência, apenas permitindo alguma proximidade aos seus mais directos adversários na primeira fase nas primeiras voltas.

O finlandês Erno Kostamo, também em BMW, vencedor no Circuito da Guia em 2022, que largara no segundo posto da grelha, cometeu um erro na curva do Hotel Lisboa e foi ultrapassado por Peter Hickman, inglês, em BMW.

Até final, Todd, de 30 anos de idade, foi aumentando a vantagem sobre Hickman, oito anos mais velho, terminando com uma diferença de 10 segundos sobre o rival e 20 em relação a Kostamo, o que atesta bem a diferença de andamento entre estes três principais candidatos.

Todd procurou adicionar à sua confortável corrida a possibilidade de obter um novo recorde do circuito, mas falhou por apenas quatro décimos de segundo.

O britânico consegue assim o segundo triunfo consecutivo no Grande Prémio de Macau, tendo enfatizado, em pleno pódio, que alcançou em Macau, em dois anos “uma vitória e meia”, em alusão ao triunfo de 2024 em que não houve corrida, mas apenas qualificação.

Falando sobre o recorde falhado, o bicampeão reconhece que “foi pena isso não ter acontecido, mas se eu soubesse que estava perto teria tentado até ao fim”, prometendo lutar no próximo ano por esse objectivo. “O mais importante não era a volta mais rápida na pista, mas sim a vitória”, concluiu.