Gabriele Tarquini está de regresso ao Circuito da Guia, do qual tem muitas memórias. O piloto italiano da Hyundai diz que gostaria de ganhar em Macau antes de se reformar, porém ajudará o colega de equipa Norbert Michelisz a conseguir o título. Com 57 anos, considera que “a primeira volta é sempre muito difícil”
As memórias de Macau “são muitas”: algumas “muito boas”, outras “muito más”. Mas uma coisa é certa, para Gabriele Tarquini “é sempre mágico estar de volta” ao território. Na 66ª edição do Grande Prémio, o piloto italiano de WTCR vai ajudar o colega de equipa a “lutar pelo título”.
Em entrevista ao Jornal TRIBUNA DE MACAU, Gabriele Tarquini assumiu que “gostaria de ganhar” em Macau antes de se reformar e gostaria de que acontecesse este ano, mas antes de si está o colega de equipa: “Claro que tenho de ajudar Norbert Michelisz a lutar pelo título”.
“Esta não é a última corrida da temporada, mas é a penúltima e por isso é muito importante, especialmente porque em Macau é difícil ganhar pontos e conseguir prever o que vai acontecer”, afirmou o piloto italiano que no ano passado foi o grande vencedor do Campeonato Mundial de Carros de Turismo da FIA, apesar de ter conseguido apenas o 10º lugar na última prova.
A maior dificuldade na sua perspectiva “é sempre no início”. “A primeira volta é sempre muito difícil porque a estrada se torna muito estreita e acontecem muitos acidentes”, explicou, acrescentando que “a primeira meta é ficar longe de problemas”.
Os seus maiores adversários serão os Audi porque “são sempre muito rápidos”, afirma o piloto da Hyundai. “Por exemplo, o Jean-Karl Vernay fez uma corrida muito boa no ano passado, é uma das equipas que tem maior hipótese de lutar pelo título”, observou.
Sublinhou ainda que a competição e qualificação em Macau são sempre “muito renhidas”. “Lembro-me muito bem de que no ano passado foi muito difícil”, observou.
Sobre as alterações ao Circuito da Guia, e à semelhança de Tiago Monteiro, Tarquini considera que “fazer mudanças fortes em Macau” será muito difícil, ainda assim, continuar a melhorar o circuito “mostra que a segurança está em primeiro lugar”.
Gabriele Tarquini já participou em 78 GPs: “Não sou um condutor jovem mas é sempre muito bom fazer esta competição. Isto é a minha vida. Comecei com cinco anos nos kartings e nunca parei”. O piloto de 57 anos espera voltar a Macau no próximo ano.
C.P.



