Ultrapassou Rob Huff e venceu a terceira corrida da Taça do Mundo de Carros do Turismo. Andy Priaulx descreveu o campeonato como sendo “duro” e mostrou-se feliz com a vitória
Salomé Fernandes
Na terceira corrida da Taça do Mundo de Carros do Turismo (WTCR), Andy Priaulx conseguiu passar Rob Huff, que partiu na “pole position”, logo na fase inicial, arrecadando o primeiro lugar. Jean-Karl Vernay arrancou e terminou na terceira posição.
“Tive o Rob atrás a corrida toda e ele é muito especial por cá” disse Priaulx em conferência de imprensa, descrevendo que “é um campeonato duro e estou feliz de ter conseguido ganhar uma corrida”. O piloto de Guernsey, que em 2007 se sagrou tri-campeão mundial em Macau, mostrou-se satisfeito com apoio da equipa, afirmando que “liderar aqui foi especial”.
Priaulx contou com dois amuletos da sorte: um buda que não pode usar enquanto corre por não serem autorizados colares, e o 16º aniversário da filha. “Todos os anos perco o aniversário dela, ela nasceu quando eu estava a correr em Macau, nasceu um mês mais cedo. (…) Foi uma vitória especial para ela”, sublinhou.
Já o britânico Rob Huff, mostrou-se desapontado mas suavizou os resultados: “Não é a primeira vez que sou uma ‘dama de honor’ em Macau”, disse, acrescentando que “não será a última”. O piloto destacou a dificuldade em explicar o sentimento de conduzir em Macau e felicitou o vencedor. “Só sobreviver já é alguma coisa, mas subir ao pódio e vencer é muito especial, por isso parabéns ao Andy. Pu-lo sobre toda a pressão que consegui”.
Jean-Karl Vernay frisou a dificuldade da corrida, apontando que “aconteceu tudo no início”. “É difícil não fazer erros”, indicou. Por outro lado, Billy Lo mostrou-se orgulhoso de ser o único piloto de Macau na corrida de WTCR, mostrando-se satisfeito com os resultados. Na segunda corrida teve problemas com o carro por isso não terminou a corrida, mas no geral indicou estar “muito feliz com o fim-de-semana”.
Com o fim das provas em Macau, Norbert Michelisz mantém a liderança do campeonato, agora com 316 pontos, tendo terminado a terceira corrida na 12ª posição. Mas o título ainda continua em aberto. A nível do campeonato mundial, Esteban Guerrieri, tem uma distância de nove pontos de Michelisz, mantendo o segundo lugar com uma diferença de apenas dois pontos acima de Yvan Muller.
Campeonato “não era objectivo”
À margem da corrida, Tiago Monteiro recordou as dificuldades no início do campeonato, no qual “só na segunda parte do campeonato é que estivemos competitivos”, e acrescentou que “o campeonato para mim este ano não era objectivo”. Relativamente à competição de WTCR na Malásia, que vai decorrer entre 13 e 15 de Dezembro, o piloto português não se mostrou optimista. “O tipo de circuito na Malásia não é um tipo de circuito que deva ser bom para o nosso carro”, notou. No entanto, afirmou que no campeonato “acontecem muitas surpresas”, pelo que “agora na última corrida vamos dar tudo”.
Sobre correr em Macau, disse “parece sempre que é a primeira, é incrível”, destacando a pista e o ambiente, ainda que tenha sido “talvez o fim-de-semana mais frustrante”. Ao longo da terceira corrida – que descreveu como “bastante limpa para todos” – recuperou alguns lugares. “Mas realmente é um bocado frustrante, arrancar do último condiciona muito. Correu tudo mal na qualificação e isso condicionou muito o fim de semana. A partir desse momento foi tentar divertir-me e tentar recuperar posições”, explicou.
Tiago Monteiro pretende regressar para lutar pelo campeonato. Caso não consiga voltar a Macau na vertente de WTCR, considera que a prova de GT “pode ser interessante”.



