O piloto da Mercedes Raffaele Marciello dominou a corrida dos GT do princípio ao fim e conquistou o Troféu. O belga Lauren Vanthoor deu alguma répilca, mas o taliano venceu com mais de três segundos de diferença. O “Sr. Macau”, Edoardo Mortara, não fez melhor do que o sexto posto
Vítor Rebelo
A corrida da Taça do Mundo de GT, patrocinada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), voltou a trazer ao território alguns dos melhores pilotos da categoria, representando marcas com peso nestas andanças, como a Mercedes, Porsche, Audi e BMW, naquela que foi a prova do programa do Grande Prémio com o menor número de carros, 17.
O italiano Raffaele Marciello veio ao Circuito da Guia pela terceira vez consecutiva, depois de não se ter classificado em 2017 e de ter sido nono em 2018, e agora mostrou as suas capacidades neste tipo de competições, tendo largado da “pole position” para a decisão da categoria.
Marciello havia sido o mais rápido na Prova Classificativa, que serviu de aperitivo para a corrida mais a sério e também para estabelecer a grelha de ontem e o piloto transalpino voltou a mostrar as ambições com que vinha para esta edição do evento, comandando do início ao fim.
O piloto da Mercedes-AMG, integrado na equipa GruppeM Racing, arrancou da melhor maneira e ganhou desde logo a liderança de uma corrida que apenas teve maior interesse na luta pelos lugares secundários, ainda que, à passagem da sétima volta, Laurens Vanthoor, Earl Bamber e até o brasileiro Augusto Farfus Júnior, tenham dado a sensação de poderem chegar um pouco mais perto de Marciello, principalmente depois da entrada do “safety car”, provocada pelo acidente do Porsche do francês Kevin Estre, quando este era quinto posicionado.
Farfus recuperou posições
Com os carros reagrupados no relançamento da corrida, Farfus, vencedor dos GT do ano passado, passou para terceiro, culminando uma excelente recuperação, já que havia largado do décimo segundo posto da grelha.
No entanto, o sul-americano perdeu o lugar logo a seguir, mantendo-se nessa posição até ao fim, num ano em que deu a sensação de ter conduzido um carro bem menos potente do que aquele em que deu nas vistas em 2018, quando conduziu igualmente um BMW do Team Schnitzer.
Lá na frente, Raffaele Marciello resistiu à pressão de Vanthoor e Bamber, para concluir a corrida com uma boa margem de mais de três segundos de vantagem sobre Vanthoor e quase cinco para Bamber, ambos em Porsche. O belga ainda chegou a colar na máquina do italiano nas duas derradeiras voltas, mas o Mercedes era mais rápido nas rectas.
“Depois de cinco anos a tentar ganhar uma corrida em GT, consegui finalmente aqui em Macau, numa pista muito difícil, onde é complicado ultrapassar. Parti na frente da grelha e isso deu-me alguma vantagem, Tinha a vitória no bolso e alcancei-a. Agradeço à minha equipa”, disse no final Raffaele Marciello.
Foi curioso o “duelo” Mercedes-Porsche no fim-de-semana desta Taça GT FIA, na qual se esperava mais de Edoardo Mortara, vencedor no Circuito da Guia por quatro vezes nesta classe e outras duas na Fórmula 3.
O ítalo-suíço, tal como Farfus, não tinha desta feita carro para grandes aventuras e por isso o sexto posto acaba por ser positivo, atendendo a que começou a corrida em décimo terceiro.
Havia nesta prova dois representantes asiáticos, um da República Popular da China, Weian Chen (Audi), que fechou em décimo terceiro e outro com licença da Coreia do Sul, de nome Bruins Charles, que fez um pouco melhor, décimo primeiro.



