O piloto da Mercedes-Benz Kevin Tse confirmou os bons tempos dos treinos e bateu toda a concorrência na corrida da Grande Baía. A prova ficou assinalada por uma segunda largada, porque não funcionou o novo sistema de luzes
A Comissão do Grande Prémio procurou melhorar, para esta edição do Grande Prémio, uma série de aspectos ligados à segurança e a uma mais eficaz oferta tecnológica ao longo do circuito, e foi bem sucedida de uma forma geral.
O único senão foi o sistema de luzes de partida, que não funcionaram na corrida da Grande Baía, obrigando a uma segunda largada, com luzes do sistema antigo, que entretanto não tinha sido retirado.
No aspecto puramente competitivo da prova, destinada a carros GT4, havia a expectativa de uma “guerra salutar” entre pilotos de Macau e Hong Kong, tal como já se havia verificado no sábado, no decorrer da Taça de Carros de Turismo, ganha por Paul Poon de Hong Kong.
O contingente de Macau, num total de 10 pilotos, contra oito da RAEHK e quatro de Taiwan, apostou tudo nesta prova para alcançar um triunfo e conseguiu, com Kevin Tse, em Mercedes, a travar uma luta interessante com outro carro da marca alemã, conduzido por Philip Lawrence Kadoorie, piloto de origem indiana, residente há vários anos em Hong Kong.
A corrida parou (“safety car”) à passagem da quarta de 12 voltas, na sequência de um acidente entre o Lotus de Liang Kwok Keung (Hong Kong) e o Ginetta de Lee Yen Han (Taiwan), deixando ainda algumas dúvidas de como seria quando recomeçasse a corrida, com prejuízo dos dois Mercedes.
No reatamento, cedo Kevin e Philip voltaram a distanciar-se dos rivais e a prova passou então a ter o seu maior interesse na luta pelas posições secundárias, onde estava incluído Lei Kit Meng, mais um homem da casa, em Ginetta, que foi subindo na tabela, também graças à luta entre dois Chang, ambos de Taiwan, um em Aston Martin (Wei Chung) e outro em KTM X-BOW (Chien Chang).
Lei Kit Meng, já um veterano, que andou durante alguns anos a participar na Fórmula 3 do Grande Prémio de Macau, acabaria por ir ao pódio, como terceiro, depois da batida de David Pun, de Hong Kong, na curva R.
De resto, alguma desilusão pelo décimo terceiro lugar alcançado por Eurico de Jesus (Lotus Exige), de quem se esperava um pouco mais.
Uma nota negativa relativamente aos participantes neste troféu Grande Baía e ao mesmo tempo uma chamada de atenção à própria organização da corrida, uma vez que a República Popular da China apenas contou com um representante, Qi Pei Wen, em BMW M4 (sétimo classificado), quando era suposto que uma Taça Grande Baía, que se pretende valorizar ainda mais no futuro, pudesse ter na grelha mais pilotos do Continente e concretamente provenientes desta região do Delta do Rio das Pérolas.
V.R.



