Possuindo o recorde de vitórias na corrida de WTCR no Circuito da Guia, o britânico Rob Huff vem à procura do décimo triunfo e sente-se “confortável” por já conhecer a pista. Por outro lado, o português Tiago Monteiro antevê um fim-de-semana não muito fácil
Catarina Pereira
Rob Huff conquistou o primeiro lugar na segunda prova de treino de ontem com uma volta em 2:29,422, seguido de Andy Priaulx – vencedor da corrida da Guia por duas vezes – com uma diferença de 0.253 segundos. O tempo de Jean Karl-Vernay foi suficiente para manter o terceiro lugar, a 0.659 segundos do topo, à frente de Yann Ehrlacher, colega de equipa de Priaulx.
O piloto britânico da Volkswagen – que em 2018 ficou na oitava posição na competição de WTCR da FIA – espera elevar a fasquia este ano. “Tenho o recorde em Macau, por isso quero melhorar. Quero elevar o recorde. Macau parece ser muito especial para mim. No ano passado fizemos uma dupla ‘pole position’, temos oito no total e nove vitórias”, afirmou Huff.
Huff lembrou que tem “três oportunidades este fim-de-semana para melhorar”, mas ressalvou ser preciso “melhorar de dia para dia, passo a passo”. “Mas sinto-me muito confortável, conheço a pista muito bem e temos sido bem sucedidos”, reconheceu.
Questionado sobre qual o adversário que teme, Huff foi peremptório: “Não tenho medo de ninguém, tenho medo de Macau em si. Na corrida, estou a enfrentar a pista, não os outros pilotos. A pista é muito mais ‘demoníaca’ do que qualquer outro adversário, isso posso garantir”.
Huff mostrou-se “muito feliz” com o resultado, relembrando que foi apenas um treino. “Hoje estou feliz, por mim, pelos meus mecânicos. Foi um bom dia”, frisou.
Para os dias de corrida, Huff espera ter a “estrada limpa”. “Esperemos que toda a gente se comporte e permita que todos tenham uma oportunidade justa”. Ontem, houve duas situações de bandeiras vermelhas, ambas quando “wildcars” tiveram problemas. Jim Ka To, piloto da KCMG Honda, perdeu o controlo do carro, e Billy Lo entrou em pião na Curva dos Pescadores.
Na mesma corrida – que foi interrompida duas vezes devido a acidentes – Tiago Monteiro conseguiu recuperar nos momentos finais, ficando distanciado de Huff por 1.022 segundos. “As primeiras voltas foram estranhas. Senti pouca confiança em mim e no carro. Foram complicadas mas a pouco e pouco, felizmente, a confiança voltou e comecei a atacar mais”, afirmou.
“Cada vez que vamos para a pista, a pista muda, estava 12 graus mais quente agora à tarde, é muito diferente quando temos de nos adaptar a isso (…) mas depois sim, é fazer ali duas ou três voltas de maior risco”.
O piloto português destacou o facto de ter sido o melhor Honda, ainda assim, “os 90 quilos não estão a ajudar”. “Estou a perder 12 quilómetros por hora na recta”, frisou. Ainda assim, fará “o melhor possível”. “Macau é sempre uma lotaria, tudo pode acontecer, mas sinceramente não vai ser um fim-de-semana muito fácil”.
Até lá é “continuar a trabalhar com a minha equipa, mas lá está, já tenho muita experiência aqui e sei que milagres não acontecem”, concluiu.



