A 53º edição do Grande Prémio de Motos de Macau não teve pódio: a competição foi cancelada depois de um acidente que envolveu seis pilotos. Três pilotos ficaram feridos, tendo sido levados para o hospital – segundo a organização do evento, estavam conscientes quando foram levados do circuito e não correm perigo. Os principais candidatos à vitória mostraram-se desapontados e consideram que a corrida deveria ter sido remarcada. “Isto é uma desilusão para os patrocinadores, para os fãs, para a equipa e o para todos os que investiram tanto para que atravessássemos o planeta”, disse Peter Hickman ao Jornal TRIBUNA DE MACAU

 

Catarina Pereira

 

“Vamos transmitir a informação que temos sobre o estado dos atletas assim que tivermos informação. Garantimos que a organização está atenta e preocupada”: a declaração chegou ontem à sala de imprensa do Grande Prémio de Macau depois de um aparatoso acidente que envolveu seis pilotos. Pela primeira vez na História do Grande Prémio de Motos de Macau a competição foi cancelada.

“O Regulamento do GP prevê que para que uma corrida seja válida têm que completar pelo menos três voltas”, anunciou um membro da organização. Acontece que a bandeira vermelha foi erguida da segunda vez, quando alguns dos pilotos “apenas tinham completado uma volta”. “Significa que a 53º edição do GP de Motos de Macau 2019 fica cancelado. É este o resultado (…) não haverá pódio”, prosseguiu.

O acidente que resultou no cancelamento da corrida provocou três feridos, que foram encaminhados para o hospital. Segundo a organização, o canadiano Daniel Kruger, o finlandês Erno Kostamo e o irlandês Derek Sheils estavam conscientes quando foram hospitalizados. Didier Grams, Michael Sweeney e Phillip Crowe foram os restantes pilotos envolvidos no acidente.

Antes disso, a bandeira vermelha já tinha sido levantada aquando do acidente que envolveu o britânico Rob Hodson e o checo Marek Cerveny na curva “Esses” da Solidão. A corrida que começou pelas 15:55 com Peter Hickman aos comandos, seguido de Michael Rutter e Ian Johnson terminou, assim, sem vencedor.

 

Pilotos desapontados com o cancelamento

Os favoritos à vitória mostraram-se decepcionados com a decisão da organização de cancelar o GP de Motos. Os britânicos Michael Rutter e Peter Hickman disseram, em declarações à TRIBUNA, que a corrida deveria ser agendada. “Acho que devíamos fazer a corrida de novo ou hoje ou amanhã. Isto é uma desilusão para os patrocinadores, para os fãs, para a equipa e o para todos aqueles que investiram tanto para que atravessássemos o planeta”, disse Peter Hickman.

“Foi-nos dito que estão a trabalhar numa solução agora, mas mesmo assim, a corrida não foi remarcada. Estou muito desapontado, tenho muita pena, mas enfim estas coisas acontecem”, prosseguiu. Hickman conseguiu manter uma boa distância depois de arrancar, contudo Rutter teve “um começo melhor” na segunda volta, admitiu. “É uma pena, mas desde que estejam todos bem é o mais importante”, concluiu. Ambos fazem parte da MGM.

Michael Rutter disse também estar “muito desiludido”. “Esperemos que cheguem à conclusão de que o Peter ganhou. Esteve brilhante durante toda a semana por isso, se há alguém que merece ganhar é ele”, afirmou a este jornal. “Espero que cheguem à conclusão de que a equipa do MGM ganhou. Isto é sobre corridas, nada acontece sem patrocinadores. Viemos aqui, precisamos de um resultado”, sublinhou. Apesar disso reiterou que “o mais importante” é que toda a gente fique bem.

Segundo a organização, a corrida não acontece hoje devido ao facto de o horário estar preenchido, mas também porque as equipas utilizaram todos os pneus.

O piloto André Pires também se mostrou decepcionado com o desfecho, apesar de ter caído logo na primeira volta. “Infelizmente tive a queda e não consegui terminar, mas depois a prova foi cancelada. Certamente ficamos todos tristes. Vínhamos para correr e agora vamos todos embora, mas faz parte”, disse.