Houve surpresas na corrida da Fórmula 3, com estreantes no Grande Prémio de Macau a destacarem-se, conquistando lugares no pódio. Richard Verschoor, uma das estreias, ultrapassou Jüri Vips, que não escondeu a desilusão após ter partido da “pole position”. Sophia Floersch abandonou devido a problemas técnicos
Salomé Fernandes
O primeiro e terceiro lugares do pódio na corrida da Fórmula 3 do Grande Prémio de Macau foram para estreantes no Circuito da Guia. No recomeço da corrida que se seguiu à entrada de um carro de segurança, o holandês Richard Verschoor ultrapassou o estónio Jüri Vips, que partira na “pole position”. Em terceiro ficou o americano Logan Sargeant.
Verschoor, que partiu da quarta posição, conseguiu no início passar para segundo lugar, sendo mais tarde beneficiado pela entrada de um carro de segurança devido a um acidente de Ferdinand Habsburg. O piloto de 18 anos ainda se encontrava surpreendido com o resultado quando chegou à conferência de imprensa. “Não sinto que tenha acabado de ganhar, porque foi uma corrida tão activa e estive sob tanta pressão. Ainda estou a recuperar”, confessou. “Acho que tinha um bom ritmo, mas honestamente o Jüri é demasiado rápido para mim, não esperava conseguir mantê-lo atrás”, reconheceu. Mas observou que a equipa se adaptou “muito depressa” à pista.
Após ter arrancado em posição de liderança, Jüri Vips não se mostrou satisfeito com o segundo lugar final. Esta foi a sua segunda participação na Fórmula 3 do GPM, depois de no ano passado ter ficado em 19º.
“Estou só a sentir-me desapontado porque sinto que fiz um fim-de-semana perfeito, excepto o recomeço do ‘safety car’. Mas, não sei exactamente o que aconteceu aí, sei que tinha algo nos pneus, não sei se eram destroços do acidente. Senti que, nas últimas curvas, os meus pneus não estavam prontos, e foi assim que o Richard se aproximou e me passou. Depois do VSC (Virtual Safety Car) o DRS era suposto funcionar mas não”, explicou, acrescentando que “arruinei os pneus ao arriscar”.
Por sua vez, Logan Sargeant indicou que, depois do “safety car”, perdeu a confiança na aderência dos pneus, mostrando vontade de regressar no próximo ano “para tentar ganhar”. O piloto de 18 anos referiu que o início foi “decente”, embora “nada de especial”, e que depois da subida de posições na Curva do Mandarim começou “a subir um a um para tentar apanhar os líderes”.
Um entrave técnico levou Sophia Floersch a não terminar a corrida, tendo o seu carro sido rebocado. A piloto alemã reiterou estar feliz com a presença nesta edição do GPM, que para ela constitui uma preparação para o futuro. “Vim cá para aprender e preparar-me para o próximo ano, e acho que conheço o carro um pouco agora. Tive um pouco de azar agora na última corrida”, referiu. Tem como objectivo regressar a Macau no próximo ano, esperando então ter um bom resultado.



