Gabriele Tarquini
Gabriele Tarquini

Apesar de ter conseguido apenas o décimo lugar na última prova de Macau, o italiano Gabriele Tarquini foi o grande vencedor do Campeonato Mundial de Carros de Turismo da FIA que terminou com as três corridas na RAEM. Na última corrida do WTCR ontem dispitada no circuito da Guia, o vencedor foi Esteban Guerrieri com Rob Huff, a conquistar a segunda posição

 

Inês Almeida

 

Chegou ontem ao fim, com a prova em Macau, o Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCR) da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Gabriel Tarquini foi o grande vencedor, com 306 pontos. No entanto, na terceira corrida do WTCR conseguiu apenas a 10ª posição. Esta é a segunda vez que o piloto italiano é campeão mundial.

“Lembro-me que há nove anos, quando estava a andar para a conferência de imprensa, na qualidade de campeão mundial, estava a pensar em parar de correr porque o que é que posso querer mais do que o título de campeão mundial? Seria a melhor altura para parar”, destacou Gabriel Tarquini. No entanto, naquele momento pensei também: “Porque vou parar? Eu quero correr. Adoro a adrenalina, não sou lento, posso competir outra vez”.

O campeão do mundo deu os parabéns a Yvan Muller, que ficou atrás de si no campeonato. “Foi o meu adversário mais duro. Há 10 e há nove anos, porque defrontámo-nos em 2009 e em 2010, Yvan disse que queria parar e estou muito feliz que tenha continuado a correr”, sublinhou o piloto.

 

Guerrieri defendeu a “pole position”

Na terceira corrida do WTCR, o argentino Esteban Guerrieri saiu vitorioso, mantendo-se na “pole position” ao longo das 13 voltas, com Rob Huff sempre a impor pressão com várias tentativas de ultrapassagem. Norbert Michelisz fechou o pódio.

“Hoje não sou o mais importante, Tarquini é. Fez um óptimo trabalho. Foi uma época fantástica, gostei muito. Estou feliz por terminar a época desta forma. Contei duas vitórias este ano e ganhando em Macau, não posso pedir mais. Foi um óptimo ano”, destacou o piloto argentino.

Esteban Guerrieri

A vitória foi particularmente agradável tendo em conta que nas provas anteriores o seu desempenho não foi o que gostaria. “No sábado e na sexta-feira estava um pouco desiludido por não ter conseguido a ‘pole position’. Saber que ganhei hoje deixa-me muito feliz”.

Robb Huff, que já venceu a competição nove vezes, diz não estar desiludido com o seu segundo lugar. “Muitas pessoas vão perguntar-me se estou desapontado. Claro que estou um bocadinho, mas já somei nove vitórias, por isso, partilhá-las não é um problema. Tivemos um óptimo fim-de-semana. O que vamos recordar durante o inverno é o final, e o nosso fim foi forte”, sublinhou o piloto britânico.

O resultado deveu-se sobretudo a problemas no início. “Tentei tudo o que podia. Não tivemos o melhor início. Esteban Guerrieri ultrapassou-me, consegui manter toda a gente atrás de mim, lutando especialmente com Jean-Karl Vernay e depois quando chegámos à zona alta consegui pressionar Guerrieri”.

A terceira posição do pódio foi para Norbert Michelisz que, na segunda corrida, no sábado, viu o seu carro ficar desfeito em pedaços. “Foi um dos dias mais difíceis da minha carreira. Havia imensa pressão sobre nós. Queríamos mesmo ganhar o campeonato, queria estar na grelha”, referiu o piloto húngaro. “No final, acho que o mais importante não é ter acabado em terceiro lugar mas a vitória de Gabriele Tarquini no campeonato porque esteve a trabalhar para isso o ano todo e mereceu-a”.

A segunda corrida do WTCR, que deu início à manhã de competições de ontem, teve como vencedor o belga Frédéric Vervisch. O pódio era composto também por Timo Scheider, no segundo lugar, e Yvan Muller, no terceiro.

No que respeita aos pilotos de Macau, Kevin Tse ficou na 17ª posição, seguindo-se André Couto, na 18ª, Filipe Sousa, em 19º lugar e Lo Kai Fung, em 21º.