O britânico Daniel Ticktum saiu vitorioso na principal corrida da 65ª edição do Grande Prémio de Macau, mantendo a liderança do princípio ao fim da prova que ficou marcada por dois acidentes, um deles aparatoso, envolvendo Sophia Floresh e o japonês Sho Tsuboi. O piloto de 19 anos que conseguiu a “pole position” em todas as fases da competição disse-se “extasiado”

 

Inês Almeida

 

A Corrida de Fórmula 3 que encerrou a 65ª edição do Grande Prémio de Macau foi mais longa e atribulada do que se antecipava, ainda assim, Daniel Ticktum, que até aí tinha vencido todas as provas desta modalidade, sagrou-se campeão do mundo pela segunda vez, após uma primeira vitória em 2017. Assim, o jovem de 19 anos repete o feito de Edoardo Mortara e de Felix Rosenqvist que também venceram duas edições seguidas do Grande Prémio de Fórmula 3. Em segundo lugar ficou Joel Eriksson com Sacha Fenestraz a surgir em terceiro lugar no pódio.

“Desta vez a vitória é menos surpreendente mas mais agradável porque são duas de seguida. Não querendo soar presunçoso, foi um fim-de-semana perfeito e é muito especial para mim. Estou muito feliz e extasiado com tudo”, sublinhou Daniel Ticktum no final da corrida.

Os sucessivos recomeços da prova devido à entrada do ‘safety car’ após os dois embates colocou “pressão suficiente” sobre os pilotos. “Se não formos bem-sucedidos logo no recomeço depois de o ‘safety car’ sair, vamos ser ultrapassados. É tão simples quanto isso. E quando tal acontece, é muito difícil ultrapassar outra vez”.

No entanto, o jovem britânico não teve esse problema uma vez que se manteve sempre na frente. “Ao longo deste fim-de-semana concentrei-me em todas as pequenas tarefas que tive de cumprir, em todos os detalhes. Não me lembro de um fim-de-semana em que o meu desempenho foi tão bom. Foi o fim-de-semana perfeito”.

Joel Eriksson conseguiu novamente ficar em segundo lugar depois de ultrapassar Sacha Fenestraz. “No geral foi uma corrida difícil. A ultrapassagem a Sacha Fenestraz foi apertada e difícil mas sabia que tinha de passá-lo logo no início da corrida porque ele foi rápido ao longo de todo o fim-de-semana. Tentei ultrapassá-lo no após a largada, ainda antes do acidente no Lisboa mas infelizmente houve bandeira amarela, todas as luzes amarelas estavam acesas, por isso tive de me afastar e tive menos chances”.

Porém, ressalva o piloto sueco, foi já depois do primeiro acidente e do recomeço da prova que conseguiu a ultrapassagem. No geral, destaca, estou “muito feliz com o segundo lugar”. “No meio da época estava a falar com a equipa para voltar aqui porque no ano passado fiz um trabalho desastroso e agora fizemos um bom trabalho. Foi um sonho quando recebemos a chamada a dizer que podia correr aqui”.

O francês Sacha Fenestraz, por seu lado, encerrou o pódio e diz-se satisfeito com a posição que consegui. “Foi uma corrida longa com as bandeiras vermelhas e as entradas dos ‘safety cars’ por isso, sabia que Joel Eriksson era muito rápido e estava  esforçar-se. Eles tiveram óptimos recomeços. Não conseguia fazer mais nada. Fiquei muito feliz com o terceiro lugar”. Esta é a segunda vez que o piloto participou no Grande Prémio de Fórmula 3 de Macau.

Os três pilotos do pódio utilizaram Dalara –Vokswagen, sendo os dois primeiros da prestigiada Motopark Academy. Os Dallara-Mercedes  de Jake Hughes e Mick Schumacher não conseguiram obter andamentos capazes de contrariar os primeiros, apesar das expectativas criadas quer em Mick quer no resto da equipa que representava a SJM Theodore Racing. Mick Schumacher ficou em quinto, e Ralf Aron obteve o sexto, tendo os outros três membros da equipa ficado em oitavo, nono e décimo primeiro.

Também muito abaixo das expectativas esteve Calum Ilot que durante as provas cronometradas dos dias anteriores tinha andado muito perto de Daniel Ticktum, inclusivamente tentando chegar à “polé position”.