Depois de conseguir a “pole position” na prova classificativa sem pressão dos outros pilotos, Augusto Fargus Junior foi o grande vencedor da Taça GT da FIA mantendo sempre o controlo da competição. Ao pódio subiram ainda Maro Engel e Edoardo Mortara

 

Inês Almeida

 

Augusto Farfus Junior ganhou a Taça do Mundo de GT depois de ontem, tal como no sábado, ter conseguido manter-se sempre à frente dos restantes pilotos da corrida, apesar de alguma pressão imposta por Maro Engel, que terminou a prova em segundo lugar. Edoardo Mortara encerrou o pódio.

“Fizemos esta corrida juntos, ganhámos confiança, sentámo-nos, criámos um plano, executámo-lo da melhor forma e isso nem sempre se consegue. Temos uma boa equipa”, sublinhou o piloto brasileiro acrescentando que esta vitória acontece num dia especial. “Hoje faz exactamente 28 anos desde que comecei a correr. A 18 de Novembro de 1990. O meu pai deu-me uma mota e completei a minha primeira corrida no Brasil sem saber onde a minha carreira ia parar e, agora, 29 anos depois, ganhei o campeonato mundial de GT. É muito especial e emocionante”.

Apesar de ter conseguido sempre manter a vantagem, Augusto Farfus Junior admite que ontem sentiu mais dificuldades do que no sábado, quando também esteve sempre na frente da prova. “Mesmo sem termos mudado muita coisa desde sábado, no domingo trabalhei mais para me manter na liderança na parte alta do circuito e não podia cometer erros porque os pilotos atrás de mim eram rápidos. Houve uma tensão especial na Curva Melco e um grande compromisso na zona do Mandarim. Foi a batalha mais renhida aqui em Macau. A minha vida não foi fácil”, confessou o piloto brasileiro.

O momento fundamental da corrida, destacou Augusto Farfus Junior, foi a largada. Primeiro, era uma questão de tentar “manter a liderança”. Depois, “era tentar fazer uma corrida sem erros e assim foi”. “Tive um carro bem equilibrado e a pista estava em condições mais difíceis, o ‘grip’ da pista era menor que o de sábado. Não foi uma corrida simples. No sábado as coisas pareciam mais sob controlo. De qualquer maneira, o carro comportou-se de uma maneira incrível, fiz um trabalho fantástico com a equipa e podemos ir comemorar esta taça do mundo”.

O segundo lugar do pódio foi para Maro Engel. “Podia ter tentado ultrapassar na Curva da Melco, mas isso não era uma boa ideia, porque podia ter bloqueado a pista. Dei tudo o que podia, no início da corrida pus grande pressão no Augusto Farfus Junior e tentei ver como é que isso corria, ao mesmo tempo que tentava poupar os meus pneus. Foi mais difícil hoje (ontem). As condições estavam mais difíceis”, assumiu o piloto alemão.

Por sua vez, Edoardo Mortara, que fechou o pódio, ficou surpreendido por lá ter chegado, apesar de já ter vencido a prova. “O carro é muito difícil de conduzir. É muito fácil cometer erros. Estava a insistir até certo ponto e depois estava só a andar porque, obviamente, vemos a situação à nossa frente”, apontou o piloto suíço-italiano. “Foi o melhor que podíamos ter conseguido. Estou feliz por estar no pódio no final deste fim-de-semana. Estava algo pessimista”.