Cheguei a Macau no final de Fevereiro de 2007. Fui recebida pelo director do JTM, José Rocha Diniz, no Terminal Marítimo. Essa recepção continua muito vívida na minha memória. Houve uma preocupação em receber os recém-chegados, acompanhá-los na sua adaptação a esta realidade muito diferente que é Macau e a Ásia, em comparação com Portugal e a Europa.

Fiz parte da segunda ronda de estagiários do curso de jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Muitas mais rondas se seguiram entretanto. Alguns jornalistas foram ficando por cá. Uns continuaram no JTM e outros nos diversos órgãos de comunicação social locais em língua portuguesa ou inglesa, o que contribuiu para alimentar e dar sangue novo à classe jornalística do território durante vários anos.

Do ponto de vista pessoal, o JTM, ou a Tribuna como mais comummente se costuma dizer, foi a verdadeira escola de jornalismo para mim. Cheguei inexperiente e cheia de insegurança e sou tremendamente grata aos editores e colegas da altura, Sérgio Terra, Tiago Azevedo e Emanuel Graça, pela paciência e pelos ensinamentos que me transmitiram, mas, sobretudo, pela confiança.

Estou muito feliz por ter dado o meu contributo para a história da Tribuna, que hoje celebra 40 anos de existência. Desejo que a equipa continue o bom trabalho, com o rigor e o profissionalismo que habituou os seus leitores. Macau e, sobre tudo a comunidade falante de língua portuguesa desta região e da diáspora, agradecem.

 

* Assessora de imprensa

 

Ex-jornalistas e colaboradores escrevem sobre os 40 anos da Tribuna de Macau

Dia 1 de Novembro passam 40 anos que em Macau saiu nas bancas, pela primeira vez, o então semanário Tribuna de Macau”, que depois de 1998 passou a diário e agora celebra um marco histórico, uma vez que, na longa história da imprensa de Macau, nunca houve um jornal de informação generalista em língua portuguesa a manter-se tantos anos em publicação ininterrupta. Nesta ocasião, pedimos a vários jornalistas que passaram pela Redacção e outros observadores da “coisa pública” que nos enviassem as suas recordações destas quatro décadas de ligação comum. São estes textos que estamos agora a divulgar