O português Rui Oliveira foi
protagonista da etapa mais emotiva da 87ª Volta a Portugal em bicicleta, apesar
do segundo lugar, atrás de Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi), num dia em que o
líder Alexis Guérin (Anicolor-Campicarn) perdeu tempo. Após integrar a
principal fuga do dia, por mais de 70 quilómetros, o campeão olímpico de
Paris2024 escapou novamente do pelotão a 23 quilómetros da meta, juntou-se ao
quarteto que seguia na frente e atacou depois para ganhar a tirada mais curta
da prova, de 132,6 quilómetros, sendo apenas seguido pelo basco, de 24 anos. Ao
mesmo tempo, o pelotão sofreu um corte na descida para Peso da Régua, a cerca
de 10 quilómetros da meta, com um grupo de 11 corredores, que incluía Artem
Nych (Anicolor-Campicarn), segundo da classificação geral, Tiago Antunes
(Efapel), terceiro, Adrià Pericas (UAE Emirates), quinto, e Txomin Juaristi
(10º), a ganhar terreno face ao grupo onde permaneceu o camisola amarela. A
incerteza sobressaiu nos metros finais de uma tirada entre Santa Maria da
Feira, repleta de curvas e contracurvas, com subidas e descidas e velocidade
média superior a 43 quilómetros por hora ao longo das margens do Douro, em que
Rui Oliveira correu no limite para evitar ser alcançado pelo grupo perseguidor
e vencer a tão ambicionada etapa. O português, de 29 anos, garantiu o primeiro objectivo,
mas falhou o segundo, já que Xabier Isasa chegou mais fresco à meta e teve mais
energia nas pernas na hora de sprintar, quando o duo estava prestes a ser
alcançado pelo grupo onde seguiam Nych, Antunes, Pericas e Juaristi. Muito
feliz com a primeira vitória numa etapa como profissional, o corredor da
Euskaltel-Euskadi admitiu ter noção da vontade de Rui Oliveira vencer, pelo
que, nos últimos dois quilómetros, se limitou a seguir na roda do corredor da
UAE Emirates, o novo líder da classificação por pontos, consolação, ainda
assim, insuficiente para mitigar a frustração de não erguer os braços na meta. “Fui
o corredor que mais procurou a vitória. É frustrante ficar tão perto. Tinha
esta etapa em mente, mais do que todas as outras. Foi bom corresponder, foi bom
estar nas minhas estradas. Foi bom ver pessoas que me são queridas. Era por
elas que queria ganhar esta corrida. Faltou um pouco”, disse o ciclista, que
alcançou cinco classificações ‘top 10’ nas etapas da Volta. Liderado por
Francisco Campos (Tavira-Crédito Agrícola), o grupo perseguidor concluiu a
etapa com o mesmo tempo dos dois primeiros da etapa e com 23 segundos de
vantagem para o grupo de Guérin, o que permitiu a Nych, vencedor da Volta em
2024 e em 2025, reduzir a diferença face ao camisola amarela para 49 segundos e
a Antunes, terceiro, para 01.28 minutos. “Um corredor da NSN travou numa curva
durante a descida, o que abriu espaço. É uma corrida. Tenho de estar mais à
frente. Ele fez uma manobra estranha, mas a culpa é minha. Tenho de ser
honesto. Eu estava perto do [Tomas] Connte, porque estava à procura do sprint.
Tenho de ser melhor amanhã [quinta-feira]”, admitiu o líder da geral no final
da etapa. A tirada seguiu em pelotão compacto até ao quilómetro 20,5, em
Guisande, ainda em Santa Maria da Feira, quando se formou um quarteto na
frente, que viria a ser robustecido com a presença de mais 18 corredores,
incluindo Rui Oliveira, e o anterior camisola laranja, Daniel Cavia
(Burgos-Burpellet-BH). Pronto a defender a liderança do colega de equipa Oscar
Rota na classificação da montanha, Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás-Boavista)
assumiu a dianteira da fuga para ser o primeiro a cruzar as contagens de
Pedorido (terceira categoria) e de Tarouquela (segunda). Já Rui Oliveira venceu
as metas volantes em Cinfães e em Mesão Frio, essa já na companhia de Isasa, e
foi segundo em Castelo de Paiva, somando pontos que, aliados ao segundo lugar
na etapa, lhe dão uma vantagem de 12 pontos para Cavia na batalha pela camisola
laranja. Tiago Antunes e Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), agora 10º da
geral, juntaram-se aos elementos da frente, a cerca de 50 quilómetros da meta,
o que condenou a fuga ao insucesso, mas esse não seria a última tentativa de
escapar a um pelotão onde o trabalho esteve sobretudo entregue à
Aviludo-Louletano-Loulé e à Anicolor-Campicarn. Os últimos 30 quilómetros
reservaram um final ‘alucinante’ na etapa com mais espectacularidade até agora
na Volta de 2026 e com mais abandonos – cinco corredores desistiram -, que termina
este fim de semana.
Arouca convida
estudantes
de seis
concelhos a ir à bola
O Arouca, equipa da I Liga de
futebol, volta a abrir as portas do seu estádio aos estudantes, numa iniciativa
que arranca domingo, frente ao Moreirense, e que este ano se estende a cinco
concelhos vizinhos. “Arouca. Castro Daire. Vale de Cambra. Cinfães. Castelo de
Paiva. São Pedro do Sul. Se estudas num destes concelhos, esta época o teu
lugar também é no Municipal de Arouca. Entrada gratuita nos jogos seleccionados”,
lê-se na página de Instagram do Arouca. A iniciativa prossegue a acção
realizada na última época, ao garantir um bilhete gratuito a cada estudante nos
jogos seleccionados pelo Arouca, mas este ano ultrapassa as fronteiras do
município e estende-se a mais cinco concelhos vizinhos. “Todos os estudantes
terão direito a um bilhete gratuito, a começar já este domingo frente ao
Moreirense”, concluiu o clube.
Seguro felicita
judocas portugueses
pelas 6
medalhas no Mundial JuDown
O Presidente da República, António
José Seguro, felicitou os judocas portugueses pela conquista de seis medalhas,
quatro de ouro e duas de prata, no campeonato do mundo para atletas com
Síndrome de Down que decorreu na Suécia. A comitiva portuguesa alcançou estes
resultados no Campeonato do Mundo JuDown 2026, disputado de 5 a 9 de Agosto em
Lindesberg, na Suécia. “Estas conquistas demonstram, de forma exemplar, que o
desporto é um poderoso instrumento de inclusão e constituem um motivo de grande
orgulho para o País e um exemplo inspirador para todos os portugueses”,
enalteceu o chefe de Estado. Além dos judocas, António José Seguro felicitou a selecção
nacional de judo para atletas com Síndrome de Down, bem como para o seleccionador
Mário Oliveira, o chefe de missão e presidente da ANDDI-Portugal, José Costa
Pereira, as equipas técnicas, a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas
com Deficiência, os clubes e as suas famílias. “Os seis judocas portugueses em
prova subiram todos ao pódio: Maria Ribeiro (-63 kg), Cláudia Gaspar (-57 kg),
Paulo Lino (-60 kg) e Diogo Côrte (-90 kg Mosaico) sagraram-se Campeões do
Mundo, e Patrícia Oliveira (-52 kg) e Paulo Lemos (-90 kg) sagraram-se
Vice-Campeões do Mundo”, refere a mesma nota.



