O Paris Saint-Germain deu o penúltimo passo rumo à conquista do Mundial de clubes de futebol, ao ‘vulgarizar’ o Real Madrid, que goleou por 4-0, e assegurar, como anunciado, um lugar na final.
A imensa diferença de qualidade colectiva entre as duas equipas sentiu-se do primeiro ao último minuto, com os ‘tiros nos pés’ dos centrais madrilenos (Asencio e Rüdiger) a facilitarem ainda mais a vida aos campeões europeus em título. Fabián Ruiz, aos seis e 24 minutos, e o regressado Ousmane Dembélé, aos nove, cedo resolveram o encontro para o ‘onze’ de Luis Enrique, que ainda chegou ao quarto, aos 88, por Gonçalo Ramos, com dedicatória a Diogo Jota.
Desta forma, o PSG somou o terceiro 4-0 na prova, depois de já ter aplicado a mesma ‘receita’ a Atlético de Madrid e Inter Miami, e é o grande favorito para a final, na qual vai encontrar o Chelsea, que bateu na primeira meia-final o Fluminense (2-0).
Quanto ao Real Madrid, nos primeiros passos de Xabi Alonso, destaque para a despedida do ‘enorme’ Modric e de Lucas Vázquez, num conjunto ao qual de nada valeu o regresso ao ‘onze’ do ex-PSG Kylian Mbappé, que se confrontou com uma equipa que nem deve reconhecer – nunca jogou nada parecido nas suas sete épocas em Paris.
Em relação aos ‘quartos’, Luis Enrique trocou o castigado Pacho por Beraldo e deu a primeira titularidade a Dembélé, saindo Barcola, enquanto Xabi Alonso também colocou Mbappé em estreia de início, em vez do lesionado Alexander-Arnold (Valverde recuou para lateral), e fez entrar Asencio em vez do castigado Huijsen.
O jogo começou ‘eléctrico’, com o Real Madrid a fazer o primeiro remate, por Tchouaméni (dois minutos), e o PSG a responder por Kvaratskhelia (três), Fabián Ruiz (quatro) e Nuno Mendes (cinco), até se adiantar, logo aos seis minutos.
Asencio, autêntico coleccionador de falhanços na prova, perdeu, incrivelmente, a bola para Dembélé, que, perante a saída de Courtois – terá cometido penálti sobre o avançado – tocou para Fabián Ruiz encostar para a baliza deserta. O Real ripostou num centro da direita de Vinícius Júnior, que Gonzalo García não desviou, aos oito minutos, mas logo a seguir, aos nove, foi a vez de Rüdiger, o outro central madrileno, perder a bola para Dembélé, que correu só para a área e desviou de Courtois.
Vinícius (21 minutos), desarmado por Nuno Mendes, e Mbappé (23) nem assustaram e, aos 24 minutos, o PSG deu mais uma ‘lição’ de bem jogar: Hakimi tabelou com Doué e, depois, com Dembélé, correu pela direita e assistiu Fabián Ruiz, que, com toda calma, ‘bisou’.
Até ao intervalo, o jogo continuou a ser um ‘monólogo’ dos parisienses, que criaram perigo por Doué (36 minutos), Kvaratskhelia (40), Nuno Mendes (45+2) e Dembélé (45+3), contra um ‘mergulho’ de Mbappé, desarmado por João Neves (38).
Os dois conjuntos vieram para a segunda parte sem alterações, tanto nos elencos como na disposição, com o PSG a marcar o quarto golo aos 48 minutos, por Doué, mas numa jogada precedida de fora de jogo de Dembélé, que fez a assistência.
Na resposta, aos 53 minutos, Mbappé atirou para as ‘nuvens’ uma rara boa jogada dos ‘merengues’, com o encontro depois a ‘perder-se’ nas substituições, mas, sempre, com a total impotência do Real Madrid para sequer incomodar o PSG.
Os parisienses foram controlando os acontecimentos e acabaram por chegar ao quarto aos 88 minutos, com Barcola a desaproveitar uma assistência de Hakimi, mas ainda a assistir Gonçalo Ramos, que (entrado aos 59) rodou, marcou e homenageou Diogo Jota.
Esta jogada aconteceu instantes depois de um remate de Éder Militão, que Donnarumma defendeu, numa das poucas vezes em que o ‘espectador’ italiano teve de sujar o equipamento.
JTM/Lusa



