epa12232966 Portugal's Kika Nazareth (R), Telma Encarnacao (L) and Andreia Jacinto react at the end of the  UEFA Women's EURO 2025 Group B soccer match between Portugal and Belgium at the stade de Tourbillon stadium in Sion, Switzerland, 11 July 2025.  EPA/NUNO VEIGA  EDITORIAL USE ONLY  EDITORIAL USE ONLY
epa12232966 Portugal's Kika Nazareth (R), Telma Encarnacao (L) and Andreia Jacinto react at the end of the UEFA Women's EURO 2025 Group B soccer match between Portugal and Belgium at the stade de Tourbillon stadium in Sion, Switzerland, 11 July 2025. EPA/NUNO VEIGA EDITORIAL USE ONLY EDITORIAL USE ONLY

 

ANTÓNIO CORREIA*

A selecção portuguesa feminina de futebol foi incapaz de bater a Bélgica (1-2) para sonhar com os ‘quartos’ e deixou o Europeu2025 sem vitórias e com apenas dois golos marcados, apesar de ter sido ‘ajudada’ pela Espanha. No Estádio de Tourbillon, em Sion, as belgas entraram a todo o ‘gás’ com o remate certeiro apontado por Tessa Wullaert, quando decorria o minuto três, porém, no final do jogo, Telma Encarnação entrou para empatar (87), antes de Janice Cayman (90+6) assinar o tento do triunfo.

Na terceira participação seguida em fases finais, a equipa comandada por Francisco Neto repetiu as eliminações na fase de grupos das edições de 2017 e 2022, ficando agora em último lugar da ‘poule’, com apenas um ponto, dois golos marcados e oito sofridos, atrás das belgas, terceiras, com três, enquanto Itália (segunda posicionada, com quatro) e Espanha (primeira, com nove), que venceu as transalpinas por 3-1, seguem para a fase a eliminar.

Para o derradeiro jogo da ‘poule’, o seleccionador Francisco Neto fez apenas uma alteração e forçada, com Ana Borges, expulsa contra as transalpinas, a ver o jogo da bancada e a dar lugar à lateral do Benfica Catarina Amado.

Sabendo que não dependiam só de si mesmas, mas também do desfecho entre Espanha, que já qualificada fez o pleno para ‘ajudar’ Portugal, e de anularem a desfavorável diferença de golos para se qualificarem (1-6 contra 2-1 das transalpinas), as ‘navegadoras’ começaram da pior maneira, ou seja, a sofrer aos três minutos. Uma bola bombeada pela guarda-redes belga só parou nos pés de Vanhaevermaet, que lançou na profundidade Jill Janssens para esta servir de ‘bandeja’ a temível Tessa Wullaert.

Muito apática, a perder a maioria dos duelos, como se verificou no golo madrugador, e sem engenho para tentar causar perigo, as lusas só aos 30 minutos conseguiram causar sobressaltos junto da baliza defendida por Lisa Lichtfus, que viu Diana Gomes surgir livre de marcação a desviar uma bola para fora, na sequência de um pontapé livre. Depois de dado o primeiro sinal de perigo, Portugal, que jogou num recinto praticamente cheio e recheado de adeptos lusos, conseguiu soltar-se e empurrou as belgas para junto da sua defensiva, mas incapaz de chegar, pelo menos, à igualdade.

Para tentar inverter a situação, Francisco Neto deixou Amado e Andreia Norton nos balneários para apostar em Lúcia Alves, que ainda não tinha sido opção no torneio em solo helvético, e em Andreia Jacinto.

Portugal entrou no segundo tempo mais determinado em arriscar e Ana Capeta e Kika Nazareth tiveram nos pés duas oportunidades que deveriam de ter sido materializadas em golo, mas ambas foram perdulárias na ‘cara’ de Lisa Lichtfus, embora a média do FC Barcelona tenha visto a bola ser cortada por uma adversária.

O desânimo era notório na cara das ‘navegadoras’, que, com o passar do tempo, já só procuravam chegar ao empate e, assim, não terminar em último lugar da ‘poule’, já que a inédita qualificação para os quartos não passava de uma miragem.

A Bélgica ia segurando a vantagem mínima e só não ampliou porque o travessão da baliza de Patrícia Morais, que cumpriu a 100ª internacionalização, impediu o tento de cabeça de Mariam Toloba.

À imagem do que tinha acontecido com a Itália, em Genebra, Portugal foi melhor na recta final e o golo apareceu, finalmente, pelo pé esquerdo de Telma Encarnação, novamente suplente utilizada, na sequência de um passe sublime de Kika Nazareth.

Só que, no período de descontos, a Bélgica mostrou mais vontade de sair com o triunfo e, já depois de ter visto dois golos anulados pelo VAR, fez o 2-1 através de Janice Cayman, muito oportuna na recarga a um mau alívio de Carole Costa.

 

*Enviado especial da Lusa