Com os 16 jogadores “disponíveis”, Fernando Santos montou uma equipa que cumpriu, teve momentos de excelente futebol e fez golos  para mais tarde recordar!

 

COSTA SANTOS SR.

 

Muita gente torcia o nariz relativamente ao que a selecção portuguesa poderia fazer frente a uma Noruega afastada do Europeu mas nem por isso uma selecção de segundo plano.

E, embora o resultado não corresponda inteiramente à exibição – momentos houve em que a Noruega teve ascendente claro e só não marcou porque Anthony Lopes uma vez e a barra, outra, negaram o golo – a grande verdade é que a vitória foi consequência de uma exibição colectiva de nível agradável.

Portugal apresentou um bloco defensivo formado por Cedric-José Fonte-Ricardo Carvalho e Raphael Guerreiro a evidenciar alguma coesão e atenção nas dobras que fossem precisas; um meio campo onde William Carvalho surgiu como médio defensivo atrás de João Moutinho e João Mário pela direita e André Gomes pela esquerda, a funcionar quase na perfeição quer na cobertura defensiva quer, ainda, nas transições para o ataque e, na frente, Quaresma descaído para o flanco esquerdo e Éder fixo na área, a não dar tréguas à defensiva nórdica.

Os vinte minutos iniciais foram de superioridade portuguesa, pressionando alto, ganhando as segundas bolas, praticando um futebol onde a circulação de bola foi feita na perfeição, gerando espaços, confundindo a defesa adversária e coroados com um golo de Ricardo Quaresma, daqueles de fazer levantar o estádio.

A partir desses vinte e até ao final da primeira parte, um recuo das linhas portuguesas, permitiu que a Noruega subisse no terreno, segurasse a bola e criasse lances que colocaram à prova a defesa lusa.

No segundo tempo, houve vantagem norueguesa até ao golo de Raphael Guerreiro. O magnífico pé esquerdo que fez a bola passar a abarreira e entrar no “gaveto” foi  o “xeque-mate” às intenções dos nórdicos que não esconderam a desmotivação, deixando quase por completo de criar lances de ataque organizado e passando a um futebol mais directo, com passes em profundidade que morriam na defensiva portuguesa.

Talvez por isso não se estranhe que, no lance mais vistoso, mais “geométrico” de ataque que levou a bola de um flanco ao outro, terminou com Éder a dar o melhor seguimento a um cruzamento milimétrico da João Mário, apontando o terceiro golo.

Sem retirar o mínimo valor a esta exibição e sobretudo a esta vitória, teremos que dizer que…não passa de uma vitória num “ensaio” de Fernando Santos, sem se apontar o indicar às coisas menos boas que foram feitas nem entrar em euforia com os tais momentos de excelente futebol.

Boas indicações quer individuais (João Mário e Ricardo Quaresma os melhores) que colectivas. Mas, já está à porta o segundo jogo com a Inglaterra. Outro para novo “ensaio”.

Jogaram ainda Adrien Silva (rendeu João Moutinho), Rafa (rendeu Ricardo Quaresma), Danilo (rendeu Ricardo Carvalho), Renato Sanchez (rendeu João Mário) Vieirinha (rendeu André Gomes)  e Eliseu (rendeu Raphael Guerreiro).

 

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