
Sejamos sérios: o Paris Saint
German venceu a Supertaça europeia, sem o brilho de anteriores conquistas. Teve
enorme domínio da bola, mas o Aston Villa foi mais perigoso, rematou mais, e
pode queixar-se da falta de sorte, em momentos capitais. A equipa parisiense
ainda tem jogadores sem rodagem, e tal como aconteceu em épocas anteriores, é
possível que o pico de forma só apareça lá mais para a frente.
O bicampeão europeu Paris
Saint-Germain conquistou a Supertaça Europeia de futebol pela segunda época
consecutiva, ao vencer o Aston Villa (2-1), detentor da Liga Europa, mostrando
maior assertividade na primeira decisão continental de 2026/27.
Na Red Bull Arena, em Salzburgo,
na Áustria, o georgiano Khvicha Kvaratskhelia (20 minutos) e Désiré Doué (61)
concretizaram os golos dos pentacampeões franceses, intercalados pelo tento do
estreante anglo-luxemburguês Brian Madjo (45) a favor dos ingleses, que
chegaram ao jogo com mais tempo de preparação, mas tiveram pouca frieza nas
duas áreas.
Os portugueses Nuno Mendes, João
Neves e Vitinha foram titulares pelo Paris Saint-Germain, que reeditou o êxito
de 2025, alcançado frente aos ingleses do Tottenham no desempate por penáltis,
e tornou-se o terceiro clube a arrebatar a Supertaça em edições seguidas, após
os italianos do AC Milan (1989 e 1990) e os espanhóis do Real Madrid (2016 e
2017).
Os gauleses selaram o 31.º triunfo
de campeões europeus em 51 edições da Supertaça, na qual participaram pela
terceira vez – perderam em 1996 -, enquanto o Aston Villa falhou a repetição da
sua única vitória, em 1982, e sofreu uma inédita derrota em quatro decisões de
competições europeias.
O somali Omar Artan, designado
melhor árbitro africano do ano em 2025, tornou-se o primeiro não europeu a
dirigir a Supertaça, dois meses depois de ser impedido de entrar nos Estados
Unidos para actuar no Mundial2026.
Um pontapé de longe ao lado de
Boubacar Kamara (minuto 14) conferiu algum fulgor inicial ao Aston Villa, mas o
Paris Saint-Germain mostrou-se eficaz aos 20, quando, pouco depois de rematar
para intervenção de Marco Bizot, Doué descobriu Kvaratskhelia na esquerda e o
georgiano fez o 1-0.
Novidade nas escolhas iniciais dos
ingleses, a par do reforço João Gomes, Madjo liderou a reacção da sua equipa,
ao cabecear desenquadrado sem oposição na pequena área (28 e 41 minutos) e
atirar cruzado ao lado (35).
Matvey Safonov opôs-se numa jogada
de insistência concluída por Kamara (43 minutos) e viu Madjo acertar no poste
direito (44), antes de ser batido à quinta tentativa pelo ponta de lança de 17
anos e 212 dias, que, assente no vigor físico, levou a melhor no duelo com
Willian Pacho e correspondeu de cabeça ao centro pela direita do capitão John
McGinn, empatando aos 45.
Uma semana depois de ser
autorizado a alinhar oficialmente, na sequência de uma disputa com a FIFA sobre
o seu registo, Madjo tornou-se o mais jovem a marcar em decisões de provas
europeias e ultrapassou o inglês Jimmy Greaves, cujo recorde foi fixado com 18
anos e 13 dias e datava de 1958, na primeira mão da final da já extinta Taça das
Cidades com Feiras.
Ao intervalo, Luis Enrique lançou
Ousmane Dembélé, detentor da Bola de Ouro, para o lugar de Maghnes Akliouche,
único reforço titular no Paris Saint-Germain, mas o Aston Villa continuou mais
perigoso no reatamento.
McGinn forçou uma defesa apertada
de Safonov (51 minutos), volvido mais um raide de Madjo, e Emiliano Buendía
desviou por cima (60), tendência contrariada aos 61, num ataque rápido em que
Doué se isolou na direita a passe de Dembélé e comemorou depois da análise do
videoárbitro (VAR).
O Aston Villa não desarmou e
Safonov controlou uma investida frontal de George Hemmings (63 minutos), da
mesma forma como Warren Zaire-Emery intercetou João Gomes (74), enquanto Bizot
travou um remate exterior de Nuno Mendes (71) e Kvaratskhelia esteve perto de
‘bisar’ (82).
Ainda à procura da melhor forma,
os franceses geriram o ritmo através da posse e resistiram a uma tentativa
final de Buendía (minuto 90+5), antes de ergueram o sexto troféu internacional,
e quinto europeu, do seu palmarés.
Numa partida entre treinadores
espanhóis, Luis Enrique repetiu os êxitos de 2015 e 2025, tendo o primeiro
acontecido pelo FC Barcelona e frente a Unai Emery, agora derrotado pela quarta
vez em outros tantos encontros.
JTM com agência Lusa



