O sector do golfe não pára de crescer em Portugal, tendo gerado receitas de cerca de 140 milhões de euros no ano passado, e já conta com 15 mil jogadores federados
Vencedor pela quinta vez consecutiva dos prestigiados “World Golf Awards” e nomeado como melhor destino europeu e global, Portugal tem quase 20 mil empregos directa e indirectamente ligados a este desporto, segundo o Conselho Nacional da Indústria do Golfe do país (CNIG).
Oitenta e cinco campos de golfe preenchem a área da costa portuguesa, aproveitando o impulso das condições meteorológicas e económicas. Em Janeiro deste ano, realizaram-se mais de 123.300 jogos completos nos diferentes campos de Portugal, segundo revelou o CNIG num recente estudo, que aponta para um acréscimo de 7% nos últimos dois anos.
Trata-se de um negócio muito favorável e em alta para as entidades privadas, que detêm 95% dos campos de golfe.
O Algarve continua a ser a região favorita dos amantes deste desporto, com 84.000 jogos completos, seguida de Lisboa (18.953) e da Madeira (5.590).
A vertente “play and play”, que permite jogar em qualquer campo sem necessidade de estar filiado, facilita a universalização do golfe em Portugal, explicou à EFE o presidente do CNIG, Luís Correia da Silva. Em termos comparativos, Portugal também beneficia da “competitividade dos seus preços”, especialmente no Inverno, quando os fãs escandinavos viajam para os “greens” lusos.
Os escandinavos são só a ponta do iceberg dos golfistas em Portugal, porque até “80% dos jogadores totais” são estrangeiros não residentes, realçou Luís Correia da Silva. Os britânicos representam quase metade dos golfistas que jogam em Portugal, seguidos de lusos, com 13%, e suecos, com 11%.
Portugal, que é uma referência histórica do golfe, conta com o segundo campo mais antigo da Europa continental, na cidade de Espinho. Além disso, muitos “greens” foram desenhados por célebres golfistas, como Nick Faldo, Jack Nicklaus ou Severiano Ballesteros.
Por outro lado, apesar do seu carácter internacional, o golfe ainda não tem uma grande presença feminina em Portugal, pois apenas 26% dos jogadores são mulheres. O CNIG, que pretende aumentar esta percentagem, tem uma oportunidade de ouro com o “Ladies European Tour Qualifying School”, que será realizado em 2020 e que constitui a porta de entrada para a competição feminina no golfe de elite.
Nos “World Golf Awards” deste ano, cuja gala será realizada em Abu Dhabi, Portugal contará com quatro nomeações em quatro categorias.
Além dos campeonatos, o golfe continua a reivindicar uma maior presença de jogadores jovens. Os maiores de 64 anos dominam entre os golfistas (35%), superando as faixas etárias entre 55 e 64 anos (30%) e 45-54 anos, que representam um quinto.
Numa mensagem para quem ainda está indeciso sobre este desporto, Silva assegura que, uma vez que se joga, “é impossível deixá-lo”. Alguns até estreiam os tacos depois da reforma e “não os voltam a soltar”, garante o presidente da Associação Nacional Portuguesa de Golfe Sénior, António Costa.
O golfe é um dos poucos desportos nos quais não se compete contra outros mas “contra o próprio e contra o campo”, apontou Costa.
JTM com agências internacionais



