A nadadora olímpica portuguesa Camila Rebelo, campeã em 2024, mostrou-se feliz pela medalha de prata conquistada na final dos 200 metros costas dos Europeus de desportos aquáticos, em França, onde renovou o recorde nacional pelo segundo dia consecutivo. “Vim para estes Campeonatos da Europa com o objectivo de passar cada etapa. Fui melhorando alguns pormenores para chegar à final da melhor forma possível e fiz esta prova da maneira como costumo fazer. Deu um segundo lugar e novos recordes nacional e pessoal. Estou muito feliz”, observou a atleta, de 23 anos, em declarações reproduzidas pela Federação Portuguesa de Natação (FPN). No Centro Aquático de Paris, Camila Rebelo falhou a revalidação do título continental conquistado em Belgrado2024, mas terminou no pódio pela segunda edição seguida, ao cronometrar 2.07,62 minutos, quase um segundo abaixo da marca de 2.08,48 alcançada na véspera nas ‘meias’. A atleta do Louzan fez uma prova em crescendo, uma vez que completou o primeiro percurso no sexto lugar e acabou o segundo no quarto, antes de subir duas posições no terceiro, sem nunca mais largar a vice-liderança. A britânica Katie Shananah conquistou uma inédita medalha de ouro, com 2.06,13 minutos, e a francesa Pauline Mahieu foi terceira, com 2.08,63. Dois anos depois de se tornar a primeira portuguesa campeã continental em piscina longa, na Sérvia, Camila Rebelo garantiu a sétima medalha lusa, e segunda de prata, nas provas de natação pura em 38 edições de Europeus. Portugal subiu ao pódio na principal competição continental pela terceira edição seguida, após o ouro de Camila Rebelo (200 metros costas) e o bronze de Francisca Martins (400 livres) em Belgrado2024, que foram antecedidos pelos terceiros lugares de Diogo Ribeiro (50 mariposa) e Gabriel Lopes (200 estilos) em Roma2022, em Itália, onde Angélica André teve igual desempenho nos 10 quilómetros da natação em águas abertas.
Benfica enfrenta dinamarqueses do Aarhus no play-off se afastar Hearts
O Benfica vai defrontar os dinamarqueses do Aarhus, caso consiga bater o Hearts e avançar para o play-off da Liga Europa de futebol, depois de os nórdicos terem sido eliminados da ‘Champions’ pelo Sabah, do Azerbaijão. Depois de uma derrota por 2-1 na primeira mão da 3ª eliminatória da Liga dos Campeões, o Sabah goleou em casa o Aarhus por 4-0, com todos os golos apontados na segunda parte do desafio, por intermédio de Veljko Simic (59 minutos), Steve Solvet (67), Joy-Lance Mickels (78) e Xander Severina (89). A equipa dinamarquesa cai assim para a segunda competição de clubes da UEFA, e vai defrontar o vencedor da eliminatória entre o Benfica e os escoceses do Hearts, um duelo agendado para quinta-feira. Os ‘encarnados’, que ganharam na semana passada na Luz por expressivos 6-1 aos escoceses do Hearts, na primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa de futebol, estão bem encaminhados para seguir em frente na prova.
Arbitrar a Supertaça Europeia é fruto do “trabalho”, diz somali Omar Artan
O árbitro somali Omar Artan, afastado pelas autoridades dos Estados Unidos do Mundial2026, ao impedi-lo de entrar no país, atribuiu ao “trabalho” o facto de ser o primeiro de outro Continente a dirigir a Supertaça Europeia. “Tive sorte, mas trabalhei muito para chegar até aqui e estou realmente orgulhoso”, disse, ao site da UEFA, o ‘juíz’ de 34 anos, que vai arbitrar o desafio entre o Paris Saint-Germain e o Aston Villa, em Salzburgo, na Áustria. A oportunidade surge depois do árbitro africano ter visto frustrado o sonho de estar no Mundial2026, após lhe ter sido negada a entrada nos Estados Unidos, onde integraria o painel de eleitos pela FIFA para dirigir o torneio. O Departamento de Estado norte-americano justificou a barragem do árbitro com “ligações a indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”, alegações que causaram ampla indignação. Paralelamente, o presidente Donald Trump tem sido reincidente em declarações depreciativas quanto à comunidade somali – chegou a chamar-lhes “lixo” – além de ter bombardeado o país. Grato pelo apoio que recebeu “de todo o mundo”, Omar Artan assumiu que foi “um período muito difícil” para si: “Muitas pessoas têm compaixão por mim, porque quando alguém trabalha muitos anos para fazer algo, e depois não o pode fazer, é muito desafiante. No entanto, agradeço muito o apoio que recebi em todo o mundo. Estou muito grato”. Em 2025, Omar Artan tornou-se o primeiro do seu país a arbitrar uma final da Liga dos Campeões da Confederação Africana de Futebol (CAF) e foi distinguido com o prémio de Melhor Árbitro Masculino do Ano da CAF, um ano depois de ter sido pioneiro na sua nação ao participar na fase final da Taça das Nações Africanas. Omar Artan, que cresceu num contexto “difícil” depois do pai ter falecido quando era anda jovem, revelou que esse infortúnio não o impediu de seguir os seus “sonhos”, um dos quais integrar a lista de árbitros internacionais da FIFA, em 2018. “Como podem imaginar, cresci numa situação difícil, mas isso não me impediu de perseguir os meus sonhos”, vincou. Reconhece que o “apoio e reconhecimento” da CAF tem sido fundamental no seu percurso – “sem eles, isto não teria sido possível” -, numa oportunidade integrada igualmente num protocolo desta entidade com a UEFA, que visa uma maior cooperação entre as entidades. “Esta é uma grande honra para Omar Artan e para os árbitros africanos. É um excelente exemplo de como o futebol aproxima e une as pessoas”, regozijou-se o presidente da CAF, Patrice Motsepe. O somali que tem ultrapassado todo o tipo de dificuldades ao longo da vida também dirigiu o jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial Sub-20 da FIFA, no Chile2025.



