O Ministério Público abriu um inquérito aos incidentes na Assembleia Geral (AG) extraordinária do FC Porto, que havia sido suspensa na segunda-feira, informou a Procuradoria-Geral Distrital do Porto. “Tendo em conta os acontecimentos sucedidos na AG do FC Porto, que teve início em 13 de Novembro, amplamente divulgados na comunicação social e susceptíveis de integrarem infracções criminais de natureza pública, foi determinada a instauração de inquérito, que corre termos no DIAP [Departamento de Investigação e Acção Penal] da Procuradoria da República do Porto”, sinalizou o órgão. O presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) dos ‘dragões’, José Lourenço Pinto, suspendeu os trabalhos, na sequência de uma sessão magna agitada e com confrontação entre sócios, que incidia na deliberação dos novos estatutos do clube, mas, face à forte afluência, mudou de local à última hora. A AG estava agendada para começar às 21:00, num auditório do Estádio do Dragão, com lotação para quase 400 pessoas, número largamente abaixo dos milhares de sócios que se juntaram nas imediações, com a MAG a transferir os trabalhos para o pavilhão Dragão Arena, que ultrapassa 2.000 espectadores em dias de jogos. A reunião reiniciou já depois das 22:30, mas vários sócios abandonariam o local ao fim de pouco tempo, na sequência de altercações nas bancadas, conforme atestam vídeos divulgados nas redes sociais e relatos de sócios que conseguiram entrar. Os trabalhos foram depois suspensos e remarcados para 20 de Novembro, no Dragão Arena, sendo que a direcção do FC Porto condenou os desacatos, assegurando que utilizará “os meios que tem ao alcance para identificar os responsáveis pelas agressões físicas e mobilizará os órgãos sociais”, visando a instauração de processos disciplinares. Horas depois, o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto denunciou tentativas de coacção a jornalistas por parte de adeptos pouco antes da AG. A hipotética adopção do voto electrónico e por correspondência, a filiação sénior mínima de 15 anos, em vez dos actuais 10, para se concorrer à presidência ou o acesso ao direito de voto após dois anos ininterruptos como sócio são algumas das mudanças em discussão. Elaborado pelo Conselho Superior, órgão consultivo do FC Porto, o documento protege a manutenção da maioria do capital social da SAD perante uma eventual entrada de novos investidores, alargando ainda a abertura à realização de negócios entre os titulares dos órgãos sociais e os ‘dragões’, desde que salvaguardem o “manifesto interesse do clube”.
Autarca de Braga reafirma intenção de vender estádio municipal
O presidente da Câmara de Braga reafirmou a intenção de vender o estádio municipal ainda durante o actual mandato, adiantando que o valor a pedir será fixado com base em “padrões à escala internacional” para equipamentos daquela natureza. Durante a reunião quinzenal do executivo, Ricardo Rio frisou que o Paris Saint-Germain terá oferecido “cerca de 30 milhões de euros” pelo Parque dos Príncipes. “Será com base em padrões à escala internacional que o valor será fixado. A avaliação nunca pode ser pela lógica do custo real, mas sim numa lógica de custo afundado, já que o investimento nunca pode ser recuperado”, disse o autarca. O vereador socialista Artur Feio disse que “não parece politicamente democrático” alienar o estádio na fase final do mandato, já que o executivo que sair das próximas autárquicas pode ter entendimento diferente. Disse ainda que “não há valor de mercado de referência” para aquele tipo de equipamentos e considerou que a avaliação da actual maioria PSD/CDS está feita e cifrar-se-á em 15 milhões de euros. A questão do estádio foi suscitada pela bancada socialista a propósito da informação económico-financeira do município de Braga referente ao primeiro semestre de 2023, levada à reunião do executivo. Feio acusou a maioria PSD/CDS de, durante os 10 anos que leva à frente do município, ter usado a dívida do estádio como “desculpa” para não fazer os investimentos de que o concelho carece. “A dívida do estádio não justifica a falta de investimento”, referiu. Segundo o socialista, o actual executivo herdou, em 2013, uma dívida referente ao estádio de 39 milhões de euros, a que se somaram, entretanto, mais 9,5 milhões de euros decorrentes de processos judiciais. “Os orçamentos municipais dos últimos 10 anos ultrapassaram os mil milhões de euros. Por isso, a dívida do estádio não se pode considerar, de todo, inibidora do investimento”, enfatizou. Artur Feio criticou ainda o facto de o município ter alienado as suas acções na SAD do Sporting de Braga pelo “incompreensível valor simbólico” de 200 mil euros, quando agora valerão 20 milhões. Ricardo Rio respondeu que foi “o negócio possível na altura”, quando “ninguém esperava” que as acções atingissem um valor tão elevado. Disse ainda que, durante anos, entre prestações e rendas, o estádio consumiu 15 por cento dos orçamentos municipais e sublinhou que a decisão de alienar aquele equipamento consta do programa eleitoral que foi sufragado em 2021.
Benfica goleado pelo FC Barcelona na estreia na ‘Champions’ feminina
A equipa feminina de futebol do Benfica deixou boa imagem frente ao FC Barcelona, mas acabou goleada por 5-0 pelas campeãs europeias em título, no Estádio Johan Cruyff, na estreia no Grupo A da Liga dos Campeões feminina de futebol. As ‘encarnadas’, muito personalizadas, estiveram muito bem nos primeiros minutos, mas, aos 15, as catalãs foram letais e, em vantagem, dominaram, depois, o jogo por completo, acabando com uma ‘mão cheia’ de golos. Alexia Putellas, a Bola de Ouro de 2021 e 2022, marcou os dois primeiros, aos 15 e 39 minutos, Aitana Bonmatí, a Bola de Ouro de 2023, também ‘bisou’, aos 44 e 52, com a suplente nigeriana Asisat Oshoala a fechar as contas, de forma acrobática, aos 61. O FC Barcelona, que na época passada tinha vencido por 9-0, poderia ter conseguido mais golos, mas o Benfica esteve melhor do que há um ano e até teve a primeira ocasião, logo aos seis minutos, mas Jéssica Silva não soube ser prática. Por estes números ou por outros, acabou por acontecer o anunciado, com o Benfica a começar o seu ‘campeonato’ em 22 de Novembro, quando receber o Rosengard, que perdeu em casa por 2-1 com o Eintracht Frankfurt.
MP brasileiro quer ex-jogador Robinho a cumprir pena de violação no país
O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil pediu que o ex-jogador de futebol Robinho cumpra no Brasil a pena de nove anos de prisão pela violação de uma mulher em Itália, onde foi condenado. O Ministério Público enviou um parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no qual defende o cumprimento da pena no Brasil, por entender que respeita a legislação nacional e porque serviria também para mostrar o empenho do país na repressão do crime e na cooperação jurídica. O tribunal analisa um pedido do Governo italiano para homologação no país da condenação, visto que o Brasil não extradita os seus cidadãos para cumprirem penas no estrangeiro. “Caso o Brasil não cumpra essa obrigação, o Estado corre o risco de permitir a impunidade de um crime cuja materialidade e autoria foram reconhecidas internacionalmente, indicou, em comunicado, o MPF, referindo-se ao ex-internacional brasileiro agora com 39 anos. Robinho, que jogou em clubes como Real Madrid, Manchester City, Milan e Santos, encontra-se no Brasil, embora sem passaporte e, por isso, impedido de sair do país.



