O argentino Lionel Messi, o francês Kylian Mbappé e o norueguês Erling Haaland, todos com um ‘bis’, ‘empurraram’ ontem as respectivas selecções para os 16 avos de final do Mundial de futebol, ao 12º dia.

Na véspera de cumprir o 39º aniversário, Messi selou a ‘solo’ o triunfo argentino sobre a Áustria (2-0), depois do ‘hat-trick’ à Argélia (3-0), isolando-se como o melhor marcador da história da competição, com 18 golos, precisamente 40 anos depois do ‘bis’ de Maradona à Inglaterra. No 28º jogo na prova, o capitão argentino também se isolou como o jogador com mais vitórias em Mundiais, ao coleccionar a 18ª, mais uma do que o alemão Miroslav Klose, com o qual também estava empatado nos golos.

Na resposta, Mbappé, que já tinha ‘bisado’ face ao Senegal (3-1), replicou a ‘dose’ com o Iraque (3-0), passando a somar 60 golos pela França, em 100 jogos, e 16 em Mundiais, em outros tantos jogos, igualando Klose no segundo lugar. Haaland não quis ficar atrás e também replicou os dois golos da estreia, face ao Iraque (4-1), conseguindo-o agora frente ao Senegal (3-2), para totalizar 59 golos pela selecção, em apenas 52 jogos.

Carregadas pelas suas ‘estrelas’, a campeã em título Argentina, a ‘vice’ França e a regressada Noruega, que não estava na fase final desde 1998, estão na fase a eliminar, juntando-se ao México, EUA e Alemanha.

Em Arlington, a Argentina voltou a ‘girar’ em torno de Messi, que falhou um penálti aos nove minutos, atirando ao lado, mas redimiu-se em dose dupla, com golos aos 38 minutos e 90+5. Depois de dois jogos, Messi apontou todos os cinco golos da Argentina, que, à margem do ‘10’, tem sido uma equipa muito compacta, à qual é difícil criar oportunidades.

A formação ‘albi-celeste’ assegurou a vitória no Grupo J, devido ao triunfo da Argélia sobre a Jordânia (2-1), pelo que jogará os ‘16 avos’ em Miami, na ‘casa’ de Messi, a 3 de Julho, contra o segundo colocado do Grupo H (Espanha, Uruguai, Cabo Verde ou Arábia Saudita).

Em Santa Clara, a Jordânia ainda se adiantou no marcador, aos 36 minutos, por Nizar Al-Rashdan, mas os argelinos deram a volta, por Nadhir Benbouali, aos 69, e Amine Gouiri, aos 82. A Argélia igualou os três pontos da Áustria, que defronta na última ronda, enquanto a Jordânia juntou-se no lote de selecções eliminadas a Haiti, Turquia e Tunísia.

No Grupo I, a França não deu hipóteses ao Iraque, com Mbappé a marcar os dois primeiros golos, aos 14 e 54 minutos, num jogo em que o intervalo durou cerca de duas horas, devido à proximidade de tempestades. Dembélé fechou a contagem aos 66 minutos.

Se em Filadélfia o jogo foi de sentido único, em East Rutherford, o encontro foi muito disputado, com a Noruega a acabar a sofrer frente ao Senegal (3-2). Marcus Pederson deu vantagem aos nórdicos, aos 43, numa primeira parte que acabou com um grande falhanço de Haaland, após erro do guarda-redes Mendy. O avançado redimiu-se com um ‘bis’, aos 48 e 58 minutos, mas Ismaïla Sarr também ‘bisou’, aos 53 e 90+3. A parte final foi de grande emoção – já que o árbitro dera 10 minutos de descontos -, com os senegaleses a ameaçaram o 3-3, a última vez por Sarr (90+10).

 

JTM com Lusa