O francês Kylian Mbappé e o norueguês Erling Haaland entraram ontem com um ‘bis’ no Mundial de futebol, mas, depois, apareceu o argentino Lionel Messi com um ‘hat-trick’.

Se o quinto dia foi o dos empates, o sexto foi o das individualidades. Messi mostrou que, aos 38 anos, continua a ser ‘rei’, num dia em que se tornou o primeiro a jogar em seis mundiais, exactos 20 anos após a estreia.

Em Kansas City, o ‘capitão’ da Argentina destroçou a ‘solo’ a Argélia (3-0), ao marcar os três golos do encontro, aos 17, 60 e 76 minutos, para igualar o alemão Miroslav Klose como melhor marcador da história dos Mundiais, com 16 tentos. Messi, que cumpriu a 200ª internacionalização pela Argentina, com 120 golos, marcou dois de fora da área, com o seu ímpar pé esquerdo, e, pelo meio, facturou lá dentro, na recarga a uma defesa incompleta de Luca Zidane, filho de Zinédine.

Ao contrário do que aconteceu há quatro anos, quando entrou a perder (1-2 com a Arábia Saudita), rumo ao título, a Argentina desta vez foi mais cautelosa, dominou o jogo com bola, sem acelerar muito, nem obrigar Dibu Martínez a grandes intervenções.

Com este triunfo, o conjunto comandado por Lionel Scaloni – que lançou Nicolás Otamendi, capitão do Benfica em 2025/26 e reforço do River Plate, aos 80 minutos – lidera o Grupo J, a par com a Áustria, que venceu a estreante Jordânia por 3-1.

Mais eficazes e felizes, os austríacos, que não compareciam num Mundial desde 1998 e não ganhavam desde 1990, venceram graças a um ‘tiro’ de fora da área de Romano Schmid, aos 20 minutos, um autogolo de Yazan Al Arab, aos 76, e uma grande penalidade de Marko Arnautovic, aos 90+12. Por seu lado, Ali Olwan marcou o primeiro golo de sempre da Jordânia em Mundiais, aos 50 minutos, fazendo então o 1-1.

No Grupo I, os jogos ficaram marcados pelas actuações de Mbappé e Haaland.

Em East Rutherford, a França, campeã em 1998 e 2018 e ‘vice’ em 2022, fez uma primeira parte fraca e só não chegou ao intervalo a perder com o Senegal devido às ocasiões clara perdidas por Nicolas Jackson e Ismaila Sarr.

Na segunda parte, apareceu Mbappé, que inaugurou o marcador aos 66 minutos, isolado por Michael Olise, e fechou a contagem aos 90+6, com um ‘tiro’ de fora da área, então para ultrapassar Messi e o compatriota Fontaine a lista dos marcadores dos Mundiais, com 14 golos. Com os dois golos, Mbappé, que está a cumprir o seu terceiro Mundial, depois de 2018 e 2022, também passou também a ser o melhor marcador da história da selecção francesa, com 58 golos, em 99 jogos, ultrapassando os 57 de Olivier Giroud, em 137.

O suplente Bradley Barcola marcou o outro golo dos gauleses, aos 82 minutos, enquanto Ibrahim Mbaye, jogador do Paris Saint-Germain, reduziu para 2-1 aos 90+5.

A França ficou na liderança, mas por pouco tempo, pois no segundo encontro da primeira jornada do Grupo I, a Noruega, de volta ao Mundial 28 anos depois, venceu por 4-1 o Iraque, que só tinha estado em 1986, com três desaires tangenciais.

O poderoso avançado Erling Haaland foi a grande figura do encontro, ao marcar os dois primeiros golos dos noruegueses, aos 29 e 43 minutos, passando a somar 57 pela selecção, em 51 jogos, e fazer a ‘assistência’ para o autogolo de Aymen Hussein, que fechou o resultado, aos 90+6. O suplente Leo Ostigard marcou o terceiro tento dos nórdicos, aos 76 minutos, enquanto Aymen Hussein facturou pelo Iraque, aos 39 minutos, na mesma baliza da segunda parte, mas então a ‘certa’.

Na formação norueguesa, o seleccionador Stale Solbakken utilizou os dois jogadores do Benfica, com Aursnes, titular, a sair aos 73 minutos, quando Schjelderup, suplente, entrou.

 

JTM com Lusa