Sporting e Braga sofreram para vencer pela margem mínima (1-0) na quarta jornada da liga portuguesa de futebol. Em Alvalade, os “leões”, por tanto atacar, poderiam ter sido surpreendidos por um Feirense que, em transições rápidas, poderia ter marcado por duas vezes. Mas o homem do jogo foi Caio Seco, o guarda-redes visitante
Costa Santos Sr*
O futebol é assim mesmo: desde o primeiro minuto que o Sporting não tirou os olhos da baliza do Feirense, onde Caio Seco estava apostado em manter a inviolabilidade das suas redes. Porém, na primeira vez que os conhecidos por “fogaceiros” entraram no meio-campo “leonino”, Edinho disparou à barra, num livre directo. Alvalade “tremeu” mas os “leões” retomaram o estilo inicial, pressionando e criando situações de remate, que iam sendo negadas por Caio.
Aos 41’, viu-se “dose dupla” de classe: Montero disparou e Caio fez uma defesa magistral, desviando a bola com uma palmada, Raphinha recargou mas o guarda-redes voltou a brilhar, desta feita a segurar o esférico! E, na segunda vez que foi à área leonina, Edinho, depois de um excelente trabalho de Sturgeon na direita e do “passe mortal” para trás, a um metro de Salin, rematou desastradamente. Se os “leões” não “largaram” o meio campo-contrário, num ataque quase contínuo, o Feirense, em duas ocasiões, só não marcou por ineficácia.
No segundo tempo, mais do mesmo, com uma diferença: o mesmo Sporting atacante, obcecado pelo golo, e menos Feirense, mais preocupado em defender o empate, recuando linhas e tentando não dar nem tempo, nem espaço, aos adversários.
Aos 66’ José Peseiro mostrou querer ganhar o jogo: abdicou de um defesa Jefferson e lançou Jovane Cabral. Clara intenção de “perfurar” a muralha adversária e chegar ao golo. Ameaçou aos 71’ e marcou aos 88, concluindo um cruzamento de Ristovski.
Chaves fez sofrer Braga
No encontro que abriu a jornada, o Sporting de Braga foi a Chaves arrecadar importante triunfo – e com ele manter a liderança partilhada da Liga – mesmo tendo em conta que os flavienses venderam muito cara a derrota. Obrigaram os “guerreiros do Minho”, principalmente no segundo tempo (o golo de Pablo Santos foi obtido aos 43’ e teve em João Palhinha o municiador para o remate certeiro), a recuar linhas e a impor muita atenção a Tiago Sá, o guarda-redes que foi chamado para o lugar do titular Matheus, vítima de uma lesão grave (ruptura dos ligamentos cruzados) que o afastará dos relvados por vários meses.
No segundo tempo o Chaves dominou mas foi incompetente na finalização, valendo ao Sporting de Braga o golo solitário para selar o triunfo. Uma partida que teve a amostragem de sete cartões amarelos e 40 faltas assinaladas também deixa perceber que se jogou “rasgadinho”, aliás, com os visitantes mais capazes na finalização.
Abel Ferreira definiu muito bem o jogo: “O Chaves merecia mais do que o que leva mas o futebol é eficácia”. O Braga foi mais eficaz, ainda que só por uma vez.
Em Guimarães, na recepção ao Tondela, os locais não conseguiram produzir qualitativamente a exibição feita no “Dragão”. Bem pelo contrário. Marcaram um golo aos 18’, por Wakaso, e depois tiveram de suportar a reacção do Tondela, que invariavelmente chegava com perigo à área de Douglas utilizando um futebol mais directo, de passe largo. Porém, esses lances dos beirões “morriam”, inevitavelmente, na defensiva vimaranense.
O Vitória de Guimarães bem queria sacudir a pressão a que estava sujeito mas os seus esporádicos contra-ataques não levaram qualquer perigo à baliza de Cláudio Ramos, recém convocado para a selecção nacional. Valeu o golo de Wakaso…
Nos restantes encontros, o Santa Clara conseguiu o primeiro triunfo na prova, em casa, frente ao Boavista (4-2) e o embate Belenenses-Vitória de Setúbal “deu” o primeiro empate sem golos.
A jornada completa-se com os jogos Aves-Marítimo, Rio Ave-Portimonense, Nacional-Benfica e FC Porto-Moreirense, partidas que decorriam ou aguardavam início à hora do fecho desta edição.
*Jornalista profissional especialista em desporto




