O espanhol Jorge Martín (Aprilia) venceu de forma categórica a corrida ‘sprint’ do Grande Prémio da Grã-Bretanha de MotoGP, em Silverstone, 12ª ronda da temporada, reforçando a liderança do campeonato. Martín, que tinha conquistado a ‘pole position’ com um novo recorde do circuito, manteve o comando desde a partida e concluiu as 10 voltas com 1,530 segundos de vantagem sobre o japonês Ai Ogura (Aprilia), enquanto o italiano Marco Bezzecchi (Aprilia) terminou na terceira posição, a 3,974 segundos, completando um pódio inteiramente ocupado por motos da marca de Noale. Álex Márquez (Ducati) foi quarto, à frente do italiano Fabio Di Giannantonio (Ducati) e do espanhol Pedro Acosta (KTM). Joan Mir (Honda) terminou em sétimo e Franco Morbidelli (Ducati) em oitavo. O campeão mundial Marc Márquez (Ducati) arrancou do sexto lugar e chegou a aproximar-se dos primeiros, mas foi perdendo rendimento devido ao desgaste do pneu traseiro, resvalou para a nona posição e somou apenas o último ponto disponível, depois de ser ultrapassado por Morbidelli já nas últimas curvas. O espanhol cortou a meta a 10,740 segundos do vencedor e apenas 27 milésimos antes do brasileiro Diogo Moreira (Honda), décimo classificado. Francesco Bagnaia, na outra Ducati oficial, não foi além do 17º posto. Martín somou a terceira vitória da temporada em corridas ‘sprint’ e passou a totalizar 220 pontos, aumentando de 14 para 17 a vantagem sobre Ogura, que é segundo. Bezzecchi subiu a terceiro, com 193, por troca com Marc Márquez, que é agora o quarto, a 29 pontos do líder.

 

Liga de futebol garante que seguirá a lei que centraliza direitos televisivos

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) garantiu que continuará a cumprir o decreto-lei que determina a centralização dos direitos televisivos partir de 2028/29, após o Benfica ter submetido ao parlamento uma petição para o suspender. “(…) A Direcção Executiva da Liga Portugal continuará a dar cumprimento ao Decreto-Lei 22-B/2021, no pleno respeito pelo vontade generalizada das sociedades desportivas das competições profissionais, manifesto na aprovação, com apenas um voto contra e uma abstenção, do modelo de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais do futebol profissional”, lê-se numa nota envida à agência Lusa. De acordo com a LPFP, o processo decorre “em fase avançada” e com sustentação técnica e jurídica. “O modelo assim expressivamente votado e entregue em conjunto com a FPF [Federação Portuguesa de Futebol], mereceu parecer positivo da Autoridade da Concorrência em Junho passado, encontrando-se o processo em fase avançada, devidamente sustentado técnica e juridicamente”, acrescenta, reagindo à iniciativa, apresentada na sexta-feira pelo Benfica, que tem o seu presidente, Rui Costa, como primeiro subscritor. No documento entregue à Assembleia da República, o Benfica propõe a suspensão da implementação do modelo até ser realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente, além da revisão das soluções previstas. Segundo a petição, uma reforma com esta dimensão deve assentar em fundamentos técnicos sólidos, transparência, responsabilidade e na ampla participação dos clubes e agentes do sector. Entre os argumentos apresentados pelo clube estão a profunda transformação do mercado audiovisual – decorrente de mudanças tecnológicas e de novos hábitos de consumo –, a ausência de reformas estruturais para valorizar o futebol português e o risco de perda de valor económico e patrimonial. “A iniciativa propõe ainda que o capital social da entidade responsável pela centralização permaneça sob a titularidade e o controlo dos clubes profissionais”, lê-se ainda no comunicado divulgado pelos ‘encarnados’. A petição sustenta que qualquer alteração deve salvaguardar as receitas, a capacidade de investimento, a sustentabilidade financeira e a competitividade dos clubes. Defende ainda um processo transparente assente na adesão voluntária das sociedades desportivas, no respeito pela concorrência e na manutenção do capital social e controlo da entidade centralizadora sob a titularidade dos clubes profissionais. A centralização dos direitos televisivos no futebol português prevê que os clubes da I e II Ligas passem a vender os direitos audiovisuais em conjunto, em vez de negociarem individualmente, a partir da época 2028/29. Em Junho passado, as sociedades desportivas do futebol profissional aprovaram por larga maioria o modelo de comercialização dos direitos audiovisuais, em Assembleia Geral, com voto contra do Benfica e uma abstenção. A proposta da LPFP para a distribuição dos valores decorrentes da venda centralizada direitos audiovisuais, a partir de 2028/29, vai atribuir 90% ao escalão principal e 10% no segundo escalão.

 

Rui Oliveira segura ‘amarela’ até à etapa da chegada à Torre

O ciclista Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foi o mais rápido na terceira etapa da Volta a Portugal, com uma chegada ao sprint, após a qual Rui Oliveira (UAE Emirates), quinto, manteve a camisola amarela. Numa etapa disputada sob forte calor, entre Beja e Elvas num total de 182,2 quilómetros, com três metas volantes e uma contagem de montanha de terceira categoria, o venezuelano Leangel Linarez cronometrou 04:21,42 horas, deixando o companheiro de equipa João Matias, e Tomas Contte, da Aviludo-Louletano-Loulé, nas segunda e terceira posições, respectivamente. No domingo, a quarta etapa termina com a primeira chegada em alto, à Torre na Serra da Estrela, a 1.961 metros de altitude, que pode criar diferenças significativas na classificação geral, após um trajecto de 154,6 quilómetros, com início em Figueiró dos Vinhos, que inclui três contagens de montanha de terceira categoria e uma de segunda antes da subida final, a única de categoria especial na prova.