O avançado João Félix garantiu que a selecção portuguesa está “tranquila e confiante”, apesar do empate com a Colômbia, e que os jogadores conhecem bem a Croácia, adversário nos 16 avos de final do Mundial de futebol.
“Nos últimos anos, jogámos muitas vezes com a Croácia. Sabemos o que temos de fazer. É uma selecção europeia e sabemos as suas forças e debilidades. Temos estilos de jogo semelhantes. Sabemos que não podemos relaxar e que temos de estar precavidos”, afirmou João Félix, em conferência de imprensa, no “Gardens North County District Park”, em Palm Beach, nos EUA, antes de mais um treino de Portugal.
Passado o duelo com a Colômbia e, para já, sem novo adversário sul-americano no Campeonato do Mundo, a sala de imprensa esteve bem mais vazia do que durante os jogos da fase de grupos, com apenas cerca de meia dúzia de jornalistas estrangeiros.
Mesmo com o empate (0-0) com a Colômbia, e da exibição algo ‘cinzenta’ em Miami, João Félix assegurou que equipa está confiante para o duelo com os croatas. “Podíamos ter feito melhor com a Colômbia, mas também não acho que tenhamos estado mal. Temos de corrigir alguns erros e melhorar. No Mundial, os jogos são sempre complicados. Os adeptos que estejam tranquilos. Prometemos trabalho e dedicação e vamos fazer tudo para passar”, frisou.
O avançado do Al Nassr enalteceu a experiência dos jogadores da selecção nacional nos jogos a eliminar e assegurou que a equipa está consciente de que “qualquer deslize pode ser fatal”. “Agora, é ‘ou mata ou morre’ e temos que estar mais preparados. Temos de estar em melhor forma, concentrados e com a qualidade que temos podemos ser felizes”, concluiu João Félix, que tem 56 jogos e 12 golos por Portugal.
Por outro lado, afirmou que está preparado para voltar a marcar grandes penalidades, apesar da desilusão no Euro2024, e que chegou ao Mundial após um “ano incrível” no Al Nassr. “Chego confiante, mais confiante do que nunca. Foi um ano incrível para mim e estou preparado para ajudar a equipa. Foi uma época em que joguei na minha posição, que é a número ‘10’, como segundo avançado, e as coisas assim saem sempre melhor”, afirmou.
Na Arábia Saudita, além de se tornar campeão com o Al Nassr, Félix somou 26 golos e 18 assistências em 47 jogos pela equipa de Riade, que foi treinada por Jorge Jesus. “Se calhar, a intensidade não é a mesma, mas é um campeonato competitivo. Estou lá há um ano e não sinto qualquer diferença quando chego à selecção e treino com os meus colegas. Nos jogos, o mesmo, não sinto qualquer diferença frente aos adversários”, explicou.
No Euro2024, o avançado nascido em Viseu ficou ligado à eliminação de Portugal nos quartos de final frente à França quando, no desempate por grandes penalidades, falhou o remate que ditou o adeus da equipa das ‘quinas’ à competição. “O meu pai sempre disse para assumir. Isso sempre fez parte de mim. Claro que esse momento foi difícil. A semana a seguir foi complicada, mas isso faz parte da carreira de um jogador. Não vejo isso como um fracasso, vejo com uma aprendizagem. Se tiver de bater [um penálti], vou assumir”, frisou.
Félix abordou ainda a ligação a Cristiano Ronaldo depois de uma temporada juntos no Al Nassr e defendeu que essa situação pode ser benéfica para a selecção nacional. “Um ano a jogar juntos é muito tempo. Dá para perceber muito melhor o que o Cristiano Ronaldo precisa, do que gosta. Fazemos uma boa dupla. Conhecemo-nos bem e sabemos bem os movimentos de cada um”, disse.
O avançado foi titular nos dois últimos jogos da fase de grupos, perante Uzbequistão (5-0) e Colômbia (0-0), mas acabou por ficar em branco em ambas as partidas, situação que não preocupa o jogador. “Se ganharmos o Mundial sem eu fazer qualquer golo, assino já por baixo”, concluiu.
O jogo frente à Croácia está agendado para quinta-feira, pelas 19:00 horas locais (07:00 de sexta-feira em Macau), no Estádio BMO Field, em Toronto, no Canadá.
JTM com Luís Garoupa e António João Oliveira, da agência Lusa



