A Inglaterra arrebatou no sábado a medalha de bronze do Mundial de Futebol de 2026, ao bater a França por incríveis 6-4, num jogo de consolação de 10 golos, em Miami Gardens, nos Estados Unidos.
Os ingleses, que selaram a sua segunda melhor classificação de sempre, batida apenas pelo título único de 1966, chegaram ao intervalo a vencer por 4-0, mas ainda viram o terceiro lugar perigar, quando os gauleses reduziram para 4-3 e depois para 5-4.
A formação do alemão Thomas Tuchel teve como grande figura Bukayo Saka, que conseguiu um ‘hat-trick’, aos 37, 45+1 e 87 minutos, o último de penálti. Declan Rice, aos três, Ezri Konsa, aos 18, e o suplente Jude Bellingham, aos 90+8, marcaram os outros golos dos ‘três leões’.
Pela França, que falhou o sétimo pódio – campeã em 1998 e 2018, ‘vice’ em 2006 e 2022 e terceira em 1958 e 1986 -, Kylian Mbappé ‘bisou’ e fez história, com golos aos 48 e 66 minutos, para passar a ser o melhor marcador da história do Mundiais, com 22, em 22 jogos, e isolar-se na liderança da edição de 2026, com 10.
Os suplentes Bradley Barcola, aos 54 minutos, e Ousmane Dembélé, aos 90+6, também facturaram para os ‘blues’, que finalizaram a ‘era’ Didier Deschamps – segue-se Zinédine Zidane.
Em relação às meias-finais, as duas equipas mudaram sete ‘peças’, com a França a manter Maignan, Rabiot, Olise e Mbappé e a Inglaterra a repetir Guéhi, Spence, Rice e Rogers.
Os ingleses entraram alegres, determinados e marcaram logo aos três minutos, com o capitão Rice a interceptar um passe de Doué, a avançar para a área e, ainda fora, a rematar colocado, junto ao poste esquerdo de Maignan, que ficou ‘petrificado’.
Melhor, o conjunto de Thomas Tuchel aumentou a vantagem aos 18 minutos, com Rice a marcar um canto na esquerda e Konsa a desmarcar-se e aí surgiu solto ao primeiro poste, colocando, de cabeça, a bola junto ao poste esquerdo.
A França ripostava por Mbappé, que jogava ‘sozinho’, à procura de se adiantar na lista dos marcadores, mas Henderson negou-lhe o golo no seu melhor remate, aos 35 minutos.
Os ingleses continuaram muito melhor e, aos 37 minutos, Saka e Rashford surgiram com grande perigo na área e, depois de muita insistência, o primeiro acabou por marcar, a passe do segundo.
Aos 42 minutos, foi Toney a ameaçar o quarto, que Saka conseguiu mesmo, aos 45+1, com um grande remate à entrada da área, a fazer a bola entrar junto ao poste esquerdo, após grande passe de Eze.
Face à goleada, Deschamps fez quatro substituições ao intervalo, fazendo entrar Upamecano, Digne, Dembélé e Barcola, e a França entrou com outra disposição e reduziu logo aos 48 minutos, com Mbappé a marcar, isolado por Olise.
Os gauleses, agora claramente por cima, continuaram a carregar e, aos 54 minutos, chegaram ao segundo, agora com Mbappé a assistir Barcola, que, isolado, desviou de Henderson.
A formação inglesa ia tentando replicar e Toney ameaçou por duas vezes o quinto, mas acabou por ser a França a chegar ao terceiro, aos 66 minutos, novamente com Olise (sétima assistência na prova) a isolar Mbappé, que não desperdiçou.
Com o empate à ‘mão de semear’, a França foi acumulando ocasiões perdidas, com a Inglaterra finalmente a equilibrar-se, quando, aos 79 minutos, Tuchel lançou Elliot Anderson e Bellingham.
Aos 81 minutos, Olise ainda falhou ‘escandalosamente’ o empate e, aos 85, em contra-ataque, Spence foi carregado na área por Malo Gusto, conquistando um penálti que, aos 87, Saka concretizou, com um remate junto ao poste esquerdo, para o ‘hat-trick’.
Os franceses não desistiram e, aos 90+6 minutos, Dembélé marcou o seu sexto golo na prova, relançando a emoção, só que, aos 90+8, Bellingham ‘cavalgou’ para o definitivo 6-4, numa grande jogada individual. Marcou na edição 2026 pela sétima vez e acabou com as dúvidas, num ‘louco’ jogo com 10 golos.
JTM /Lusa



