O empate feliz de Portugal com a Colômbia no Mundial de Futebol foi realçado pela imprensa internacional, muito crítica sobre a inconsistência exibicional lusa.
O jornal desportivo francês “L’Equipe” considerou que Cristiano Ronaldo, avançado e capitão português, e os seus companheiros de equipa “tiveram uma actuação apagada” perante os vice-campeões sul-americanos, que “dominaram a posse de bola, mas não lograram marcar”.
A publicação britânica “The Guardian” acentuou os reparos ao desempenho de Ronaldo, que foi “facilmente neutralizado” pela Colômbia, quatro dias depois de ter ‘bisado’ na goleada ao Uzbequistão (5-0), para se tornar o primeiro a marcar em seis edições de Mundiais e ultrapassar Eusébio como recordista de golos por Portugal na história da principal prova de selecções. “As estrelas apareceram neste Campeonato do Mundo. Ronaldo, porém, ainda tem um longo caminho a percorrer se a busca por provar a sua omnipresença neste torneio não prejudicar as esperanças de glória dos portugueses”, analisou, num dia em que o madeirense fez a 25ª partida em fases finais de Mundiais e igualou o alemão Lothar Matthäus na segunda posição dessa contabilidade, a quatro do argentino Lionel Messi.
Admitindo que, se houvesse um vencedor, “certamente seria a Colômbia”, o The Guardian evocou as dificuldades sentidas por Portugal, a exemplo do empate com a República Democrática do Congo.
“Um empate com sabor a ouro para os ‘cafeteros’ e Portugal no caminho difícil [da fase a eliminar]”, reforçou a Marca, convencida de que os lusos teriam perdido se não fosse a ineficácia contrária e a actuação do guarda-redes Diogo Costa, eleito melhor jogador em campo pelo diário espanhol.
Na imprensa colombiana, o “El Espectador” viu a selecção comandada pelo argentino Néstor Lorenzo “resistir à pressão” de Portugal e “dominar boa parte do jogo”, que até poderia ter vencido com um golo já em tempo de compensação, embora Davinson Sánchez marcasse em posição ilegal. O “El Espectador” mencionou ainda o reencontro entre Ronaldo e James Rodríguez antes do início da partida, uma vez que os capitães de Portugal e da Colômbia, que despontou na Europa através do FC Porto, coincidiram nos espanhóis do Real Madrid por três épocas, entre 2014/15 e 2016/17.
Da mesma forma, o jornal italiano “La Gazzetta dello Sport” deu conta do reencontro na fase a eliminar entre Ronaldo e Luka Modrić, do AC Milan, que cumpriram seis épocas juntos no Real Madrid e vão capitanear Portugal e Croácia em Toronto. “Se vencer, Portugal pode defrontar a Espanha nos oitavos de final. Tudo isto com grandes dúvidas a pairar no ar, porque foi inferior em todos os aspectos em Miami Gardens. Teve menos jogadas, menos oportunidades e, sobretudo, menos preparação física. Se o seu nível de jogo for este, a Colômbia vai assustar toda a gente. Quanto a Portugal, foi mau demais para ser verdade e colocou Ronaldo do lado oposto de Messi na próxima fase. Só nos resta vê-los na final e que história incrível seria”, salientou.
JTM com Lusa



