O sueco Viktor Gyökeres já está sob alçada disciplinar do Sporting, após ter falhado a apresentação junto da equipa bicampeã nacional de futebol, confirmou à Lusa o presidente do clube, Frederico Varandas. Instado a comentar a ausência do avançado, que reivindica a saída do emblema ‘leonino’, Varandas enalteceu a defesa dos interesses do clube, reiterando a confiança de que esta situação se resolva. “Estamos tranquilos. Tudo se resolve com o fecho de mercado, uma multa pesada e um pedido de desculpas ao grupo”, começou por dizer o presidente do Sporting. Gyökeres, melhor marcador da I Liga nas últimas duas temporadas, tem estado no centro de um ‘braço de ferro’ tendo em vista a sua transferência, sendo insistentemente noticiado o interesse dos ingleses do Arsenal. “Se não quiserem pagar o valor justo de mercado do Viktor [Gyökeres], nós ficamos muito confortáveis com isso durante os próximos três anos”, sublinhou Varandas. O avançado, de 27 anos, chegou ao clube lisboeta no início de 2023/24, proveniente dos ingleses do Coventry, por 20 milhões de euros, assinando um contrato até 2027/28, com uma cláusula de rescisão de 100 milhões. “Se os génios que estão a delinear esta estratégia acham que isto me pressiona para facilitar a saída, não só estão completamente errados como ainda estão a tornar mais complicadas as condições de saída do jogador. Ninguém está acima dos interesses do clube. Seja ele quem for”, rematou Varandas. No sábado, Gyökeres falhou a apresentação junto da equipa principal do Sporting, que viajou para Lagos, onde vai realizar o estágio de pré-temporada até 22 de Julho. Durante estes dias no sul do país, a formação comandada por Rui Borges vai realizar dois jogos particulares, frente aos escoceses do Celtic, na quarta-feira, e os ingleses do Sunderland, no dia 21, ambos no Estádio Algarve. Os ‘leões’ apresentam-se aos sócios frente aos espanhóis do Villarreal, no dia 25, no Troféu Cinco Violinos, disputado no Estádio Nacional, em Oeiras, devido à intervenção no Estádio José Alvalade, em Lisboa, antes do primeiro jogo oficial da época 2025/26 com o rival Benfica, no dia 31, novamente no Estádio Algarve, para a Supertaça Cândido de Oliveira.

 

Málaga renuncia a ser uma das sedes do Mundial2030

Málaga renunciou a ser uma das sedes do Mundial2030 de futebol, que será organizado por Espanha, Portugal e Marrocos, anunciou o presidente da câmara da cidade espanhola, Francisco de la Torre. O autarca justificou esta decisão com a defesa dos adeptos e do clube local, uma vez que as obras de ampliação no La Rosaleda, com um custo de 270 milhões de euros, deixariam o estádio com apenas 12.500 mil lugares nos próximos anos, sendo que o Málaga tem mais de 26 mil sócios. “Escolher entre o Mundial e o clube, escolhemos o clube e os adeptos. Estamos com o Málaga”, indicou Francisco de la Torre, que adiantou que vai ser construído um novo estádio em outra zona da cidade, mas “não será para o Mundial”, assegurando: “Não estamos a fazer isto para poupar dinheiro, mas porque é o melhor para a cidade, para os adeptos e para o clube”. O Mundial2030 vai ser disputado em Espanha, Marrocos e Portugal, que vai apresentar o Estádio da Luz e o Estádio José Alvalade, em Lisboa, e o Estádio do Dragão, no Porto. Os primeiros jogos da competição vão acontecer no Uruguai, na Argentina e no Paraguai, numa celebração do primeiro Mundial, que se disputou em 1930, no Uruguai.

 

Selecção de râguebi lusa sofre maior derrota da história frente à Irlanda

A seleção portuguesa de râguebi sofreu a derrota mais pesada da sua história, frente à Irlanda (106-7), num encontro em que o ensaio obtido foi insuficiente para atenuar a ‘dor’ de uma exibição condizente com o resultado. Nicolas Martins (53 minutos) fez o único ensaio da seleção portuguesa no Estádio Nacional, já na segunda parte, num teste oficial da World Rugby em que os ‘lobos’ foram ‘cilindrados’ por 16 ensaios irlandeses e acabaram a lutar, sem sucesso, para que o marcador não chegasse aos três dígitos para os visitantes. Os 99 pontos de diferença no marcador superam os 95 da derrota sofrida contra a Nova Zelândia (108-13) no Mundial de 2007, naquela que era, até agora, a derrota mais pesada de Portugal. O encontro com a Irlanda foi, também, a segunda vez que os ‘lobos’ sofreram mais de 100 pontos num encontro. E o terceiro classificado do ranking mundial até se apresentou no Estádio Nacional, em Oeiras, desfalcado de uma grande parte dos seus principais jogadores, que se encontram ao serviço dos British and Irish Lions, em digressão no hemisfério sul. Mas isso não impediu que o jogo fosse praticamente de sentido único logo desde o primeiro lance, quando Stuart McCloskey cruzou a linha de ensaio pela primeira vez para os irlandeses, estavam decorridos apenas 46 segundos. O resultado foi crescendo e a diferença de 54-0 ao intervalo já deixava antever um final de tarde histórico, pela negativa, até porque Portugal também não contava com Rodrigo Marta, Raffaele Storti, José Lima, Samuel Marques, Cody Thomas e Anthony Alves, todos lesionados. A juntar ao rol, o capitão, Tomás Appleton, também saiu de maca, aos 21 minutos, e o seu próprio substituto, Gabriel Aviragnet, também não esteve em campo mais do que 12 minutos, numa partida em que vários jogadores terminaram com queixas físicas.