Os EUA vão permitir que a selecção iraniana de futebol viaje para o país dois dias antes do seu próximo jogo no Mundial2026, anunciou o Departamento de Segurança Interna norte-americano. Apesar do alívio das restrições, a equipa continuará obrigada a deixar o país após a partida de sexta-feira, frente ao Egipto, para a terceira jornada do Grupo G, em Seattle, adiantou um porta-voz do departamento. A Federação Iraniana de Futebol confirmou que a comitiva iria abandonar ontem o centro de treinos em Tijuana, no México, para a viagem até Seattle. O Irão tinha manifestado desagrado com as limitações impostas à equipa nas deslocações para solo norte-americano. Para os dois primeiros encontros, disputados em Los Angeles, a selecção iraniana apenas pôde entrar em território norte-americano no dia anterior aos jogos. Na passada sexta-feira, a Federação Iraniana apresentou uma queixa à FIFA devido às restrições impostas à sua selecção para nas deslocações para os jogos. Devido a questões logísticas e diplomáticas atribuídas a Washington, a selecção do Irão foi forçada a estabelecer o seu centro de operações na cidade mexicana de Tijuana, junto à fronteira com os EUA. As autoridades iranianas revelaram ainda que 15 membros da comitiva, entre os quais elementos da equipa técnica e administrativa, não receberam autorização de entrada em território norte-americano.
Presidente da FIFA defende pausas para hidratação durante os jogos
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse que as pausas obrigatórias para hidratação no Mundial2026 de futebol, muito criticadas por treinadores e jogadores, foram adoptadas exclusivamente devido à temperatura elevada, rejeitando que tenham por base interesses comerciais. “A razão pela qual existem estas pausas é, claramente, o calor”, sustentou Infantino, em entrevista à agência espanhola EFE, observando que “num Mundial em que se disputam oito jogos em 39 dias é importante fazer pausas para descansar um pouco” durante as partidas. O organismo que gere o futebol mundial determinou a obrigatoriedade de uma pausa em cada uma das partes dos encontros, com a duração de três minutos, para permitir a hidratação dos futebolistas, devido à temperatura elevada que se regista em algumas cidades-sede do Mundial2026, cuja fase final se realiza nos EUA, no México e no Canadá. “A FIFA não ganha absolutamente nada com isto. Todos os contratos [publicitários] estavam assinados antes de ser tomada esta decisão, pelo que não se trata de uma questão económica, mas exclusivamente desportiva”, reforçou o presidente do organismo regulador do futebol mundial. Vários treinadores e jogadores criticaram publicamente a imposição da FIFA, alegando que as pausas para hidratação quebram o ritmo dos jogos e são obrigatórias mesmo em encontros disputados com temperatura amena, mas Infantino assinalou que isso acontece para proporcionar “condições iguais para todos”.
Selecção do Brasil quer ser pioneira na neutralidade carbónica
A selecção brasileira de futebol quer ser a primeira a conseguir neutralizar as emissões de gases de efeito estufa durante o Mundial2026, revelou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Iniciativa apresentada pela CBF em Miami prevê a mitigação e neutralização das emissões de gases de efeito estufa da ‘amarelinha’ durante a Copa do Mundo de 2026”, lê-se na página do organismo na Internet. A iniciativa já foi seguida nos jogos com Marrocos e Haiti, além do particular com o Egipto, explicou a CBF, acrescentando que “a operação é uma parceria com o Instituto Climático VBH”. O VBH é responsável pela estimativa de emissões antes dos jogos, pela compensação das emissões que não puderem ser evitadas, pelo inventário de emissões de gases de efeito estufa após os jogos e pelo relatório final dos dados. Neutralizar as emissões de gases de efeito estufa durante o Mundial2026 visa cumprir a promessa de Samir Xaud durante o evento Expert XP, em Julho de 2025, dois meses após assumir a presidência da CBF.



