FC Porto obteve 18º triunfo consecutivo
FC Porto obteve 18º triunfo consecutivo

O Nacional não resistiu ao melhor futebol do FC Porto, que ampliou a vantagem no topo da classificação da I Liga Portuguesa. Em Tondela, os “leões” permitiram que os locais fizessem história e “matassem o borrego”

 

Costa Santos Sr*

 

O FC Porto consolidou a sua posição de guia da I Liga Portuguesa e vai chegar ao clássico de Alvalade com oito pontos de avanço sobre o Sporting.

No “Dragão”, o Nacional conseguiu suster o ímpeto inicial dos portistas graças a uma defesa bem montada por Costinha, com a natural ajuda dos homens do meio-campo. Sem espanto, os “dragões” dominavam, criavam situações de perigo mas a pontaria esteve desafinada até aos 32, quando Brahimi abriu o marcador, após oportuna assistência de Maxi Pereira. Este lance gerou outra contrariedade para Costinha: o guarda-redes Daniel Guimarães lesionou-se e foi obrigado a abandonar, entrando Lucas França, que seis minutos depois foi incapaz de suster o remate de Soares que resultou no segundo golo portista, com mérito quase total para Corona, que tirou vários adversários do caminho e fez o cruzamento milimétrico para “Tiquinho”.

Mas, quando ainda se escutavam os aplausos portistas, Róchez bateu Casillas, com os centrais dos “dragões” a ficarem mal na fotografia. No entanto, o Nacional não voltou a criar situações de apuro para Casillas, tendo o FC Porto mantido a toada dominadora, com o sentido colocado na baliza contrária.

Aos 53 minutos, o silêncio caiu sobre o estádio: Rosic, central nacionalista, chocou com  Lucas França e ficou inanimado no relvado. As habituais cenas de pânico e a linguagem gestual para o banco foram suficientes para transmitir às bancadas a gravidade da situação. Com Rosic devidamente estabilizado no relvado, com colarinho cervical e todo o restante aparato clínico, a ambulância entrou no relvado e transportou o jogador para o Hospital sob uma ovação estrondosa. Mais tarde, o Nacional publicou no Twitter uma foto do defesa, a sorrir, assegurando que a lesão “não passou de um valente susto”.

De qualquer modo, os nacionalistas sentiram o drama do seu companheiro e até Brahimi que apontaria o terceiro golo aos 57’ se recusou a festejar. Bonito gesto.

 

“Leões” caíram em Tondela

Já o Sporting regressou à capital vergado a uma derrota (2-1) em Tondela – algo que nunca tinha acontecido – num jogo em que actuou em superioridade numérica durante quase 40’ (expulsão de Jaquité, aos 51’) mas sem conseguir colocar no relvado a capacidade demonstrada noutras jornadas.

Apesar de ter um orçamento “pequenino”, o Tondela mostrou no campo uma alma do tamanho do mundo. E foi essa alma, com um futebol de entreajuda constante, que permitiu à equipa da casa colocar-se em vantagem logo aos 6’ (por Delgado), com a “colaboração” da defesa leonina, a “passar pelas brasas”. Ao contrário do que seria expectável, o Tondela não mudou a estratégia, teimando no uso do contra-ataque, nas transições rápidas, principalmente para não permitir que as linhas recuadas dos “leões” subissem no terreno e limitassem todo o trabalho planeado pelo técnico Pepa.

O Sporting reagiu e por várias vezes rematou para a baliza de Cláudio Ramos, mas fê-lo sempre sem “precisão”, sem pontaria. Nesta tarefa, desde Diaby a Nani, passando por Raphinha e Bruno Fernandes, o próprio Marcel Keizer reconheceu que “a coisa não funcionou”. Faltaram o “mestre” Bas Dost e os cruzamentos milimétricos, mas neste capítulo, mérito absoluto para os “beirões”, que fecharam bem as alas. O Tondela justificou a vantagem que Tomané ampliaria, aos 74’, num remate de “trivela” que bem merece um vídeo para mais tarde recordar.

O golo de Mathieu, aos 76’, fez pensar que o Sporting “reentraria” no jogo. Ameaçou mas não teve competência para concretizar. Para quem aponta como razão a ausência de Bas Dost – esquecendo o valor do Tondela – o treinador dos “leões” deu uma resposta clara: “Estes jogadores em campo tinham a obrigação de jogar muito melhor”.

Com esta derrota, os “leões” baixaram para o quarto lugar, a oito pontos do FC Porto, a dois do Braga e a um do Benfica.

No Moreirense-Aves, os “cónegos” lograram obter a sua terceira vitória consecutiva (1-0), num jogo em que o equilíbrio foi a nota dominante.

 

*Jornalista profissional especialista em desporto