Portugal voltou em Birmingham2026 a ficar sem medalhas de ouro em Campeonatos da Europa, pela quarta vez desde que conquistou, a segunda seguida, mas, mesmo assim o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) felicita os atletas. “Eu vou dizer-lhes: Parabéns a todos, foram fantásticos”, respondeu, de pronto, Domingos Castro, no domingo, sobre a mensagem a transmitir aos 55 atletas da maior delegação portuguesa de sempre, que o próprio chefiou aos 27ºs Europeus ao ar livre. Portugal conquistou três medalhas, uma de prata, por Pedro Pablo Pichardo, no triplo salto, e duas de bronze, por Fatoumata Diallo, nos 400 metros barreiras, e Patrícia Silva, nos 1.500 metros, mas ficou arredado dos títulos continentais pela quarta vez nas 15 edições pós-Atenas1982 – em que Rosa Mota conquistou o primeiro ouro para Portugal –, Roma2024, mas também Barcelona2010 e Zurique2014. “Eu faço um balanço muito positivo, com três medalhas e cinco lugares nos quatro primeiros e 11 nos oito. Eu acreditava que íamos conseguir cinco medalhas. Mas, apesar das minhas esperanças em Agate de Sousa, Isaac Nader e José Carlos Pinto, estamos todos de parabéns”, referiu Domingos Castro, recorrendo também aos recordes nacionais (quatro) e às melhores marcas pessoais (nove, contando com os quatro recordes) para esta avaliação. Apesar de contar 26 presenças – esteve ausente em Oslo1946 -, Portugal só à 12.ª vez chegou às medalhas, tendo, desde então, conseguido sempre chegar ao pódio, com as três de Birmingham2026 igualado o total de ‘metais’ de Helsínquia1994, Munique2002, Helsínquia2012 e Roma2024, mas ficado aquém das mais laureadas Budapeste1998 (seis), Barcelona2010 e Amesterdão2016 (ambas com cinco) e Gotemburgo2006 (quatro). Com 11 resultados em posição de finalista – entre os oito primeiros –, apesar da desclassificação da estafeta 4×100 feminina na final, Portugal contabilizou 47 pontos, o quinto melhor registo de sempre, mais 11 do que em Roma2024 e mais 22 do que em Munique2022, então com um ouro de Pichardo. Instado a comentar os díspares resultados da comitiva nacional, Domingos Castro prometeu “trabalhar para proporcionar aos atletas as melhores condições possíveis”, considerando que a experiência adquirida, tanto por notáveis como novatos, vai dar resultados no futuro. “Eu diria que estes Europeus foram uma excelente experiência para que eles nas próximas competições do mais alto nível tirem as suas ilações daquilo que nos correu bem e não se volte a repetir o que correu mal”, referiu. Apesar da ‘cobrança’, o antigo atleta pretende “ajudar a corrigir os erros, falar com eles, dar-lhes apoio e um forte abraço”: “E também dizer-lhes que estou com eles, sem em que circunstância for”.

 

Escócia retira apoio à reeleição de Infantino para a presidência da FIFA

A Federação Escocesa de Futebol (SFA) retirou o apoio à reeleição do presidente da FIFA, Gianni Infantino, juntando-se à contestação ao plano, entretanto abandonado, de criar uma empresa e vender participações do Mundial a privados. “A posição da SFA tem sido muito clara desde a reunião das associações-membro da UEFA. Estamos alinhados com a posição da UEFA. A UEFA falou sobre uma perda de confiança na FIFA, e concordamos plenamente com isso”, afirmou o presidente da SFA, Ian Maxwell, garantindo que não votará no actual líder do organismo que rege o futebol mundial. A tomada de posição ocorre na sequência da tentativa de Infantino de, através da FIFA Forward Enterprise (FFE), privatizar o Campeonato do Mundo, medida que gerou forte contestação no universo do futebol, levando as confederações da Europa (UEFA), Ásia (AFC) e América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) a acusaram o presidente da FIFA de ter abandonado o seu dever ao actuar com “engano” e colocar-se “acima do colectivo que lhe confiou autoridade”. Entre os potenciais interessados figurava o fundo Thrive Eternal, fundado por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner. Com esta tomada de posição, a Escócia passa a integrar o lote de federações que revogaram formalmente o apoio ao dirigente ítalo-suíço, entre elas a Finlândia, Inglaterra, Países Baixos, País de Gales, Irlanda, Sérvia e Suécia. Apesar de manter o apoio declarado de confederações como a Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL), a Confederação Africana de Futebol (CAF) e de seis federações árabes e de países como a Bolívia, Equador, Venezuela, Argentina e Marrocos, Infantino vê a sua posição fragilizada no caminho para as eleições agendadas para 18 de Março de 2027. Até ao momento, nenhum candidato se apresentou para concorrer contra o ítalo-suíço no acto eleitoral de 2027, terminando o prazo para a apresentação de candidaturas à presidência da FIFA em 18 de Novembro.

 

Lesão na clavícula afasta Vingegaard do resto da temporada

O ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard vai falhar o resto da temporada, incluindo os Mundiais de estrada, em Setembro, devido à queda que sofreu na Volta a França, onde fracturou a clavícula, informou a equipa Visma Lease a Bike. “Após um longo e intenso período de competição, tínhamos já planeado um período de recuperação após o Tour de França. Devido à lesão na clavícula, o início do meu treino foi adiado e não será possível regressar ao mais alto nível na próxima época”, assumiu o ciclista de 29 anos, em comunicado divulgado pela equipa. Desta forma, Vingegaard, que este ano venceu Paris-Nice, Volta à Catalunha e Volta a Itália, irá falhar os Mundiais de estrada, que vão decorrer em Montreal, no Canadá, entre 20 e 27 de Setembro. “O foco está em me preparar de forma ideal para os objectivos da temporada de 2027. Discutirei esses objectivos específicos com a equipa na próxima época”, acrescentou. O director da Visma Lease a Bike, Marc Reef, explicou que o balanço do restante da temporada estava previsto após o Tour. “Após um período agitado com muitos dias de corridas e a fractura da clavícula que Jonas sofreu no Tour de France, o melhor é que ele se concentre em 2027”, afirmou. Segundo Reef, a equipa vai analisar com Vingegaard, nas próximas semanas, o plano de treino adequado e os objectivos para o novo ano. O ciclista caiu na 15ª etapa da última Volta a França, a 23 quilómetros da meta no Plateau de Solaison, quando ocupava a segunda posição da classificação geral, a 4.30 minutos do líder, o esloveno Tadej Pogacar, tendo fracturado a clavícula. Esta foi a primeira vez que o dinamarquês desistiu de uma grande Volta, à 10ª participação.