O dinamarquês Julius Johansen (UAE Emirates) venceu o prólogo da 87ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, em Lisboa, e é o primeiro camisola amarela da corrida.
Johansen cumpriu os 6,5 quilómetros disputados na capital portuguesa em 07.12 minutos, menos quatro segundos do que o companheiro de equipa Rui Oliveira, campeão olímpico de Madison em Paris2024.
O vice-campeão português de contra-relógio, Rafael Reis, que procurava o oitavo triunfo em prólogos da prova, o sexto seguido, foi o terceiro mais rápido, a sete segundos, enquanto o italiano Luca Giaimi (UAE Emirates) e o russo Artem Nych (Anicolor-Campicarn), vencedor das últimas duas edições da Volta, terminaram na quarta e quinta posições, respetivamente, a nove e 14 segundos.
Hoje, o pelotão vai percorrer os 157,1 quilómetros entre Lourinhã a Queluz, em Sintra, na primeira das 10 etapas da 87ª edição, com duas contagens de terceira categoria nos derradeiros 50 quilómetros.
Montenegro: “motivo de união e mobilização” do país
No arranque da Volta a Portugal em bicicleta, o primeiro-ministro Luís Montenegro destacou o papel desta prova como “motivo de união e mobilização” do país e considerou que as opções do Governo para o desporto têm mostrado resultados.
“Este é um evento icónico do desporto português, que vai no próximo ano, de resto, registar 100 anos, desde a primeira vez que se realizou, e tem sido, ao longo dos anos, um motivo de união e mobilização do povo português junto de todos os territórios”, afirmou Luís Montenegro.
Luís Montenegro deu o “tiro de partida”, cortando a fita na saída do prólogo, momento em que esteve acompanhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e pelo presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, entre outros.
O primeiro-ministro acompanhou ainda, de automóvel, a prova de Rui Oliveira, ciclista português que foi campeão olímpico em Paris2024, ao lado de Iúri Leitão, em ciclismo de pista, na vertente de madison, e se estreia na Volta a Portugal.
Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, o líder do executivo considerou também que esta é “uma edição especial, porque assinala a circunstância da Federação Portuguesa de Ciclismo tornar a ser a entidade organizadora do evento”.
“E leva esta volta a 15 distritos, a mais de 70 municípios, a muitos espaços, do litoral ao interior, que percorrem de norte a sul do país, a nossa paisagem, o nosso património natural, e são, portanto, também um motivo de promoção do nosso país”, referiu.
Luís Montenegro defendeu que esta prova mobiliza tanto portugueses residentes, quanto emigrantes e turistas que estão cá nesta altura.
“É uma oportunidade para darmos a conhecer o nosso país, é uma oportunidade para aproximarmos as pessoas e é uma oportunidade também para valorizarmos o desporto”, sustentou.
O primeiro-ministro considerou também que a aposta do Governo no desporto “tem já mostrado alguns resultados”: “Fomos o primeiro governo a apresentar um plano de desenvolvimento desportivo do país, que municia o Comité Olímpico, cujo presidente também está cá, as federações, as associações, os clubes, os atletas e as suas famílias, para motivarmos todo o povo português a praticar mais desporto”.
Montenegro assinalou também que no ano passado foi batido “o recorde dos últimos anos em termos de desportistas federados” e disse ter tido oportunidade de recordar com o ciclista Rui Oliveira o título olímpico conquista há dois anos, que considerou ter sido “tão inesperado, motivador e inspirador para todo o país”.
Cândido Barbosa agradeceu ao Governo o reforço da verba à federação e o apoio nas “obras de requalificação do velódromo” nacional de Sangalhos.
O presidente da Federação apelou ainda a todos os portugueses que acompanhem a Volta a Portugal em bicicleta e apoiar os atletas, “que são os verdadeiros campeões e todas as famílias que os acompanham”.
JTM com Lusa



