Diogo Dalot afirmou que a selecção portuguesa está “blindada” contra as críticas que tem recebido após o empate (1-1) com a República Democrática do Congo, no Mundial de futebol, e garantiu que a equipa está forte e unida.

“O grupo está blindado. A mensagem que queremos passar é que há milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe e outras não. Mas, se quiseram remar connosco, vamos remar e o barco não vai parar. É o que queremos passar. A crítica vai fazer sempre parte do processo. Nós próprios somos os primeiros a querer fazer a diferença. Como grupo estamos bem, fortes, coesos, unidos”, afirmou o lateral do Manchester United em conferência de imprensa, no “Gardens North County District Park”, em Palm Beach, minutos antes de mais um treino de Portugal nos EUA.

Após o empate com a RD Congo, na estreia no Grupo K, a selecção portuguesa foi alvo de várias críticas pela exibição realizada em Houston, com o capitão Cristiano Ronaldo a ser o alvo principal.

“Antes de chegar ao Mundial, nós jogadores tivemos todos uma conversa sobre isto. Quando tens o Cristiano no plantel, tens de estar preparado para o alarido fora do normal. Já sabíamos que íamos passar por isto e acabou por acontecer. O lado positivo é que aconteceu cedo, assim também matamos o assunto e seguimos”, frisou o jogador de 27 anos.

Para Dalot, as críticas fazem sempre parte do desporto, ainda mais num Campeonato do Mundo, aquela que é a “competição mais espectacular” de futebol. “Tentamos sempre encontrar uma forma positiva de não fugir à responsabilidade. Para ganhar uma prova destas é impossível não passar dificuldades. Somos os primeiros a perceber que há coisas a melhorar. É impossível ganhar um Mundial sem dificuldades”, frisou.

Dalot reconheceu que Portugal tem de melhorar para bater o Uzbequistão, na segunda jornada do Grupo K, e referiu que a equipa das ‘quinas’ foi traída pela “ansiedade” no jogo de estreia. “No último jogo não fizemos o suficiente, mas temos mais uma oportunidade para alterar. Temos 90 minutos para ganhar um jogo. Essa ansiedade de ganhar o jogo e controlar acabou por trair-nos um pouco em termos de jogo jogado”, afirmou.

“O tempo é curto e não temos muito tempo para treinar entre jogos. Há aspectos que foram óbvios para nós. Se tivéssemos que jogar no dia seguinte conseguíamos rectificar esses detalhes. O bom do futebol também é isso, haver uma oportunidade no jogo seguinte”, disse ainda.

Para Dalot, Portugal está agora obrigado a vencer de “forma convincente ou não” o Uzbequistão, selecção que deixou boa imagem no primeiro jogo com a Colômbia, apesar do desaire por 3-1. “Vencer é o mais importante. Convincente ou não, uma vitória é uma vitória. Vamos ter pela frente uma selecção aguerrida, agressiva. Não podemos esperar um jogo fácil, mas cabe-nos encontrar soluções para vencer”, referiu.

O jogador nascido em Braga chega ao Mundial com 35 jogos e três golos pela selecção nacional e espera aumentar esses números com o decorrer da competição. “Sou o primeiro a querer jogar. Sempre foi o meu objectivo. Mas, é comum entre todos de perceber que só podem jogar 11. Numa competição destas, é muito difícil não haver oportunidades para toda a gente e estarei pronto, com sangue na guelra”, frisou.

A selecção lusa defronta o Uzbequistão esta terça-feira, novamente em Houston, no Estádio NRG, com início agendado para as 12:00 locais (01:00 em Macau). O grupo fica fechado em 27 de Junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami.

Após a primeira jornada, a Colômbia lidera o Grupo K com três pontos, seguida de Portugal e RD Congo, ambos com um, enquanto o Uzbequistão, a viver o seu primeiro Campeonato do Mundo, ainda segue com zero.

 

JTM com Luís Garoupa e António João Oliveira, enviados da agência Lusa