Já depois de ter feito um jogo no campeonato da II Divisão, em que ganhou por 3-0 ao Ieong Heng, o plantel do Consulado foi apresentado ontem oficialmente à comunicação social, tendo em visto a quarta temporada no futebol de Macau
O Cônsul Vítor Sereno, dinamizador do projecto e também capitão da equipa, sublinhou ontem que, independentemente dos resultados e do futuro, o objectivo “tem sido plenamente conseguido, juntando à diplomacia uma equipa de futebol e por isso o sonho de 2013 valeu claramente a pena.”
O Consulado volta este ano a utilizar o nome do Clube de Futebol Benfica de Macau (desactivado há vários anos), cedido temporariamente pelo seu dirigente Alberto Carvalhal, a quem Vítor Sereno voltou a agradecer. E deixou uma promessa: “No final deste projecto iremos entregar de novo o clube a Alberto Carvalhal, ao mesmo tempo que lhe daremos todos os troféus já por nós conquistados”.
O conjunto do Consulado, campeão da IV Divisão e agora no segundo escalão, depois de ter garantido a subida graças ao terceiro classificado na III Divisão do ano passado, atrás do Hang Sai e do Tong Kuok Kei Lam, tem várias caras novas, mantendo no entanto os três estrangeiros de 2016, todos eles brasileiros, Alex Sampaio (melhor marcador, com 14 golos, três à frente de Vitor Sereno), Leandro Silva e o guarda-redes Juninho.
O treinador é um antigo jogador, João Mexia, que se vai dedicar agora unicamente às funções de orientador. “Já só falta ganhar mais 17 jogos, porque o primeiro vencemos. Temos o plantel formado, mas ainda não temos uma equipa, ou seja, precisamos de tempo para ganharmos entrosamento. Só aceito desafios deste género, que é para ganhar. Tenho a grande vantagem de conhecer muito bem a equipa, mas a desvantagem de ser amigo de todos os jogadores. Todos têm qualidades, mas actuam em posições diferentes e só podem jogar onze”, afirmou João Mexia.
O técnico que levou o Clube de Futebol Benfica/Consulado da III à II Divisão, José Rocha Diniz, é agora o presidente honorário. “Estou à disposição da equipa para tudo o que precisarem”, referiu o treinador que, em 2016, regressou ao futebol, depois de 40 anos de interregno.
Carlos Wilson volta a ser o director desportivo do Consulado, equipa que tem vários veteranos e cuja média de idades baixou para os 36 anos, graças à entrada de dois jovens da Escola portuguesa, Edgar Poon e Rui Ferrão, de 17 anos.
A equipa, que “vai fazer jogo-a-jogo e depois se verá se tiver de ir para a I Divisão” – como referiu Vítor Sereno – continua a ser patrocinada pela EDP-Ásia e pela CESL Ásia, contando agora com o apoio financeiro da Super Bock-Ásia.
João Marques da Cruz, António Trindade e Diogo Couto, responsáveis e representantes daquelas empresas na conferência de imprensa, destacaram “o carácter dinâmico” desta diplomacia para o desporto e para o futebol, “conseguindo uma nova forma de chegar às populações, uma vez que é notória a aproximação à comunidade”.
A equipa do Consulado volta a jogar na sexta-feira, às 19 horas, no Canídromo, diante do Tim Iec.



