A tetracampeã Alemanha e os Países Baixos, que o futebol nunca ‘quis’ premiar, caíram nos ‘16 avos’ do Mundial2026 nos penáltis, perante Paraguai e Marrocos, respectivamente, enquanto o Brasil só se desembaraçou do Japão nos descontos.

Num intenso segundo dia dos inéditos 16 avos de final, e depois do apuramento ‘in-extremis’ do Canadá no domingo, os alemães protagonizaram a maior surpresa, ao ‘tombarem’ perante o Paraguai, apurado para esta fase como o sétimo melhor terceiro. Desta forma, a Alemanha vai falhar pela terceira edição consecutiva os ‘oitavos’, isto depois do título conquistado em 2014, no Brasil.

Em Foxborough, os sul-americanos estiveram mesmo a vencer, graças a um tento de Julio Enciso, aos 42 minutos, com o conjunto comandado por Julian Nagelsmann a restabelecer a igualdade aos 54, com o terceiro golo na prova de Kai Havertz. Até final dos 90 minutos, os germânicos criaram muito mais oportunidades, mas não lograram evitar o seu 12º prolongamento em Mundiais, nem, depois, o quinto desempate por penáltis, com um controverso golo anulado a Jonathan Tah pelo meio.

Os germânicos tinham vencido os anteriores, mas desta vez perderam, por 4-3, pois Havertz e Woltemade foram parados por Orlando Gill e Tah atirou para as ‘nuvens’, enquanto, nos sul-americanos, Sanabria e Balbuena (defesa de Neuer) perderam dois ‘match points’ seguidos, mas Canale não falhou um terceiro.

O Paraguai, que inviabilizou um Alemanha-França nos ‘oitavos’, tinha superado o único duelo em penáltis, quando bateu o Japão por 5-3, após 120 minutos, sem golos, nos ‘oitavos’ da edição 2010, chegando pela primeira e única vez aos ‘quartos’.

Depois da ‘mannschaft’ tombar nos penáltis, os Países Baixos tiveram sorte idêntica, mantendo uma tradição de eliminações nesta forma de desempate que já vem de longe. Desta vez caíram face a Marrocos (2-3), mas já havia tombado perante a França (meias-finais de 1998) e, nas duas últimas presenças, face à Argentina (meias-finais de 2014 e ‘quartos’ de 2022), sem esquecer três Europeus (1992, 1996 e 2000).

No tempo regulamentar, os neerlandeses adiantaram-se aos 72 minutos, com o terceiro golo na prova de Cody Gakpo, numa segunda parte que estava a ser dominada por Marrocos, que acabou por empatar aos 90+1, por Issa Diop. Após o prolongamento, no qual Marrocos esteve mais perto de marcar, seguindo-se um desempate por penáltis ‘caótico’, com um remate à barra, dois ao poste direito, um muito ao lado, um defendido pelo guarda-redes marroquino e outro marcado, com infelicidade, pelo neerlandês.

No final das contas, marcaram-se cinco e desperdiçaram-se outros tantos, com Bounou a parar Summerville no nono pontapé, com 2-2, e Saibari, no primeiro jogo em ‘branco’ na competição, a selar o 3-2 final. Marrocos, que em 2022 tinha batido a Espanha nos ‘oitavos’ nos penáltis (3-0), defrontará agora o Canadá.

O embate entre Brasil e Japão esteve também quase a ir para prolongamento. O conjunto asiático chegou ao intervalo a vencer, graças a um ‘tiro’ de fora da área de Kaishi Sano, aos 29 minutos, e os brasileiros só responderam aos 56, num cabeceamento certeiro de Casemiro, assistido por Gabriel Magalhães.

Quando o prolongamento parecia inevitável, Gabriel Martinelli, que tinha sido lançado por Carlo Ancelotti aos 65, qualificou os brasileiros aos 90+5, solicitado por Bruno Guimarães. Nos ‘oitavos’, o Brasil vai defrontar a Costa do Marfim ou a Noruega.

 

JTM com Lusa