Maqueta exposta na cerimónia do lançamento da primeira pedra da Arena Liga Portugal, futura sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) na Rua Padre Diamantino Gomes, Ramalde, Porto, a conclusão e inauguração da Arena Liga Portugal estão previstas para 2023. Porto, 22 de fevereiro de 2022.  FERNANDO VELUDO/LUSA
Maqueta exposta na cerimónia do lançamento da primeira pedra da Arena Liga Portugal, futura sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) na Rua Padre Diamantino Gomes, Ramalde, Porto, a conclusão e inauguração da Arena Liga Portugal estão previstas para 2023. Porto, 22 de fevereiro de 2022. FERNANDO VELUDO/LUSA

 

A Arena Liga Portugal, cuja primeira pedra foi lançada no Porto, projectará o “futuro” do futebol português, disse o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença. “Aqui nasce o futuro. Este dia vai ficar na história. Plantámos hoje o futuro do futebol profissional em Portugal e todas as suas ramificações. Será a casa da nossa indústria, que queremos melhorar”, afirmou o dirigente. O novo projecto, inserido na freguesia de Ramalde, e que contou com o “grande entusiasmo” da autarquia, está orçado em cerca de 18 milhões de euros, “sem investimento público, das SAD ou dos clubes”, e constitui “mais um passo no projecto de consolidação” da LPFP. Pinto da Costa e Rui Costa, presidentes de FC Porto e Benfica, respectivamente, o autarca Rui Moreira, o antigo líder da Liga Valentim Loureiro e António Saraiva, responsável máximo da Confederação Empresarial de Portugal, estiveram entre as dezenas de convidados na cerimónia. Pedro Proença recordou a “visão única para o futebol em Portugal” dos seus antecessores no cargo, Pinto da Costa e Valentim Loureiro, e lembrou o impacto da modalidade na economia nacional, nomeadamente 550 milhões registados na última época no PIB, um aumento de 11% face ao período homólogo da anterior. O presidente do organismo entende que este “polo agregador de negócios” é uma “enorme conquista” para os clubes portugueses, permitindo-lhes uma evolução para o “primeiro plano da economia do futebol europeu”. O edifício de oito andares, situado num terreno de 7.263 m2, vai contar, entre outros, com três pisos de escritórios e serviços complementares para as necessidades do organismo, bem como auditório, museu, loja da Liga Portugal, incubadora de empresas, espaço multimédia, zonas de lazer e parque infantil. O empreendimento está previsto ser inaugurado em 2023.

 

Cimeira de presidentes de clubes quer centralização dos direitos TV

A oitava Cimeira de Presidentes dos clubes da I e II Liga de futebol acordou em operacionalizar a negociação centralizada dos direitos televisivos das competições “no mais curto espaço de tempo possível”, apontando a 2023/24. Numa reunião na Alfândega do Porto, que durou mais de duas horas, participaram dirigentes de todos os clubes primodivisionários e quase todos da II Liga, na qual só não esteve presente o Nacional, reunindo 33 sociedades desportivas. Antes, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) tinha lançado a primeira pedra da Arena Liga Portugal, um projecto inserido na freguesia portuense de Ramalde que está orçado em 18 milhões de euros. Numa declaração aos jornalistas, que não puderam fazer perguntas de fora do âmbito da reunião, o presidente da Liga, Pedro Proença, esclareceu que a discussão “muitíssimo positiva” se debruçou sobre os direitos televisivos, mas também numa “linha de crédito que pode ir até 100 milhões de euros” disponibilizada aos clubes já a partir de Junho. Esse “modelo de financiamento centralizado” assenta sobretudo num “modelo idêntico” ao da Liga espanhola, esclareceu o dirigente, e baseia-se em “receitas potenciais e futuras que a Liga possa, por sua via, centralizar e disponibilizar aos clubes em três programas”. “De um lado, receitas de participação em competições internacionais, e uma grande fatia que advém das apostas desportivas, de que a Liga é receptora. Estando a Liga em condições de garantir a operação junto das entidades financeiras, o modelo torna-se muito mais fácil, disponibilizando aos clubes o modelo centralizado de financiamento”, apresentou.

 

Braga diz que denúncias originaram buscas que “não têm fundamento”

O Sporting de Braga considera que as denúncias anónimas que estiveram na base das buscas realizadas pela Polícia Judiciária à SAD ‘arsenalista’ “não têm fundamento nem qualquer tipo de credibilidade”. “O Sporting de Braga confirma que recebeu, na terça-feira, no Estádio Municipal de Braga, elementos da Polícia Judiciária, os quais solicitaram acesso a documentação no âmbito de uma denúncia anónima”, começa por referir num comunicado publicado no seu sítio oficial na internet. O clube liderado por António Salvador frisou que, “apesar de entender, de forma veemente, que estas denúncias não têm fundamento nem qualquer tipo de credibilidade, o Sporting de Braga prestou toda a informação requerida, conforme a postura altamente colaborante que sempre teve perante as autoridades”. “O Sporting de Braga e os seus responsáveis estarão sempre disponíveis para ceder toda a documentação e informação necessária, cientes de que a mesma é peremptória quanto ao detalhe de cada operação realizada”, acrescentou, notando a concluir que, “no âmbito destas diligências, nem clube, nem SAD, nem qualquer um dos seus responsáveis foram constituídos arguidos”.