Os dois “colossos” europeus, vergaram os joelhos nestes oitavos de final da Liga dos Campeões. Uns, os italianos, ante o “modesto” Lyon, num jogo em que “S. Ronaldo” brilhou, mas estava “sozinho” e, os outros, os de Madrid, ante um City que simplificou tudo para não deixar dúvidas. Agora, em Portugal, a “fase final”.
COSTA SANTOS SR*
Pronto, estão encontradas as equipas que, agora, em em Lisboa, irão discutir quem se apresentará na final já marcada para 22 do corrente mês, no Estádio da Luz. São elas: Atalanta, Bayern de Munique, Barcelona, Manchester City, Atlético de Madrid, Lyon e Leipzig.
Entretanto, como determinava o calendário, houve que apurar as últimas quatro equipas e, desses confrontos, um deles (Juventus-Lyon) deitou por terra, uma vez mais, o sonho e ambição da Juventus, incapaz de ultrapassar a “muralha francesa”.
Ainda por cima depois dos franceses terem marcado, bem cedo, e encontrado, com mais um golo, o “reforço” psicológico para enfrentar a “vecchia signora”, naturalmente “assustada” com a maior vantagem do adversário e, por isso mesmo, com as linhas baixas e um meio campo, a bem dizer, como primeiro “muro” defensivo.
Foi claro – sempre tem sido assim em equipas de Sarri – que a “tracção” à frente do onze italiano, não teve “veios de transmissão” ajustados, “oleados” e, muito menos, uma “caixa de velocidades” que permitisse variar o estilo de jogo, criar espaços e descobrir zonas de finalização. Nada disso.
Andou o tempo todo às costas de Ronaldo, bateu palmas pelos dois golos por ele obtidos (o que garantiu mais um record para o “madeirense”) mas não fez mais nada para conseguir aquilo que, de forma generalizada, toda a gente pensava ir acontecer: a passagem para Lisboa, dos italianos.
Um futebol pastoso, de faz-que-vai-mas-não-vai, permitiu aos franceses encontrar na coesão defensiva, na união de forças, um feito em que eles próprios, seguramente, duvidavam até ao golo de Depay (pontapé de penalty) aos 12’. Depois, se uns atacavam como sabiam – e pouco -, os outros defendiam-se como podiam – e muito.
Em Manchester, o City que já trazia vantagem de Madrid, teve um “aliado” de peso na defesa dos “merengues” (Varane, de seu nome) e limitou-se, com simplicidade e realismo, a fazer um futebol que “repetiu” o resultado da primeira mão: vitória por 2-1.
Nos outros dois jogos, a confirmação de quem é melhor. O Barcelona venceu o Nápoles por 3-1 (4-2 na soma dos dois jogos) e o Bayern não se encolheu ante um Chelsea “perdido no campo” e goleou por 4-1, com um claríssimo 7-1 no conjunto das duas mãos.
Assim sendo, na próxima quarta feira, no Estádio da Luz, jogarão Atalanta-PSG (numa só mão); na quinta feira, no Estádio de Alvalade, defrontar-se-ão Leipzig-Atlético de Madrid; na sexta-feira, na Luz, Bayern-Barcelona e, sábado, em Alvalade, Manchester City-Lyon. Todos estes jogos disputar-se-ão às 04,00 de Macau.
*JORNALISTA ESPECIALIZADO EM DESPORTO



