O Presidente chinês afirmou hoje que a estabilidade e a previsibilidade das relações entre a China e a Rússia são particularmente “preciosas” num contexto internacional marcado por “mudanças e turbulência”. Durante um encontro em Pequim com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, Xi Jinping considerou que a “forte vitalidade” e o “significado exemplar” do tratado de amizade entre os dois países se destacam ainda mais neste cenário. O líder chinês defendeu que os ministérios dos Negócios Estrangeiros de ambos os países devem implementar plenamente o consenso alcançado com o Presidente russo, Vladimir Putin, apelando ao reforço da comunicação estratégica e à coordenação diplomática. Instou ainda as duas partes a promover a parceria estratégica abrangente entre Pequim e Moscovo para que “atinja novos patamares, avance de forma mais estável e vá mais longe”. Lavrov anunciou que Vladimir Putin vai visitar a China na primeira metade deste ano. Está também previsto que Putin, que já visitou o país asiático mais de duas dezenas de vezes enquanto Presidente, regresse à China em Novembro para participar, pela primeira vez desde 2017, na cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia – Pacífico (APEC), que terá lugar este ano na cidade de Shenzhen. No encontro com Xi, Lavrov declarou que a relação bilateral desempenha “um papel estabilizador” nos assuntos mundiais. “Para a maioria do mundo que deseja um ambiente pacífico para o desenvolvimento sustentável, em vez de instabilidade”, a relevância das relações bilaterais entre a China e a Rússia “é cada vez mais evidente”, enfatizou, sustentando também que a Rússia pode compensar a escassez de recursos energéticos registada na China e noutros países na sequência da crise no Médio Oriente. Os laços entre a Rússia e a China são “inquebráveis perante qualquer tempestade”, frisou. Lavrov indicou ainda que, “graças à colaboração” entre Xi e Putin, as relações bilaterais “têm demonstrado um elevado grau de resiliência face à agitação económica e geopolítica que o mundo enfrenta actualmente, a qual, lamentavelmente, está a adquirir cada vez mais um carácter militar”.

 

JTM com Lusa e agências internacionais