O Presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista da China (PCC) enfatizou ontem a necessidade de preservar a “pureza” do partido. Durante a cerimónia que celebrou o 105º aniversário da fundação do PCC, no Grande Salão do Povo, em Pequim, Xi Jinping alertou para os riscos internos para o partido após anos de implementação da campanha anti-corrupção. Xi instou o partido a manter a sua capacidade de “auto-revolução”, a eliminar os factores que prejudicam a sua “pureza” e a “expurgar todos os vírus” que corroem o seu “organismo saudável”. O apelo à disciplina interna surge após várias rondas de purgas que visaram oficiais do Exército de Libertação Popular (ELP), ministros em exercício e membros do Comité Central do PCC. Xi afirmou que “só com um exército forte pode haver segurança nacional” e insistiu em manter a “liderança absoluta” do partido sobre o ELP e em promover a sua modernização. Por outro lado, reiterou que “resolver a questão de Taiwan” e alcançar a “reunificação completa” da China constituem uma “tarefa histórica” ​​para o PCC. Nesse sentido, apelou ao aprofundamento das trocas e da integração através do Estreito de Taiwan e prometeu combater “firmemente” as “forças separatistas” que favorecem a “independência de Taiwan” e a “ingerência estrangeira”, numa referência velada aos EUA. Xi apresentou ainda o PCC como o eixo que orientou a China desde a revolução e a fundação da República Popular em 1949 até ao estado actual, marcado pela modernização económica e consolidação do poder político sob a sua liderança. Após mais de um século de história do PCC, o povo chinês “tomou firmemente o controlo do seu destino”, acentuou, ao defender que o país seguiu o seu próprio caminho de desenvolvimento. “O rejuvenescimento da nação chinesa é imparável”, afirmou, declarando que a China completou em poucas décadas um processo de industrialização que, segundo ele, demorou “vários séculos” aos países desenvolvidos. Xi também destacou que a China é “construtora da paz mundial”, “contribuinte para o desenvolvimento global” e “defensora da ordem internacional”. O PCC “esteve sempre do lado certo da História e do progresso da civilização humana”, disse, sustentando que “modernização chinesa” ampliou as vias de desenvolvimento para os países do Sul Global. “Defendemos a construção de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade, oferecendo a sabedoria, as soluções e a força da China para enfrentar os grandes desafios da humanidade”, reforçou.

 

JTM com agências internacionais